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Estádio 1º Maio continua deteriorado
e ameaça o Tigre

Dérek Bittencourt Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Capacidade do local e gramado ruim podem impedir que time jogue Série A-1 do Paulista em 2022


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

23/09/2021 | 00:01


O Estádio 1º de Maio, casa de São Bernardo FC e EC São Bernardo na Copa Paulista, e que sediou o dérbi entre as equipes anteontem, dá sinais de abandono ou pouco cuidado em alguns setores, inclusive com trecho de arquibancada interditado, além de apresentar gramado aquém do ideal. Se alguns dos problemas não forem sanados, podem prejudicar a participação do Tigre na elite estadual em 2022, já que a FPF (Federação Paulista de Futebol) exige praças esportivas com capacidade de pelo menos 10 mil torcedores. A entidade ainda avalia as condições do campo de jogo, situação esta que este ano já fez o Aurinegro levar seus jogos para o Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Como caiu para a Série A-3, o Cachorrão não seria prejudicado.

Denúncia feita pelo Diário em fevereiro do ano passado já mostrava problemas em locais como cabines e camarotes, além de um trecho do setor sul da arquibancada estar interditado, diminuindo em 1.962 lugares a capacidade do estádio, passando de 11.917 para 9.955 – segundo consta no laudo de engenharia da praça esportiva, assinado pelo engenheiro civil Ansel Lancman.

Em rápida volta pelas tribunas é possível reparar inflitrações, umidade, goteiras, paredes trincadas e/ou quebradas, falta de revestimento, além sanitários interditados. Em comparação a 2020, a única manutenção feita foi nos pisos quebrados, que foram retirados mas, em vez de reposição das peças, optou-se por cimentar os locais onde havia problema. Inclusive, o laudo de engenharia (com validade de dois anos) já havia apontado a maioria destas questões e solicitou, em 18 de dezembro de 2020, que os reparos deveriam ser realizados dentro de prazo de 90 dias.

Em junho, o secretário de Esportes da cidade, Alex Mognon, disse ao Diário que a Prefeitura segue em busca da privatização do estádio, para se livrar de gastos mensais entre R$ 40 mil e R$ 50 mil – situação que teria levado a questionamentos do Ministério Público, segundo o político. Ontem, no entanto, a administração são-bernardense afirmou, em resposta ao Diário, que os custos por mês são de R$ 60 mil, com “manutenção do gramado, limpeza e manutenção predial, taxas de água, energia elétrica e gás”, além de “R$ 23 mil com laudos técnicos de engenharia, segurança, AVCB e condições sanitárias”. Tais custos motivam o poder público a encontrar alternativas. “Com a retomada gradual dos eventos esportivos, a Prefeitura dará seguimento aos estudos técnicos para o lançamento de um novo edital de concessão do Estádio 1º de Maio. Por essa razão, não há planos, até o momento, de realizar parceria com o governo do Estado para a manutenção do local.”

A Prefeitura informou ainda os preços públicos por hora para utilização do local: das 6h às 18h, R$ 2.084,40; a partir das 18h, R$ 3.126,60, em virtude da utilização das torres de iluminação.

Procurados, São Bernardo FC e EC São Bernardo não se posicionaram até o fechamento desta edição. 



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