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TRW manterá exportação de freios aos Estados Unidos


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

04/07/2007 | 07:09


A indústria de autopeças TRW Automotive, que tem três fábricas no Grande ABC, vai manter exportações de freios aos EUA, apesar da perda de vantagens tributárias.

A companhia foi uma das atingidas pela decisão do governo americano de retirar isenções de tarifa de importação para dois produtos brasileiros naquele mercado: o ferrozircônio (uma liga metálica) e os sistemas de freios automotivos – esses últimos produzidos pela TRW e por outras companhias (como a Bosh, Continental e Fras-le).

As isenções eram concedidas graças ao SGP (Sistema Geral de Preferências), que beneficia o Brasil e outros países em desenvolvimento na exportação aos EUA realizada por diversos segmentos industriais.

O sistema precisa ser renovado anualmente pelo Congresso americano e prevê que os produtos contemplados podem perder as vantagens quando se tornam muito competitivos, quando suas vendas para lá ultrapassam determinado limite ou quando passam a dominar nichos específicos.

No caso dos sistemas de freios, os fabricantes nacionais ultrapassaram o limite previsto nas regras do SGP ao atingir em 2005 o total de US$ 174 milhões negociados naquele mercado.

RENTABILIDADE
“É mais um fator que tira competitividade dos nossos negócios”, afirma Wilson Rocha, diretor de desenvolvimento de negócios e tecnologia da TRW.

A companhia, que produz freios no interior de São Paulo (em Limeira e em Engenheiro Coelho), passará a pagar 2,5% de imposto de importação na venda de freios que são destinados à linha do Mustang (veículo da Ford).

Além da perda do benefício, a companhia tem sido afetada pelo efeito cambial, já que o real mais valorizado frente ao dólar reduz a rentabilidade das vendas no exterior.

No entanto, Rocha afirma que a empresa manterá as exportações para os EUA. “Exportamos desde 1981, quando ainda era Freios Varga. Esse é o mercado mais competitivo e não podemos ficar fora dele”, afirma.

Ele ressalta ainda que do total da receita com exportações de freios (US$ 120 milhões previstos para este ano) apenas os produtos que correspondem a US$ 14 milhões seriam alvo da isenção. Isso porque, para ter direito à vantagem tributária do SGP, era necessário que a companhia tivesse 35% de matéria-prima local no produto fabricado no País.



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