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Mais uma farsa foi desmontada, diz Bolsonaro sobre vídeo

Gravação apontada por Moro como prova irrefutável de interferência política do presidente na PF não mostra pressão textual e dá forças a argumento do governo


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/05/2020 | 21:29


O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou ontem à tarde a divulgação do vídeo de reunião ministerial do dia 22 de abril, citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro como prova de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir politicamente na atuação da PF (Polícia Federal). A gravação, entretanto, não mostra pressão textual de Bolsonaro sobre a PF, como havia apontado o ex-juiz da Lava Jato, dando força aos argumentos do presidente e fragilizando a tese de Moro. Após a divulgação, Bolsonaro afirmou que "mais uma farsa foi desmontada".

Quando pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 24 de abril, Moro argumentou que sua saída tinha motivo pelo fato de Bolsonaro impor mudanças na PF para que ele pudesse ter acesso a investigações conduzidas pela corporação – naquele dia, Bolsonaro havia demitido Maurício Valeixo, aliado de Moro, então diretor-geral da PF. O vídeo comprovaria suas acusações, em especial sobre o desejo do chefe da Nação de mudar a superintendência do Rio de Janeiro. O presidente rebateu dizendo que, no encontro, falara apenas sobre proteção física de sua família.

“Mas é a p... o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. E isso acabou. Eu não vou esperar f... a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele. Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui pra brincadeira”, disse Bolsonaro, na reunião ministerial de abril.

Essa frase, sustenta a defesa de Bolsonaro, se referiu à segurança pessoal do presidente e de sua família e que ele estaria preocupado com o vazamento de informações de parentes. Para Moro, esse trecho mostra a pressão do chefe do Estado.

O termo “PF” é dito por Bolsonaro em outro momento do encontro. “Eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes (ministro da Economia), se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou. Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações. Eu tenho as inteligências das Forças Armadas de quem não tenho informações. Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque está faltando, realmente, temos problemas, pô! De aparelhamento etc. Mas a gente num pode viver sem informação.”

Logo após a divulgação do vídeo, Bolsonaro se posicionou em seu perfil no Facebook dizendo que “mais uma farsa foi desmontada”. “Nenhum indício de interferência na Polícia Federal. Conhecereis a verdade e verdade vos libertará”, escreveu o presidente, citando trecho da Bíblia.

Moro, por sua vez, classificou o vídeo como “a verdade dita”. “A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do diretor-geral da PF e a troca na superintendência do RJ (Rio de Janeiro). Quanto a outros temas exibidos no vídeo, cada um pode fazer a sua avaliação.”

Presidente xinga Doria e Witzel

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na reunião ministerial, xingou os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ao criticar a postura desses gestores no combate ao coronavírus. A dupla liderou processo de restrição de circulação de pessoas – com forte diminuição da atividade econômica – para segurar a proliferação do vírus, contrariando Bolsonaro, que defende o isolamento apenas de pessoas no grupo de risco.

“O que esses caras fizeram com o vírus, esse b... deste governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso. Aproveitaram o vírus, está um b... de um prefeito lá de Manaus (Arthur Virgílio) agora, abrindo covas coletivas. Um b.... Que quem não conhece a história dele, procura conhecer. Eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado!”, disparou.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, caminhou na mesma linha do presidente. “A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos 30 anos está acontecendo neste momento, mas nós estamos tomando providências. A pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos. E nós estamos subindo o tom e discursos tão chegando. Nosso ministério vai começar a pegar pesado com governadores e prefeitos.”

Nas redes sociais, Doria disse que “o Brasil está atônito com o nível da reunião ministerial”. “Palavrões, ofensas e ataques a governadores, prefeitos, parlamentares e ministros do Supremo demonstram descaso com a democracia, desprezo pela Nação e agressões à institucionalidade da Presidência da República. Lamentável exemplo em meio à maior crise de saúde da história do País e diante de milhares de vítimas.”

Witzel também se pronunciou. “A falta de respeito de Bolsonaro pelos poderes atinge a honra de todos. Sinto na pele seu desapreço pela independência dos poderes. E espero que num futuro breve o povo brasileiro entenda que, do que ele me chama, é essencialmente como ele próprio se vê.”

Titular da Educação defende prisão de ministros do STF

Recheada de palavrões, a reunião ministerial do dia 22 de abril, apontada pelo ex-ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, como prova de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir politicamente na PF (Polícia Federal), mostrou o titular da Educação, Abraham Weintraub, defendendo a prisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Weintraub iniciou sua fala fazendo reflexão de seu papel no governo Bolsonaro, citando que tem defendido o projeto do presidente em detrimento da própria carreira. Relatou ter sofrido ameaça de morte e que se deparou com o pior de Brasília, “um antro de corrupção”, segundo ele. “Eu tinha uma visão extremamente negativa de Brasília. Brasília é muito pior do que eu podia imaginar. As pessoas aqui perdem a percepção, a empatia, a relação com o povo. Se sentem inexpugnáveis.”

