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Eleição de 2002 vira teste de fidelidade


Gislayne Jacinto
Do Diário do Grande ABC

21/07/2001 | 16:46


Políticos do Grande ABC começam a se preparar para as eleições do ano que vem. Junto com as articulações acontece a “dança das cadeiras”, ou seja, a troca de partidos. Como o pleito eleitoral do ano que vem se dará em 6 de outubro, os candidatos têm até 5 de outubro deste ano para ingressar em uma legenda. A legislação no país determina filiação de pelo menos um ano antes da eleição.

O presidente do PTB e líder do partido na Câmara de Santo André, vereador Luiz Zacarias, deverá ser a maior surpresa destas eleições, caso o seu partido não lhe dê vaga para disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa.

Zacarias está no PTB há 20 anos e nas eleições do ano passado teve uma votação surpreendente. Apesar de ter declarado à Justiça Eleitoral o segundo menor orçamento de campanha (R$ 1,5 mil), obteve 7.138 votos, sendo o sexto mais votado na cidade. “Em primeiro lugar está o PTB, e quero ficar, mas o partido precisa renovar e lançar novos candidatos, novas lideranças”, disse.

O PTB já conta com pelo menos dois candidatos de peso: Duílio Pisaneschi, para federal, e Newton Brandão, para estadual — ambos para reeleição. “Acho que é possível lançar dois deputados estaduais, mas se eu sentir que vai haver manobras no partido eu não descarto a possibilidade de sair. O partido precisa crescer. O eleitor deve ter opção para novos pensamentos”, disse Zacarias, acrescentando que vem conversando sobre o assunto com Duílio e com o presidente estadual, deputado estadual Campos Machado.

O vereador Hiroyuki Minami, de São Bernardo, também vai deixar o PFL, de olho nas eleições do ano que vem. Minami teve 5.791 votos no último pleito e diz que vários partidos têm entrado em contato com ele. “Nunca recebi tantos telefonemas. Estou analisando os estatutos dos partidos para saber com qual me identifico mais”, disse.

Minami está no PFL há sete anos, mas acha que o partido enfraqueceu em São Bernardo. “Chega um momento em que temos de tomar uma decisão. Algumas posições do PFL não estão condizentes com o que eu penso. O partido é grande no país e não lança nem sequer candidato a presidente da República. Analiso que o partido não tem ambição”, disse.

Quanto à candidatura a deputado, Minami disse que vai depender de apoios. “Não dá para sair isoladamente”, afirmou.

Em Ribeirão Pires, o pefelista Manuel Justino deixará a legenda para ingressar no PV. A intenção é ganhar uma vaga de candidato a deputado estadual. “Quero fazer uma dobradinha com o vereador Koiti Takaki, que sairá candidato a deputado federal pelo PV”.

Em Ribeirão, outros vereadores vão deixar as agremiações, mas ainda fazem suspense sobre uma possível candidatura. “A única certeza é de que sairei do PFL para ir para o PV ou PRP. Ainda não analisei se vou aceitar concorrer ao cargo de deputado estadual”, disse Luiz Pereira.

O vereador Gil Hamada revelou estar trocando o PL pelo PSB. “Tem 99% de chance de eu ir para o PSB, mas não serei candidato a deputado estadual, porque quero me candidatar a prefeito em 2004”. Fidelidade partidária nunca foi o forte de Hamada. Elegeu-se vereador em 1996 pelo PFL, foi para o PPS em 1999 e para o PL em 2000.

Colaborou Juliana Pires



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