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Financiamentos habitacionais crescem 71% na região

A Caixa Econômica Federal concedeu crédito de R$ 378 milhões ao Grande ABC no primeiro semestre de 2009


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

18/08/2009 | 07:03


O crescimento dos financiamentos habitacionais realizados no primeiro semestre deste ano pela CEF (Caixa Econômica Federal) no Grande ABC não ultrapassou o alcançado no País, mas chegou perto.

Enquanto no Brasil a alta no número de contratos assinados foi de 90% (os créditos já somam R$ 23,2 bilhões) em comparação ao primeiro semestre do ano passado, na região o crescimento foi de 71% - o que corresponde a investimento de R$ 378 milhões em financiamentos de imóveis novos e usados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), contra R$ 220 milhões em 2008.

No Estado de São Paulo, do início do ano até o dia 12 deste mês, foram financiados 137.948 imóveis, no valor de R$ 6,7 bilhões, montante superior ao contratado em todo o Estado em 2008. No ano passado foram R$ 6,54 bilhões em financiamento habitacional. Esse valor representava incremento de 23% no volume de recursos em comparação com 2007, quando foram contratados R$ 5,1 bilhões.

A explicação para tal crescimento, não apenas no Grande ABC, vem da redução de taxas de juros. "O período pós-crise fez com que a Caixa diminuísse suas tarifas para não ‘frear' o crescimento no número de financiamentos", esclareceu o gerente regional de pessoa física da instituição, Edvaldo Contin.

Para se ter uma ideia, o banco estatal reduziu os juros nos empréstimos habitacionais com recursos do SBPE que estão, hoje, entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos da TR (Taxa Referencial).

Além disso, as medidas anunciadas pelo governo federal, também após o estouro da crise financeira - cujos efeitos tiveram início em outubro -, estimularam a compra da casa própria. "Esse crescimento no volume de financiamentos era esperado. Como a construção civil foi o primeiro setor afetado pela crise, ela também tem sido o carro-chefe da economia com programas como o Minha Casa, Minha Vida e o incentivo à redução das taxas de juros, que fizeram com que o consumidor conseguisse financiar seu imóvel", avaliou a professora de economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Marlene Laviola .

As previsões para este segundo semestre acompanham os resultados dos primeiros seis meses do ano na região. Segundo a superintendente regional Marjori Soraia Oliveira, deve-se superar R$ 500 milhões de investimento no setor da construção civil até dezembro no Grande ABC, além de emprestar mais de R$ 39 bilhões para todo o Brasil - elevando as expectativas do setor no início deste ano.

O Banco do Brasil, por exemplo, emprestou R$ 450 milhões para habitação (3.200 contratos no País) até o fim do primeiro semestre deste ano - vale lembrar que o banco é um entrante no mercado de crédito imobiliário, que começou a operar para valer em junho de 2008.

Banco tem o maior crescimento dos últimos 15 anos

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 706 milhões no segundo trimestre de 2009, alta de 56,2 % em comparação ao primeiro trimestre, quando o banco alcançou R$ 452 milhões.

Com isso, o resultado do primeiro semestre atingiu R$ 1,2 bilhão (ante os R$ 2,5 bilhões de igual período do ano passado), obtendo retorno anualizado de 17,9% sobre o Patrimônio Líquido.

A oferta de crédito total da Caixa cresceu 56,1% de junho de 2008 a junho de 2009, contra crescimento de 19,7% do mercado no mesmo período. O crescimento observado é o maior dos últimos 15 anos.

O valor do lucro obtido neste primeiro semestre alinha-se à decisão estratégica da estatal em atuar com as menores taxas de juros do mercado e, com isso, expandir de forma sustentável suas operações de crédito.

"Os números do balanço mostram que a instituição tem conseguido tornar viável a união entre o social e o comercial, desempenhando bem o seu papel de banco público, principalmente nas atividades de transferência de benefícios e bancarização da população de baixa renda, sem deixar de lado a eficiência e a concorrência do mercado", avaliou a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho.

O bom momento do setor também influenciou as contratações realizadas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida lançado no dia 13 de abril. Em quatro meses, a Caixa já recebeu 1.312 propostas, o que corresponde a 255 mil moradias. Do total de propostas recebidas, 494 já estão com a análise concluída e representam 90 mil unidades. A instituição contratou 204 empreendimentos, que beneficiarão 32.207 famílias em todo o País, no valor total de R$ 2,04 bilhões.



