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Sobram vagas em
padarias da região


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

14/02/2011 | 07:07


Padeiros, confeiteiros, chapeiros, pizzaiolos e atendentes. Essas são algumas das vagas oferecidas pelas padarias do Grande ABC. Existem cerca de 3.000 postos de trabalho abertos para profissionais da área, segundo estimativa do Sipan (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André). Mesmo com tantas oportunidades, as padarias da região e do País encontram dificuldade em preenchê-las, já que falta mão de obra especializada.

"Não é fácil contratar profissionais do setor entre as sete cidades. A concorrência entre os estabelecimentos é muito grande. Quem está empregado e tem experiência acaba tendo muitas ofertas de trabalho", explica o presidente do Sipan, Antonio Carlos Henriques.

Hoje, aproximadamente 900 estabelecimentos estão em funcionamento na região. Eles são responsáveis por 15 mil empregos diretos e 50 mil indiretos.

Henriques explica que a falta desses profissionais é reflexo de um novo conceito. "De dez anos para cá, muita coisa mudou. As pessoas deixaram de ir à padaria apenas para comprar pão. Agora as famílias fazem refeições no local, amigos se reúnem para comer pizza e tomar vinho. Os estabelecimentos são espaços que oferecem diversos serviços, atrelados ao lado gourmet", contextualiza.

Na região, o piso salarial é de R$ 751,99. "Mas é bom deixar claro que esses profissionais, depois de adquirirem experiência, chegam a ganhar em média R$ 3.000 como é o caso de um bom confeiteiro", pontua o presidente.

CASES - Repor funcionários é uma das principais dificuldades da Indústria de Panificação Elizabeth, de Diadema. O gerente de vendas Marcos Barros conta que muitas vezes, os próprios ajudantes assumem os postos vagos. "É difícil encontrar um bom padeiro, ainda mais, com experiência para produzir os 6.000 pães de hot-dog por dia, o nosso carro chefe."

Para suprir a carência de mão de obra, a rede de padarias Brasileira, com matriz em Santo André, tem investido no treinamento dos funcionários. "Ao capacitar os candidatos conseguimos explicar a características dos nossos produtos. Mesmo oferecendo treinamento, muitas vezes levamos meses para contratar um funcionário", afirma Helle Nice Afonso da Silva, gerente de Recursos Humanos da companhia.

ALTERNATIVA - O diretor da Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação), Marcio Rodrigues acredita que a qualificação da mão de obra é um gargalo que a entidade está tentando resolver com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e empresas de qualificação profissional.

No Grande ABC, o Sipan oferece cursos para os interessados. Além disso, firmou parcerias com prefeituras das cidades para que os CPETRs (Centros Públicos de Emprego, Trabalho e Renda) ofereçam aulas gratuitas ao público.

Serviço: Interessados nos cursos podem entrar em contato com o Sipan, pelo (11) 4994-8177.

 

Clientes gastam em média R$ 5 nas lojas

As padarias com visão de negócio mais apurada não vendem apenas pão, leite e café. Esses estabelecimentos transformaram-se em verdadeiros centros de serviços, oferecendo refeições prontas e itens vendidos nos supermercados.

Na região, o tíquete médio foi de R$ 3,60 para R$ 5 entre 2009 e 2010, diferença de R$ 1,40. "Gastar mais é uma tendência de mercado. Além disso, os trabalhadores passaram a ter uma renda maior", diz Antonio Carlos Henriques, presidente do Sipan (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André).

Ele acredita que a praticidade é o maior atrativo oferecido nas lojas. "Tudo é vendido pronto, ideal para um cenário em que homens e mulheres trabalham e não têm tempo de cozinhar."



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