Na sequência, o ministro da Educação argumentou que sente que há perda do sentimento de luta pela liberdade. “É isso que o povo está gritando. Não está gritando para ter mais Estado, para ter mais projetos, para ter mais... O povo está gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente está perdendo, está perdendo mesmo. O povo está querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.”

O auxiliar prosseguiu dizendo não ter medo de batalhar pelo que acredita e que, por isso, tem sofrido “um monte” de processo no comitê de ética da Presidência da República. Ao defender o fim de privilégios, declarou odiar “o termo ‘povos indígenas’”. “Odeio esse termo. Odeio. O ‘povo cigano’. Só tem um povo neste País. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios.” 

Chefe da Nação ataca imprensa e ameaça demitir quem for elogiado

Além de governadores, prefeitos e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a reunião capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi utilizada para amplo ataque à imprensa, em especial ao jornal Folha de S.Paulo e à Rede Globo.

O chefe da Nação sugeriu complô da mídia para desestabilizar sua administração e ameaçou demitir auxiliar que for elogiado em reportagens por esses órgãos de imprensa. “Aqui eu já falei: ‘Perde o ministério quem for elogiado pela Folha ou pela Globo. (Ou) Pelo Antagonista. Né? Então, tem certos blogs aí que só têm notícia boa de ministro. Eu não sei como! O presidente leva porrada, mas o ministro é elogiado. A gente vê por aí. ‘O ministério está indo bem, apesar do presidente’. Vai para p... que o p..., p...! Eu que escalei o time, p...! Trocamos cinco (ministros). Espero trocar mais ninguém! Espero!”

Bolsonaro orientou a equipe a ignorar os jornalistas. “Eu acho que eu resumi hoje (no dia 22 de abril) na frente do Palácio (do Planalto) em 20 segundos: ‘Eu não vou falar com vocês (jornalistas), porque vocês não deturpam, vocês inventam, e potencializam’. Tem que ignorar esses caras, 100%. Senão a gente não vai para frente. A gente está sendo pautado por esses pulhas, pô. O tempo todo jogando um contra o outro.” 



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Mais uma farsa foi desmontada, diz Bolsonaro sobre vídeo

Gravação apontada por Moro como prova irrefutável de interferência política do presidente na PF não mostra pressão textual e dá forças a argumento do governo

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

22/05/2020 | 21:29


O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou ontem à tarde a divulgação do vídeo de reunião ministerial do dia 22 de abril, citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro como prova de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir politicamente na atuação da PF (Polícia Federal). A gravação, entretanto, não mostra pressão textual de Bolsonaro sobre a PF, como havia apontado o ex-juiz da Lava Jato, dando força aos argumentos do presidente e fragilizando a tese de Moro. Após a divulgação, Bolsonaro afirmou que "mais uma farsa foi desmontada".

Quando pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 24 de abril, Moro argumentou que sua saída tinha motivo pelo fato de Bolsonaro impor mudanças na PF para que ele pudesse ter acesso a investigações conduzidas pela corporação – naquele dia, Bolsonaro havia demitido Maurício Valeixo, aliado de Moro, então diretor-geral da PF. O vídeo comprovaria suas acusações, em especial sobre o desejo do chefe da Nação de mudar a superintendência do Rio de Janeiro. O presidente rebateu dizendo que, no encontro, falara apenas sobre proteção física de sua família.

“Mas é a p... o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. E isso acabou. Eu não vou esperar f... a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meus, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele. Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro. E ponto final. Não estamos aqui pra brincadeira”, disse Bolsonaro, na reunião ministerial de abril.

Essa frase, sustenta a defesa de Bolsonaro, se referiu à segurança pessoal do presidente e de sua família e que ele estaria preocupado com o vazamento de informações de parentes. Para Moro, esse trecho mostra a pressão do chefe do Estado.

O termo “PF” é dito por Bolsonaro em outro momento do encontro. “Eu tenho o poder e vou interferir em todos os ministérios, sem exceção. Nos bancos eu falo com o Paulo Guedes (ministro da Economia), se tiver que interferir. Nunca tive problema com ele, zero problema com Paulo Guedes. Agora os demais, vou. Eu não posso ser surpreendido com notícias. Pô, eu tenho a PF que não me dá informações. Eu tenho as inteligências das Forças Armadas de quem não tenho informações. Abin (Agência Brasileira de Inteligência) tem os seus problemas, tenho algumas informações. Só não tenho mais porque está faltando, realmente, temos problemas, pô! De aparelhamento etc. Mas a gente num pode viver sem informação.”

Logo após a divulgação do vídeo, Bolsonaro se posicionou em seu perfil no Facebook dizendo que “mais uma farsa foi desmontada”. “Nenhum indício de interferência na Polícia Federal. Conhecereis a verdade e verdade vos libertará”, escreveu o presidente, citando trecho da Bíblia.

