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Pronto para fazer chorar
Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC
01/04/2011 | 07:02
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A emoção de perder um ente querido move diversos sentimentos nas pessoas, como saudade, culpa, desespero e esperança. Tudo parece se agravar quando o caso envolve a mãe que perde um filho. Um último contato com os que já morreram é o que deseja grande parte das matriarcas que ficaram e buscam um mínimo de conforto para sua dor. São casos como esses que prometem levar às lágrimas o público que for assistir 'As Mães de Chico Xavier', que chega aos cinemas e com cópias nas salas do Grande ABC.

Com direção de Glauber Filho e Emmanuel Nogueira, o filme encerra as comemorações do ano do centenário de Chico Xavier (1910-2002) - que faria 101 anos amanhã - e se une a 'Chico Xavier' (2010) e 'Nosso Lar' (2010) na trilogia de produções cinematográficas que envolvem a popular figura. O médium pode não ser essencial para a obra, porém tem claro papel de chamar a atenção do público. Ao contrário dos dois primeiros longa-metragens, o drama aposta nos relatos e nos contos baseados em histórias reais para se aproximar ainda mais do público.

O roteiro de Emmanuel Nogueira e Glauber Filho é baseado no livro 'Por Trás do Véu de Isis', de Marcel Souto Maior. A publicação busca algum tipo de explicação para as cartas formuladas por espíritos e que eram escritas por Chico. São essas páginas que servem para unir os destinos das personagens principais Elisa, Ruth e Lara.

Não pense que o título é voltado exclusivamente ao universo materno. Claramente as mulheres farão parte da maior fatia dos espectadores, uma vez que muitas já foram, são ou serão mães em algum momento de suas vidas. Os homens também não fogem da carga emocional presente na trama.

O clima piegas que ronda 'As Mães de Chico Xavier' chega a incomodar em muitos momentos, assim como o início excessivamente dramático e carregado por uma tensão que, na verdade, não existe. Esteticamente, não apresenta tantos recursos quanto os outros do recente gênero de ‘filme espírita', mas a história chega a ser mais interessante.

A trajetória de Chico Xavier é resumida no papel de instrumento de contato entre as mães e seus filhos que já deixaram este plano espiritual. A comoção durante a leitura das cartas nos remete a pessoas próximas que nos deixaram, sendo difícil não sentir um nó na garganta.




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