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Casal cita caixa 2 com Filippi como tesoureiro


Felipe Siqueira
Especial para o Diário

20/04/2017 | 07:00


Casal de marqueteiros das campanhas presidenciais do PT, João Santana e Mônica Moura confirmaram em depoimento ao juiz Sérgio Moro que sempre mantiveram trabalho nas eleições com caixa dois e pagamentos ilegais no Exterior, financiados pela empreiteira Odebrecht. As delações da dupla atingem o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT, por três gestões), tesoureiro – coordenador financeiro – das empreitadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, em 2006, à reeleição) e de Dilma Rousseff (PT, em 2010).

Foi a primeira vez que ambos prestaram oitivas depois de ter fechado acordo de delação premiada. Mônica disse que parte do pagamento para a campanha de Lula foi feita por meio da Odebrecht. Santana citou que caixa dois abasteceu a campanha de Dilma e também os pleitos de mais dois petistas em 2012: a de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e a de Patrus Ananias em Belo Horizonte.

Filippi chegou a ser mencionado nominalmente em delação premiada de ex-executivo do grupo Odebrecht. Hilberto Mascarenhas afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato que o ex-prefeito da cidade do Grande ABC recebia dinheiro às campanhas que era responsável pessoalmente. “Ele (Filippi) era tão ávido pelo dinheiro que, antes de o dinheiro chegar, ele já estava lá”, disse. O ex-prefeito de Diadema nega todas as acusações. Mascarenhas não fala em valores que foram, de acordo com ele, recebidos pelo petista.

O ex-chefe de Executivo da região chegou a ter pedido de prisão contra ele, em 2016, solicitado pela investigação da Lava Jato, mas, à época, Moro negou a solicitação do MPF (Ministério Público Federal).

O ex-tesoureiro defendeu que todos os recursos das campanhas foram recebidos de forma legal e aprovados pela Justiça Eleitoral. O ex-prefeito alegou pelas redes sociais que se encontrou por apenas duas vezes com ex-executivos da Odebrecht para discutir sobre disponibilização de verbas oficiais ao PT. “Não estive mais na empresa e toda a comunicação foi feita via e-mail”, ressaltou o ex-prefeito de Diadema.

Mônica falou ainda que a pessoa responsável por organizar os pagamentos via caixa dois para o PT era Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma. 



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Casal cita caixa 2 com Filippi como tesoureiro

Felipe Siqueira
Especial para o Diário

20/04/2017 | 07:00


Casal de marqueteiros das campanhas presidenciais do PT, João Santana e Mônica Moura confirmaram em depoimento ao juiz Sérgio Moro que sempre mantiveram trabalho nas eleições com caixa dois e pagamentos ilegais no Exterior, financiados pela empreiteira Odebrecht. As delações da dupla atingem o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Júnior (PT, por três gestões), tesoureiro – coordenador financeiro – das empreitadas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, em 2006, à reeleição) e de Dilma Rousseff (PT, em 2010).

Foi a primeira vez que ambos prestaram oitivas depois de ter fechado acordo de delação premiada. Mônica disse que parte do pagamento para a campanha de Lula foi feita por meio da Odebrecht. Santana citou que caixa dois abasteceu a campanha de Dilma e também os pleitos de mais dois petistas em 2012: a de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo e a de Patrus Ananias em Belo Horizonte.

Filippi chegou a ser mencionado nominalmente em delação premiada de ex-executivo do grupo Odebrecht. Hilberto Mascarenhas afirmou à força-tarefa da Operação Lava Jato que o ex-prefeito da cidade do Grande ABC recebia dinheiro às campanhas que era responsável pessoalmente. “Ele (Filippi) era tão ávido pelo dinheiro que, antes de o dinheiro chegar, ele já estava lá”, disse. O ex-prefeito de Diadema nega todas as acusações. Mascarenhas não fala em valores que foram, de acordo com ele, recebidos pelo petista.

O ex-chefe de Executivo da região chegou a ter pedido de prisão contra ele, em 2016, solicitado pela investigação da Lava Jato, mas, à época, Moro negou a solicitação do MPF (Ministério Público Federal).

O ex-tesoureiro defendeu que todos os recursos das campanhas foram recebidos de forma legal e aprovados pela Justiça Eleitoral. O ex-prefeito alegou pelas redes sociais que se encontrou por apenas duas vezes com ex-executivos da Odebrecht para discutir sobre disponibilização de verbas oficiais ao PT. “Não estive mais na empresa e toda a comunicação foi feita via e-mail”, ressaltou o ex-prefeito de Diadema.

Mônica falou ainda que a pessoa responsável por organizar os pagamentos via caixa dois para o PT era Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma. 

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