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Pais dizem agredir filhos deficientes


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/02/2008 | 07:00


Crianças portadoras de deficiência mental correm mais risco de sofrer maus-tratos praticados pelos pais. A taxa de agressões chega a ser dez vezes maior, segundo revela o psicólogo e especialista em violência infantil Paulo Pinto Alexandre.

Pesquisa realizada em clínica particular da região – que não pode ser identificada, condição pré-estabelecida pela clínica para que a pesquisa fosse realizada – revela que 72,7% dos 132 pais entrevistados assumem que apelam para punições físicas ou psicológicas no convívio com filhos especiais. Desse total, 12,1% praticam agressões consideradas graves, como queimaduras (com água quente ou ponta de cigarro) e surras.

Os resultados foram obtidos mediante questionários aplicados a pais e a mães que cuidam de crianças de zero a 12 anos com qualquer tipo de deficiência mental.

A condição de saúde torna a criança ainda mais dependente, principalmente da mãe, figura constante e, na maioria das vezes, responsável pela criação. Mas, apesar dos laços maternos, é a mulher que mais agride.

“As mães representam 88% dos nossos entrevistados. Elas estão sempre por perto e, independente da idade ou classe social, apelam mais aos castigos físicos, leves ou graves”, diz o pesquisador do Mackenzie, Paulo Pinto Alexandre.

Os meninos tendem a apanhar mais que as meninas e de forma constante. A agressão é justificada como tentativa de educar, à força e sob ameaças psicológicas.

“A constatação obtida por meio dos questionários é surpreendente. O índice de punições físicas graves é muito alto. Sinal de que é preciso trabalhar melhor os pais. Para impedir a violência é necessário incentivar e treinar o diálogo familiar.”

A instituição que cuida da saúde e da educação das crianças é parte essencial no projeto, segundo o psicólogo e autor da pesquisa. “Os tratamentos são feitos por três dias da semana. O contato entre pacientes, familiares e profissionais é grande e importante, até para que haja denúncias, se necessário, aos órgãos competentes. Agressão contra menor é crime”, completa.

A clínica pesquisada receberá uma cópia dos resultados para trabalhos internos.



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Pais dizem agredir filhos deficientes

Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

18/02/2008 | 07:00


Crianças portadoras de deficiência mental correm mais risco de sofrer maus-tratos praticados pelos pais. A taxa de agressões chega a ser dez vezes maior, segundo revela o psicólogo e especialista em violência infantil Paulo Pinto Alexandre.

Pesquisa realizada em clínica particular da região – que não pode ser identificada, condição pré-estabelecida pela clínica para que a pesquisa fosse realizada – revela que 72,7% dos 132 pais entrevistados assumem que apelam para punições físicas ou psicológicas no convívio com filhos especiais. Desse total, 12,1% praticam agressões consideradas graves, como queimaduras (com água quente ou ponta de cigarro) e surras.

Os resultados foram obtidos mediante questionários aplicados a pais e a mães que cuidam de crianças de zero a 12 anos com qualquer tipo de deficiência mental.

A condição de saúde torna a criança ainda mais dependente, principalmente da mãe, figura constante e, na maioria das vezes, responsável pela criação. Mas, apesar dos laços maternos, é a mulher que mais agride.

“As mães representam 88% dos nossos entrevistados. Elas estão sempre por perto e, independente da idade ou classe social, apelam mais aos castigos físicos, leves ou graves”, diz o pesquisador do Mackenzie, Paulo Pinto Alexandre.

Os meninos tendem a apanhar mais que as meninas e de forma constante. A agressão é justificada como tentativa de educar, à força e sob ameaças psicológicas.

“A constatação obtida por meio dos questionários é surpreendente. O índice de punições físicas graves é muito alto. Sinal de que é preciso trabalhar melhor os pais. Para impedir a violência é necessário incentivar e treinar o diálogo familiar.”

A instituição que cuida da saúde e da educação das crianças é parte essencial no projeto, segundo o psicólogo e autor da pesquisa. “Os tratamentos são feitos por três dias da semana. O contato entre pacientes, familiares e profissionais é grande e importante, até para que haja denúncias, se necessário, aos órgãos competentes. Agressão contra menor é crime”, completa.

A clínica pesquisada receberá uma cópia dos resultados para trabalhos internos.

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