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Diogo Acosta reencontra a Rua Javari, palco de golaço


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

15/08/2010 | 07:03


O dia 5 de maio poderia ter sido marcado apenas pelo acesso do Palmeiras B à Série A-2 do Campeonato Paulista, mas para um personagem em especial a data significa muito mais do que isso.

O atacante Diogo Acosta, revelado e de volta ao São Bernardo, esteve emprestado ao clube da Capital para disputar a competição em busca do sonho de chegar ao time principal do Verdão.

Durante o torneio, o jogador teve atuação destacada, marcando até então cinco gols. Mas naquele dia, no Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Rua Javari, ele virou herói e entrou para a história do futebol: marcou três gols - um deles de goleiro - e garantiu o acesso do Verdinho. E hoje ele reencontra o adversário e o palco do inesquecível gol.

A história do jogo o próprio Acosta conta: "O Juventus abriu 2 a 0 logo no primeiro tempo. O jogo estava difícil, complicado, a torcida era um fator a mais a favor deles. Nossa intenção no segundo tempo era primeiro empatar e depois buscar a virada. Fui feliz em marcar dois gols e deixar tudo igual", detalha o atacante. "Quase no fim do jogo, teve confusão e o nosso goleiro (Raphael) foi expulso. Já havíamos feito as três alterações e alguém precisava ir para o gol. E assumi essa responsabilidade", continua.

A melhor parte, no entanto, estava por vir. "E aos 49 minutos, houve escanteio a favor. O time deles inteiro foi para a área, inclusive o goleiro. Cobraram, o zagueiro cabeceou e fiz a defesa", conta. "Aí, olhei para a frente, corri até próximo da meia-lua e chutei. Foi um chute forte. A bola quicou três vezes e entrou: 3 a 2 e acesso garantido para a gente. Isso vai ficar marcado para sempre na minha vida. É uma história para contar para os filhos, netos...", comemora Acosta.

Segundo o próprio jogador, não é de seu costume calçar as luvas e jogar no gol. Nem de brincadeira. "É muito difícil, até no rachão. Mas tenho boa impulsão e depois de reunião entre os jogadores no gramado, decidiu-se por mim", recorda.

E nesse reencontro será difícil evitar que as imagens não lhe venham à retina. "Não tem como apagar um dia daquele. Vai ser a primeira vez que volto (Rua Javari) e espero que consiga marcar mais gols", conclui.

 
No local do mais belo gol de Pelé, uma obra que o Rei não fez

A Rua Javari é marcada por ter sido o local onde um tal de Edson Arantes do Nascimento, ou Pelé, marcou o mais belo gol da carreira. O Rei comenta que, em jogo contra o Juventus, após receber passe de Dorval, deu três chapéus em adversários diferentes e concluiu para o gol de cabeça. Isso em 1959, e que lhe rendeu placa e busto no estádio. Só que 51 anos depois, outro tal de Diogo Acosta, fez gol de goleiro, o que o santista jamais fez.

Comparações à parte - mesmo porque não há cabimento traçar qualquer paralelo entre o Atleta do Século e outro que ainda inicia a carreira -, o fato é que o atacante do São Bernardo brinca com o fato. "Esse o Pelé não tem. É inédito!", diz Acosta que, coincidentemente (ou não) é nascido em Três Corações, Minas Gerais, mesma cidade onde em 1940 nasceu o Rei. "Quem sabe isso não é algum tipo de mistura da sorte e competência dos mineiros", emenda.

O jogador do São Bernardo admite que o campo da Rua Javari o ajudou no gol. "Se fosse em um gramado maior, teria dificuldades. Mas é estreito e curto, então facilitou", revela. O certo é que nem em sonho Diogo Acosta fantasiou um dia marcar um gol de goleiro. "É raro até para os goleiros marcarem. Já vi na Europa, mas aqui no Brasil não. É um lance inusitado. E que se eu contar, vão duvidar. Com certeza esse lance vai para meu DVD de gols", assegura o atacante, que agora quer marcar gols também de voleio e bicicleta. "Para ficar marcado de novo".



