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Fiesp repudia redução de jornada de trabalho semanal para 40 horas


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

02/02/2010 | 07:00


Há 15 anos sindicalistas e empresários debatem a questão da redução de jornada de trabalho - de 44 para 40 horas semanais. Com a retomada das atividades no Congresso Federal e a possibilidade da votação neste ano, a discussão volta a causar polêmica. Hoje, as centrais sindicais realizam vigília em Brasília para pressionar pela aprovação.

Enquanto sindicalistas defendem a redução e alegam que o benefício pode gerar cerca de 2 milhões de empregos, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) vai na direção oposta e afirma que a diminuição da carga horária será maléfica ao trabalhador.

O vice-presidente da Fiesp, Roberto Della Manna, destaca que a entidade é "completamente contra a redução de jornada semanal". "Inúmeras companhias já têm carga horária inferior a 44 horas semanais, mas isso é um acordo entre a empresa, os trabalhadores e os sindicatos. Uma medida que obrigue todos os trabalhadores do País a cumprirem jornada de 40 horas por semana, sem qualquer tipo de negociação, é completamente prejudicial e imposta."

Para Della Manna, ao contrário do que defendem as centrais sindicais, a medida pode gerar corte nos empregos. "Eu negociei a redução de jornada semanal de 48 para 44 horas (em 1988). Na época eram 1,5 milhão de metalúrgicos na Capital. Hoje não passam de 400 mil e se houver nova redução na carga horária, o número vai cair muito", defende o vice-presidente.

Ele destaca que, quanto menos horas de trabalho, há mais automatização das atividades. "As empresas passam a investir em tecnologia e não contratam mais trabalhadores. É um grande engano acreditar nisso."

Della Manna encara a discussão como jogo político. "As centrais querem se promover e não estão realmente pensando nos trabalhadores. O argumento de que os funcionários terão mais tempo livre é um ledo engano. Pois sabemos que quanto mais tempo ocioso, mas coisas erradas são realizadas. A não ser que os sindicatos promovam atividades de lazer e estudo para todos esses colaboradores", desafia.

O dirigente destaca que os países europeus que realizaram a redução de jornada de trabalho estão revisando as decisões. "França e Alemanha são exemplos de países que estão voltando atrás. Só nós estamos indo na contramão", comenta.

O vice-presidente não acredita em nenhuma definição para 2010. "É ano eleitoral e o calendário é apertado", justifica.

Segundo Della Manna, caso a medida seja aprovada, as empresas terão de se adequar. "Se este absurdo for permitido, só nos resta acatar. Mas estamos trabalhando para elucidar o Congresso e tentar que essa loucura não seja permitida", finaliza.



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