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Pena por racismo na Espanha destoa da aplicada no Brasil

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Enquanto torcedor do Villareal é banido dos campos, Paraná recebe só multa por crime contra Marino


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

29/04/2014 | 07:00


Duas punições diferentes para o mesmo tipo de crime. Enquanto na Espanha um torcedor foi banido para sempre do Estádio El Madrigal, em Villareal, por ter atirado uma banana em campo no confronto do time local contra o Barcelona, no Paraná os insultos racistas contra o volante Marino, do São Bernardo, resultaram apenas em multa de R$ 30 mil para o time paranaense.

Os casos foram registrados em torneios nacionais. Na Espanha, o crime foi cometido domingo, contra o brasileiro Daniel Alves quando ele se preparava para bater escanteio. Com pensamento rápido, o lateral pegou a banana atirada pelo torcedor e comeu. “São 11 anos sofrendo a mesma coisa. É a primeira vez que jogaram a banana. Eles (governo) vendem (a Espanha) como país de primeiro mundo e evoluído, mas em certo tipo de coisa, em outros estão atrasados. Preconceito ou é com estrangeiro ou com a cor”, comentou o brasileiro.

A atitude gerou rápida resposta do Villarreal. Um dia após o fato, a diretoria do clube identificou o autor do crime e o baniu de todas as partidas no Estádio El Madrigal.

“O Villarreal quer comunicar que lamenta e condena profundamente o incidente ocorrido durante o jogo de ontem (domingo) contra o Barcelona, no qual um fã lançou objeto no campo do El Madrigal. Graças às forças de segurança e à assistência da torcida amarela, o clube já identificou o autor e decidiu cancelar seu carnê para a temporada, banindo permanentemente seu acesso ao estádio”, disse o comunicado emitido pelo clube, sem revelar a identidade do torcedor.

Enquanto isso, no Brasil, crime parecido teve punição bem menor. Em confronto válido pela Copa do Brasil, em 10 de abril, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba, o volante Marino, do São Bernardo, foi chamado de “macaco” e “gorila” por dois torcedores locais. Na sexta-feira, 15 dias após o ocorrido, o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) multou o Tricolor em R$ 30 mil.

Imagens de um dos dois suspeitos foram divulgadas, mas a identificação não ocorreu. A investigação policial apurou que o homem entrou no estádio com ingressos cedidos por patrocinadores do torneio.
Marino se mostrou revoltado com a diferença de punições. “Enquanto no Brasil continuarmos com essas penas leves nada vai mudar, infelizmente. Tem de penalizar quem cometeu o crime, como foi na Espanha”, comentou o jogador.

O presidente do São Bernardo, Luiz Fernando Teixeira, também se mostrou contrariado. “A multa não resolve nada, só dá mais dinheiro para a CBF. Trata-se de um crime, o torcedor precisa ser identificado, punido na esfera esportiva e levado às autoridades policiais. Logo teremos 50 pessoas chamando os outros de macaco nos estádios”, lamentou o dirigente.  



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