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Diogo Acosta reencontra a Rua Javari, palco de golaço

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

15/08/2010 | 07:03


O dia 5 de maio poderia ter sido marcado apenas pelo acesso do Palmeiras B à Série A-2 do Campeonato Paulista, mas para um personagem em especial a data significa muito mais do que isso.

O atacante Diogo Acosta, revelado e de volta ao São Bernardo, esteve emprestado ao clube da Capital para disputar a competição em busca do sonho de chegar ao time principal do Verdão.

Durante o torneio, o jogador teve atuação destacada, marcando até então cinco gols. Mas naquele dia, no Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Rua Javari, ele virou herói e entrou para a história do futebol: marcou três gols - um deles de goleiro - e garantiu o acesso do Verdinho. E hoje ele reencontra o adversário e o palco do inesquecível gol.

A história do jogo o próprio Acosta conta: "O Juventus abriu 2 a 0 logo no primeiro tempo. O jogo estava difícil, complicado, a torcida era um fator a mais a favor deles. Nossa intenção no segundo tempo era primeiro empatar e depois buscar a virada. Fui feliz em marcar dois gols e deixar tudo igual", detalha o atacante. "Quase no fim do jogo, teve confusão e o nosso goleiro (Raphael) foi expulso. Já havíamos feito as três alterações e alguém precisava ir para o gol. E assumi essa responsabilidade", continua.

A melhor parte, no entanto, estava por vir. "E aos 49 minutos, houve escanteio a favor. O time deles inteiro foi para a área, inclusive o goleiro. Cobraram, o zagueiro cabeceou e fiz a defesa", conta. "Aí, olhei para a frente, corri até próximo da meia-lua e chutei. Foi um chute forte. A bola quicou três vezes e entrou: 3 a 2 e acesso garantido para a gente. Isso vai ficar marcado para sempre na minha vida. É uma história para contar para os filhos, netos...", comemora Acosta.

Segundo o próprio jogador, não é de seu costume calçar as luvas e jogar no gol. Nem de brincadeira. "É muito difícil, até no rachão. Mas tenho boa impulsão e depois de reunião entre os jogadores no gramado, decidiu-se por mim", recorda.

E nesse reencontro será difícil evitar que as imagens não lhe venham à retina. "Não tem como apagar um dia daquele. Vai ser a primeira vez que volto (Rua Javari) e espero que consiga marcar mais gols", conclui.

 
No local do mais belo gol de Pelé, uma obra que o Rei não fez

A Rua Javari é marcada por ter sido o local onde um tal de Edson Arantes do Nascimento, ou Pelé, marcou o mais belo gol da carreira. O Rei comenta que, em jogo contra o Juventus, após receber passe de Dorval, deu três chapéus em adversários diferentes e concluiu para o gol de cabeça. Isso em 1959, e que lhe rendeu placa e busto no estádio. Só que 51 anos depois, outro tal de Diogo Acosta, fez gol de goleiro, o que o santista jamais fez.

Comparações à parte - mesmo porque não há cabimento traçar qualquer paralelo entre o Atleta do Século e outro que ainda inicia a carreira -, o fato é que o atacante do São Bernardo brinca com o fato. "Esse o Pelé não tem. É inédito!", diz Acosta que, coincidentemente (ou não) é nascido em Três Corações, Minas Gerais, mesma cidade onde em 1940 nasceu o Rei. "Quem sabe isso não é algum tipo de mistura da sorte e competência dos mineiros", emenda.

O jogador do São Bernardo admite que o campo da Rua Javari o ajudou no gol. "Se fosse em um gramado maior, teria dificuldades. Mas é estreito e curto, então facilitou", revela. O certo é que nem em sonho Diogo Acosta fantasiou um dia marcar um gol de goleiro. "É raro até para os goleiros marcarem. Já vi na Europa, mas aqui no Brasil não. É um lance inusitado. E que se eu contar, vão duvidar. Com certeza esse lance vai para meu DVD de gols", assegura o atacante, que agora quer marcar gols também de voleio e bicicleta. "Para ficar marcado de novo".

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