Moro, por sua vez, classificou o vídeo como “a verdade dita”. “A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do diretor-geral da PF e a troca na superintendência do RJ (Rio de Janeiro). Quanto a outros temas exibidos no vídeo, cada um pode fazer a sua avaliação.”

Presidente xinga Doria e Witzel

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na reunião ministerial, xingou os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), ao criticar a postura desses gestores no combate ao coronavírus. A dupla liderou processo de restrição de circulação de pessoas – com forte diminuição da atividade econômica – para segurar a proliferação do vírus, contrariando Bolsonaro, que defende o isolamento apenas de pessoas no grupo de risco.

“O que esses caras fizeram com o vírus, esse b... deste governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso. Aproveitaram o vírus, está um b... de um prefeito lá de Manaus (Arthur Virgílio) agora, abrindo covas coletivas. Um b.... Que quem não conhece a história dele, procura conhecer. Eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado!”, disparou.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, caminhou na mesma linha do presidente. “A maior violação de direitos humanos da história do Brasil nos últimos 30 anos está acontecendo neste momento, mas nós estamos tomando providências. A pandemia vai passar, mas governadores e prefeitos responderão processos e nós vamos pedir inclusive a prisão de governadores e prefeitos. E nós estamos subindo o tom e discursos tão chegando. Nosso ministério vai começar a pegar pesado com governadores e prefeitos.”

Nas redes sociais, Doria disse que “o Brasil está atônito com o nível da reunião ministerial”. “Palavrões, ofensas e ataques a governadores, prefeitos, parlamentares e ministros do Supremo demonstram descaso com a democracia, desprezo pela Nação e agressões à institucionalidade da Presidência da República. Lamentável exemplo em meio à maior crise de saúde da história do País e diante de milhares de vítimas.”

Witzel também se pronunciou. “A falta de respeito de Bolsonaro pelos poderes atinge a honra de todos. Sinto na pele seu desapreço pela independência dos poderes. E espero que num futuro breve o povo brasileiro entenda que, do que ele me chama, é essencialmente como ele próprio se vê.”

Titular da Educação defende prisão de ministros do STF

Recheada de palavrões, a reunião ministerial do dia 22 de abril, apontada pelo ex-ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, como prova de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir politicamente na PF (Polícia Federal), mostrou o titular da Educação, Abraham Weintraub, defendendo a prisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Weintraub iniciou sua fala fazendo reflexão de seu papel no governo Bolsonaro, citando que tem defendido o projeto do presidente em detrimento da própria carreira. Relatou ter sofrido ameaça de morte e que se deparou com o pior de Brasília, “um antro de corrupção”, segundo ele. “Eu tinha uma visão extremamente negativa de Brasília. Brasília é muito pior do que eu podia imaginar. As pessoas aqui perdem a percepção, a empatia, a relação com o povo. Se sentem inexpugnáveis.”

Na sequência, o ministro da Educação argumentou que sente que há perda do sentimento de luta pela liberdade. “É isso que o povo está gritando. Não está gritando para ter mais Estado, para ter mais projetos, para ter mais... O povo está gritando por liberdade, ponto. Eu acho que é isso que a gente está perdendo, está perdendo mesmo. O povo está querendo ver o que me trouxe até aqui. Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF.”

O auxiliar prosseguiu dizendo não ter medo de batalhar pelo que acredita e que, por isso, tem sofrido “um monte” de processo no comitê de ética da Presidência da República. Ao defender o fim de privilégios, declarou odiar “o termo ‘povos indígenas’”. “Odeio esse termo. Odeio. O ‘povo cigano’. Só tem um povo neste País. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios.” 

Chefe da Nação ataca imprensa e ameaça demitir quem for elogiado

Além de governadores, prefeitos e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a reunião capitaneada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi utilizada para amplo ataque à imprensa, em especial ao jornal Folha de S.Paulo e à Rede Globo.

O chefe da Nação sugeriu complô da mídia para desestabilizar sua administração e ameaçou demitir auxiliar que for elogiado em reportagens por esses órgãos de imprensa. “Aqui eu já falei: ‘Perde o ministério quem for elogiado pela Folha ou pela Globo. (Ou) Pelo Antagonista. Né? Então, tem certos blogs aí que só têm notícia boa de ministro. Eu não sei como! O presidente leva porrada, mas o ministro é elogiado. A gente vê por aí. ‘O ministério está indo bem, apesar do presidente’. Vai para p... que o p..., p...! Eu que escalei o time, p...! Trocamos cinco (ministros). Espero trocar mais ninguém! Espero!”

Bolsonaro orientou a equipe a ignorar os jornalistas. “Eu acho que eu resumi hoje (no dia 22 de abril) na frente do Palácio (do Planalto) em 20 segundos: ‘Eu não vou falar com vocês (jornalistas), porque vocês não deturpam, vocês inventam, e potencializam’. Tem que ignorar esses caras, 100%. Senão a gente não vai para frente. A gente está sendo pautado por esses pulhas, pô. O tempo todo jogando um contra o outro.” 

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