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Emprego já sofre os impactos


Marcelo Moreira
Do Diário do Grande ABC

29/07/2005 | 08:13


Retração da economia significa fim dos novos empregos, quando não demissões à vista. Essa é a tendência demonstrada pelos principais índices que medem a criação de empregos no país. Infelizmente a economia regional está caminhando para a estagnação nos próximos meses.

A taxa de desemprego no Grande ABC permaneceu estável em 17,9% em junho, juntamente com o índice para toda a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), que se manteve em 17,5%, segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Apesar da estabilidade, o número absoluto de desempregados subiu para 235 mil pessoas no Grande ABC, decepcionando os pesquisadores, que acreditavam ao menos em uma pequena recuperação do índice.

Já os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos) do Ministério do Trabalho, relativos ao mês de junho, revelam uma situação bem mais preocupante. O ritmo de criação de novas vagas sofreu uma freada forte, com queda de 60,4% em relação a maio na indústria e 15% englobando todos os setores – mês que também registrou queda acentuada na comparação com o anterior, abril.

Os técnicos da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) consideram os dois resultados "preocupantes", já que o mês de junho tradicionalmente apresenta uma redução da taxa de desemprego. "Esse indicador nos preocupa porque já deveríamos registrar baixa no desemprego nesta época do ano. Não é um resultado ruim, mas também não dá para comemorar", afirmou Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

Para Mauro Miaguti, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo e da macrorregião do Grande ABC e Baixada Santista, a redução no ritmo de crescimento da economia e da geração de vagas é um movimento iniciado em janeiro, que tende a se intensificar.



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Emprego já sofre os impactos

Marcelo Moreira
Do Diário do Grande ABC

29/07/2005 | 08:13


Retração da economia significa fim dos novos empregos, quando não demissões à vista. Essa é a tendência demonstrada pelos principais índices que medem a criação de empregos no país. Infelizmente a economia regional está caminhando para a estagnação nos próximos meses.

A taxa de desemprego no Grande ABC permaneceu estável em 17,9% em junho, juntamente com o índice para toda a RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), que se manteve em 17,5%, segundo a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Apesar da estabilidade, o número absoluto de desempregados subiu para 235 mil pessoas no Grande ABC, decepcionando os pesquisadores, que acreditavam ao menos em uma pequena recuperação do índice.

Já os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Demitidos) do Ministério do Trabalho, relativos ao mês de junho, revelam uma situação bem mais preocupante. O ritmo de criação de novas vagas sofreu uma freada forte, com queda de 60,4% em relação a maio na indústria e 15% englobando todos os setores – mês que também registrou queda acentuada na comparação com o anterior, abril.

Os técnicos da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) consideram os dois resultados "preocupantes", já que o mês de junho tradicionalmente apresenta uma redução da taxa de desemprego. "Esse indicador nos preocupa porque já deveríamos registrar baixa no desemprego nesta época do ano. Não é um resultado ruim, mas também não dá para comemorar", afirmou Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

Para Mauro Miaguti, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo e da macrorregião do Grande ABC e Baixada Santista, a redução no ritmo de crescimento da economia e da geração de vagas é um movimento iniciado em janeiro, que tende a se intensificar.

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