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Financiamentos habitacionais crescem 71% na região

A Caixa Econômica Federal concedeu crédito de R$ 378 milhões ao Grande ABC no primeiro semestre de 2009

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

18/08/2009 | 07:03


O crescimento dos financiamentos habitacionais realizados no primeiro semestre deste ano pela CEF (Caixa Econômica Federal) no Grande ABC não ultrapassou o alcançado no País, mas chegou perto.

Enquanto no Brasil a alta no número de contratos assinados foi de 90% (os créditos já somam R$ 23,2 bilhões) em comparação ao primeiro semestre do ano passado, na região o crescimento foi de 71% - o que corresponde a investimento de R$ 378 milhões em financiamentos de imóveis novos e usados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), contra R$ 220 milhões em 2008.

No Estado de São Paulo, do início do ano até o dia 12 deste mês, foram financiados 137.948 imóveis, no valor de R$ 6,7 bilhões, montante superior ao contratado em todo o Estado em 2008. No ano passado foram R$ 6,54 bilhões em financiamento habitacional. Esse valor representava incremento de 23% no volume de recursos em comparação com 2007, quando foram contratados R$ 5,1 bilhões.

A explicação para tal crescimento, não apenas no Grande ABC, vem da redução de taxas de juros. "O período pós-crise fez com que a Caixa diminuísse suas tarifas para não ‘frear' o crescimento no número de financiamentos", esclareceu o gerente regional de pessoa física da instituição, Edvaldo Contin.

Para se ter uma ideia, o banco estatal reduziu os juros nos empréstimos habitacionais com recursos do SBPE que estão, hoje, entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos da TR (Taxa Referencial).

Além disso, as medidas anunciadas pelo governo federal, também após o estouro da crise financeira - cujos efeitos tiveram início em outubro -, estimularam a compra da casa própria. "Esse crescimento no volume de financiamentos era esperado. Como a construção civil foi o primeiro setor afetado pela crise, ela também tem sido o carro-chefe da economia com programas como o Minha Casa, Minha Vida e o incentivo à redução das taxas de juros, que fizeram com que o consumidor conseguisse financiar seu imóvel", avaliou a professora de economia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Marlene Laviola .

As previsões para este segundo semestre acompanham os resultados dos primeiros seis meses do ano na região. Segundo a superintendente regional Marjori Soraia Oliveira, deve-se superar R$ 500 milhões de investimento no setor da construção civil até dezembro no Grande ABC, além de emprestar mais de R$ 39 bilhões para todo o Brasil - elevando as expectativas do setor no início deste ano.

O Banco do Brasil, por exemplo, emprestou R$ 450 milhões para habitação (3.200 contratos no País) até o fim do primeiro semestre deste ano - vale lembrar que o banco é um entrante no mercado de crédito imobiliário, que começou a operar para valer em junho de 2008.

Banco tem o maior crescimento dos últimos 15 anos

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 706 milhões no segundo trimestre de 2009, alta de 56,2 % em comparação ao primeiro trimestre, quando o banco alcançou R$ 452 milhões.

Com isso, o resultado do primeiro semestre atingiu R$ 1,2 bilhão (ante os R$ 2,5 bilhões de igual período do ano passado), obtendo retorno anualizado de 17,9% sobre o Patrimônio Líquido.

A oferta de crédito total da Caixa cresceu 56,1% de junho de 2008 a junho de 2009, contra crescimento de 19,7% do mercado no mesmo período. O crescimento observado é o maior dos últimos 15 anos.

O valor do lucro obtido neste primeiro semestre alinha-se à decisão estratégica da estatal em atuar com as menores taxas de juros do mercado e, com isso, expandir de forma sustentável suas operações de crédito.

"Os números do balanço mostram que a instituição tem conseguido tornar viável a união entre o social e o comercial, desempenhando bem o seu papel de banco público, principalmente nas atividades de transferência de benefícios e bancarização da população de baixa renda, sem deixar de lado a eficiência e a concorrência do mercado", avaliou a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho.

O bom momento do setor também influenciou as contratações realizadas dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida lançado no dia 13 de abril. Em quatro meses, a Caixa já recebeu 1.312 propostas, o que corresponde a 255 mil moradias. Do total de propostas recebidas, 494 já estão com a análise concluída e representam 90 mil unidades. A instituição contratou 204 empreendimentos, que beneficiarão 32.207 famílias em todo o País, no valor total de R$ 2,04 bilhões.

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