Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 4 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Solidariedade do Psol aos metalúrgicos


Lola Nicolas
Do Diário do Grande ABC

24/07/2006 | 07:59


A senadora Heloísa Helena (Psol), candidata à Presidência da República, participa nesta segunda-feira, às 10h, de ato em solidariedade aos metalúrgicos contra os planos de demissões na Volkswagen, em São Bernardo. Acompanhada do candidato ao governo estadual, Plinio de Arruda Sampaio, e do candidato à reeleição à Câmara, deputado Ivan Valente (São Caetano), a presidenciável decide se unir ao grupo de mobilização para evitar a concretização do plano de readequação do quadro de empregados, com demissões nas plantas de São Bernardo, Taubaté, São Carlos e Curitiba.

Desde maio, quando a montadora anunciou cortes irreversíveis em suas unidades no Brasil, dirigentes sindicais e políticos de todas as esferas têm se mobilizado. Até 2008, segundo o Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, mais de 3.600 postos serão fechados em São Bernardo. A presença de Heloísa Helena, nesta segunda-feira na porta da fábrica, não irá reverter esse quadro. A candidata sabe disso; os operários também. A senadora virá apenas como forma de se solidarizar à luta dos metalúrgicos para tentar reverter a situação.

Gastos – Com uma campanha “pé no chão”, conforme a senadora faz questão de frisar, Heloísa Helena vem pregando em suas caminhadas eleitorais que não aceitará contribuições financeiras de empresas. “Reconheço que, assim como há políticos honestos, também existem empresários honestos, mas vou manter minha coerência.” Ela pondera, no entanto, que a posição é pessoal, e espera que o partido adote a mesma postura.

O deputado federal Ivan Valente revela que o partido ainda não decidiu se aceitará doações de pessoas jurídicas. Por enquanto, os candidatos do partido se apóiam em contribuições de pessoas físicas e na participação da militância, segundo o deputado. O custo total da campanha da senadora à Presidência foi declarado em R$ 5 milhões. Já os candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual do Psol declararam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que deverão gastar, cada um, entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Em seus discursos, a senadora tem criticado com freqüência a política econômica do governo, como taxas de juros e carga tributária, à corrupção e ao projeto Bolsa-Família. Terceira colocada nas pesquisas de intenções de voto – 10% do eleitorado –. Heloísa Helena também já começa a divulgar o programa de seu partido, que inclui redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução dos salários; reposição salarial mensal; aumento real dos salários; reforma agrária; estatização das empresas privatizadas; expropriação de grupos monopolistas capitalistas; e confisco de bens de sonegadores.

Heloísa Helena faz questão de reiterar que não vai abolir o Bolsa-Família, mas que pretende reformular o programa. “Do jeito que está, é um programa eleitoreiro, oportunista e que condena quem o recebe à pobreza.”  (Com AE)



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Solidariedade do Psol aos metalúrgicos

Lola Nicolas
Do Diário do Grande ABC

24/07/2006 | 07:59


A senadora Heloísa Helena (Psol), candidata à Presidência da República, participa nesta segunda-feira, às 10h, de ato em solidariedade aos metalúrgicos contra os planos de demissões na Volkswagen, em São Bernardo. Acompanhada do candidato ao governo estadual, Plinio de Arruda Sampaio, e do candidato à reeleição à Câmara, deputado Ivan Valente (São Caetano), a presidenciável decide se unir ao grupo de mobilização para evitar a concretização do plano de readequação do quadro de empregados, com demissões nas plantas de São Bernardo, Taubaté, São Carlos e Curitiba.

Desde maio, quando a montadora anunciou cortes irreversíveis em suas unidades no Brasil, dirigentes sindicais e políticos de todas as esferas têm se mobilizado. Até 2008, segundo o Sindicatos dos Metalúrgicos do ABC, mais de 3.600 postos serão fechados em São Bernardo. A presença de Heloísa Helena, nesta segunda-feira na porta da fábrica, não irá reverter esse quadro. A candidata sabe disso; os operários também. A senadora virá apenas como forma de se solidarizar à luta dos metalúrgicos para tentar reverter a situação.

Gastos – Com uma campanha “pé no chão”, conforme a senadora faz questão de frisar, Heloísa Helena vem pregando em suas caminhadas eleitorais que não aceitará contribuições financeiras de empresas. “Reconheço que, assim como há políticos honestos, também existem empresários honestos, mas vou manter minha coerência.” Ela pondera, no entanto, que a posição é pessoal, e espera que o partido adote a mesma postura.

O deputado federal Ivan Valente revela que o partido ainda não decidiu se aceitará doações de pessoas jurídicas. Por enquanto, os candidatos do partido se apóiam em contribuições de pessoas físicas e na participação da militância, segundo o deputado. O custo total da campanha da senadora à Presidência foi declarado em R$ 5 milhões. Já os candidatos a senador, deputado federal e deputado estadual do Psol declararam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que deverão gastar, cada um, entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Em seus discursos, a senadora tem criticado com freqüência a política econômica do governo, como taxas de juros e carga tributária, à corrupção e ao projeto Bolsa-Família. Terceira colocada nas pesquisas de intenções de voto – 10% do eleitorado –. Heloísa Helena também já começa a divulgar o programa de seu partido, que inclui redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução dos salários; reposição salarial mensal; aumento real dos salários; reforma agrária; estatização das empresas privatizadas; expropriação de grupos monopolistas capitalistas; e confisco de bens de sonegadores.

Heloísa Helena faz questão de reiterar que não vai abolir o Bolsa-Família, mas que pretende reformular o programa. “Do jeito que está, é um programa eleitoreiro, oportunista e que condena quem o recebe à pobreza.”  (Com AE)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;