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Pesquisa revela dados sobre o hábito de leitura no Brasil


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

21/07/2001 | 16:20


Uma recente pesquisa sobre o hábito de leitura e o acesso a livros no Brasil denuncia e confirma dados presumíveis. O fato de que grande número de brasileiros não é alfabetizado contribui para que o alcance da leitura entre a população seja pequeno entre nós. E, devido ao baixo poder aquisitivo de boa parcela dos habitantes, os livros são pouco comprados.

Realizada entre dezembro e janeiro passados, a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil foi promovida pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) em parceria com o Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Abrelivros (Associação Brasileira dos Editores de Livros) e a Bracelpa (Associação Brasileira dos Fabricantes de Celulose e Papel).

Foram feitas 5.503 entrevistas em 40 cidades de todas regiões do Brasil. A população que cursa o ensino fundamental (entre 7 e 14 anos) foi deixada de lado, visto que para essa parcela a leitura é praticamente compulsória na escola. Com o enfoque nos maiores de 14 anos alfabetizados, buscou-se analisar o uso e o acesso espontâneo dos livros.

Na cidade de São Paulo, a maior concentração urbana do Brasil, foram feitas 433 entrevistas, enquanto nos demais municípios foram entrevistadas 130 pessoas em cada um. A pesquisa foi realizada pela empresa A. Franceschini Marketing e Pesquisa Ltda. e a coordenação do trabalho foi de Adélia Franceschini e Celestino Lourenço do Vale.

“A leitura no Brasil tem forte relação com o nível de escolaridade e com o poder aquisitivo das pessoas. Quem tem mais estudo, tem hábito maior de leitura. E quem tem maior poder aquisitivo (classes A e B), também lê e compra mais livros em relação às classes inferiores”, disse Lourenço.

Apesar disso, o mercado editorial não se concentra na classe A e nem entre a população de nível de escolaridade superior. Isso porque ambas são pequenas parcelas da sociedade. O maior contingente de compradores de livros está nas classes B e C e entre os alfabetizados que possuem ensino médio.

Uma informação curiosa revelada pela pesquisa é que as mulheres encaram a leitura sobretudo como fonte de prazer, enquanto os homens a enxergam principalmente como forma de transmissão de conhecimento.



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