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Folia para os roqueiros


Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

26/02/2011 | 07:00


Rebelde e transgressora. É assim que o vocalista Paulão Carvalho enxerga a banda Velhas Virgens. "Como o rock e a sociedade estão caretas, nós viramos símbolos de resistência. Outras bandas, mais jovens, não questionam, não saem do padrão", analisa.
Em discurso abertíssimo sobre sexo e bebedeira, ainda tabus em tempos do ‘politicamente correto', o divertido grupo divulga hoje, em São Caetano, o recém-lançado disco intitulado Carnavelhas 2 - Do Love Story até a Av. São João.
Segundo Paulão, o show é alternativa para o roqueiro que "gosta de Carnaval, mas não está a fim de escutar a música padronizada que toca no rádio". E enumera: "Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Asa de Águia são puramente comerciais".
Longe da pretensão de serem sambistas, os músicos integram banda de rock que gosta de música brasileira e se propõe a fazer leitura de diferentes gêneros. Em ritmo de marchinha, frevo e samba, tudo com pegada roqueira, o Velhas Virgens apresenta divertidas crônicas em homenagem à Capital paulista.
Não se trata de álbum panfletário, mas retrato da cidade. "Todos falam bem do Rio de Janeiro, obviamente lindo. Citam, por exemplo, o Corcovado. Em São Paulo, não é tão fácil encontrar as belezas", compara. Inúmeros lugares e personalidades da Capital são entoados, casos do Parque Ibirapuera e de Adoniran Barbosa.
Para Paulão, a Cidade Maravilhosa pode ser comparada à mulher deitada na praia com o bumbum para cima, enquanto a Terra da Garoa seria a mulher mais elegante, vestida. Se prefere um dos tipos? "Não, gosto das duas. Elas se completam".
É fato. Velhas Virgens fala a língua da juventude. "Tenho 45 anos. Quase não vejo pessoas com essa idade nos nossos shows. O nosso público é a molecada, que é inconformada. Com o tempo, as pessoas vão entregando os pontos", argumenta Paulão.
Além de inéditas como Taca Silicone na Japa e Um Chopps e Dois Pastel, clássicos com letras escrachadas integram o repertório, que fica completo com uma releitura. "Recuperamos Ary Barroso com a música Eu Dei, gravada por Carmen Miranda em 1937. É para mostrar que a música brasileira fala de sexo com duplo sentido há tempos", afirma.
A malícia está intrínseca ao samba clássico de velha guarda. "Os sambistas de outrora estão se revirando no túmulo com o samba pop que é tocado no rádio hoje", satiriza Paulão. E provoca: "Quer ouvir modernidade? Procure no passado".
Para ele, o bom refrão sintetiza a ideia da música. Nesse sentido, as pessoas o cantam com a banda na primeira vez que escutam. É o caso da chamada Marcha do Diabo, que tem refrão fácil de guardar: "Eu esse ano vou sair de diabo/ Já tenho o chifre, só falta o rabo/Eu esse ano vou sair de diabo/ Já tenho o chifre, só falta o rabo/E se você me der o rabo/ Vou de diabo para curtir o Carnaval/E se você me der o rabo/ Vou de diabo para curtir o Carnaval."
Quem acompanha a carreira de Paulão sequer imagina que o músico foi um adolescente nerd sem ‘expectativas mulherísticas'. "No colégio, a única coisa que fazia melhor que todo mundo era beber. A cerveja me levou ao rock, que aumentou a minha autoestima", declara.
Sem receios, o vocalista confessa: "Transei aos 21 anos, tive duas namoradas e me casei aos 25. Depois me separei e tirei o atraso". Hoje ele está casado novamente, feliz da vida, com filhinha de 5 meses. "Estou curtindo muito ser pai, o que não me tira do bar", destaca. Claro!
Em São Caetano, a diversão é quem dita o ritmo. "Vai ao show quem quer esquecer os problemas, cantar junto", convida Paulão. A banda de visual também debochado fica completa com Tuca Paiva (contrabaixo), Alexandre ‘Cavalo' Dias (guitarra), Roy Carlini (guitarra), Simow Brow (bateria) e Juliana Kosso (voz).

Velhas Virgens - Música. No Universo Cultural da Matilde - Rua Senador Vergueiro, 551, São Caetano.



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Folia para os roqueiros

Sara Saar
Do Diário do Grande ABC

26/02/2011 | 07:00


Rebelde e transgressora. É assim que o vocalista Paulão Carvalho enxerga a banda Velhas Virgens. "Como o rock e a sociedade estão caretas, nós viramos símbolos de resistência. Outras bandas, mais jovens, não questionam, não saem do padrão", analisa.
Em discurso abertíssimo sobre sexo e bebedeira, ainda tabus em tempos do ‘politicamente correto', o divertido grupo divulga hoje, em São Caetano, o recém-lançado disco intitulado Carnavelhas 2 - Do Love Story até a Av. São João.
Segundo Paulão, o show é alternativa para o roqueiro que "gosta de Carnaval, mas não está a fim de escutar a música padronizada que toca no rádio". E enumera: "Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Asa de Águia são puramente comerciais".
Longe da pretensão de serem sambistas, os músicos integram banda de rock que gosta de música brasileira e se propõe a fazer leitura de diferentes gêneros. Em ritmo de marchinha, frevo e samba, tudo com pegada roqueira, o Velhas Virgens apresenta divertidas crônicas em homenagem à Capital paulista.
Não se trata de álbum panfletário, mas retrato da cidade. "Todos falam bem do Rio de Janeiro, obviamente lindo. Citam, por exemplo, o Corcovado. Em São Paulo, não é tão fácil encontrar as belezas", compara. Inúmeros lugares e personalidades da Capital são entoados, casos do Parque Ibirapuera e de Adoniran Barbosa.
Para Paulão, a Cidade Maravilhosa pode ser comparada à mulher deitada na praia com o bumbum para cima, enquanto a Terra da Garoa seria a mulher mais elegante, vestida. Se prefere um dos tipos? "Não, gosto das duas. Elas se completam".
É fato. Velhas Virgens fala a língua da juventude. "Tenho 45 anos. Quase não vejo pessoas com essa idade nos nossos shows. O nosso público é a molecada, que é inconformada. Com o tempo, as pessoas vão entregando os pontos", argumenta Paulão.
Além de inéditas como Taca Silicone na Japa e Um Chopps e Dois Pastel, clássicos com letras escrachadas integram o repertório, que fica completo com uma releitura. "Recuperamos Ary Barroso com a música Eu Dei, gravada por Carmen Miranda em 1937. É para mostrar que a música brasileira fala de sexo com duplo sentido há tempos", afirma.
A malícia está intrínseca ao samba clássico de velha guarda. "Os sambistas de outrora estão se revirando no túmulo com o samba pop que é tocado no rádio hoje", satiriza Paulão. E provoca: "Quer ouvir modernidade? Procure no passado".
Para ele, o bom refrão sintetiza a ideia da música. Nesse sentido, as pessoas o cantam com a banda na primeira vez que escutam. É o caso da chamada Marcha do Diabo, que tem refrão fácil de guardar: "Eu esse ano vou sair de diabo/ Já tenho o chifre, só falta o rabo/Eu esse ano vou sair de diabo/ Já tenho o chifre, só falta o rabo/E se você me der o rabo/ Vou de diabo para curtir o Carnaval/E se você me der o rabo/ Vou de diabo para curtir o Carnaval."
Quem acompanha a carreira de Paulão sequer imagina que o músico foi um adolescente nerd sem ‘expectativas mulherísticas'. "No colégio, a única coisa que fazia melhor que todo mundo era beber. A cerveja me levou ao rock, que aumentou a minha autoestima", declara.
Sem receios, o vocalista confessa: "Transei aos 21 anos, tive duas namoradas e me casei aos 25. Depois me separei e tirei o atraso". Hoje ele está casado novamente, feliz da vida, com filhinha de 5 meses. "Estou curtindo muito ser pai, o que não me tira do bar", destaca. Claro!
Em São Caetano, a diversão é quem dita o ritmo. "Vai ao show quem quer esquecer os problemas, cantar junto", convida Paulão. A banda de visual também debochado fica completa com Tuca Paiva (contrabaixo), Alexandre ‘Cavalo' Dias (guitarra), Roy Carlini (guitarra), Simow Brow (bateria) e Juliana Kosso (voz).

Velhas Virgens - Música. No Universo Cultural da Matilde - Rua Senador Vergueiro, 551, São Caetano.

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