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Conectividade está no foco do setor automotivo


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/11/2008 | 07:00


Com crise financeira global ou sem ela, a indústria automobilística mundial deve intensificar nos próximos anos o foco na conectividade (a troca de informações em tempo real) e na sustentabilidade (ou seja, conciliar crescimento de resultados com o respeito ao meio-ambiente) tanto em seus produtos quanto nos processos de fabricação.

 É o que aponta um recente estudo da IBM, que entrevistou 125 altos executivos de montadoras em 15 países para saber o que eles pensam sobre o futuro do segmento nos próximos 12 anos, até 2020.

A pesquisa mostra que a preocupação com a conectividade passa pela produção de veículos inteligentes, que oferecem cada vez mais tecnologia embarcada e podem transmitir dados para que as empresas monitorem a vida útil dos carros, por exemplo. Passa também pela interação cada vez maior entre unidades das companhias e fornecedores, por meio de padrões tecnológicos unificados.

Neste último caso, as montadoras devem fortalecer a tendência, já em vigor, de plataformas mundiais, ou seja, centros globais de tecnologia em alguns países que se intercomunicam e agilizam o lançamento de produtos. Grandes companhias, entre elas Volkswagen, General Motors e Ford, têm adotado soluções desse tipo e investido em sistemas virtuais de desenvolvimento de projetos.

"Há uma necessidade cada vez maior de padrões tecnológicos unificados, para que todos falem a mesma língua, esse é um desafio de uma empresa global", afirma o responsável pela área de indústria automotiva da IBM, Júlio Baldin.

O gerente da SAE Sociedade de Engenharia da Mobilidade, Fábio Braga, considera que os avanços tecnológicos, como a diagnose de problemas dos veículos em tempo real, vão tornar as mudanças cada vez mais velozes. "Deveremos ver não apenas carros inteligentes mas também vias inteligentes", acrescenta.

Meio-ambiente - Outra mudança apontada pela IBM é a preocupação com o meio-ambiente - sobretudo com a adoção de energias alternativas - por exigência dos consumidores. O estudo indica que em 2020 todos os novos carros terão algum nível de ‘hibridização'.

Segundo Braga, a tendência é de veículos cada vez menos agressivos, caminhando para o automóvel totalmente elétrico, embora essa passagem deverá levar mais tempo do que apenas 12 anos.

Entre as inovações recém-anunciadas uma delas é o GM Volt, apresentado pela montadora como uma revolução no segmento para os próximos anos. Trata-se de um carro elétrico híbrido que deverá ser produzido a partir de 2010 nos EUA.

Outras grandes fabricantes também desenvolvem estudos para adoção de um veículo movido a energia ‘mais limpa' e já há alguns modelos híbridos elétricos em operação no Exterior.



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Conectividade está no foco do setor automotivo

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/11/2008 | 07:00


Com crise financeira global ou sem ela, a indústria automobilística mundial deve intensificar nos próximos anos o foco na conectividade (a troca de informações em tempo real) e na sustentabilidade (ou seja, conciliar crescimento de resultados com o respeito ao meio-ambiente) tanto em seus produtos quanto nos processos de fabricação.

 É o que aponta um recente estudo da IBM, que entrevistou 125 altos executivos de montadoras em 15 países para saber o que eles pensam sobre o futuro do segmento nos próximos 12 anos, até 2020.

A pesquisa mostra que a preocupação com a conectividade passa pela produção de veículos inteligentes, que oferecem cada vez mais tecnologia embarcada e podem transmitir dados para que as empresas monitorem a vida útil dos carros, por exemplo. Passa também pela interação cada vez maior entre unidades das companhias e fornecedores, por meio de padrões tecnológicos unificados.

Neste último caso, as montadoras devem fortalecer a tendência, já em vigor, de plataformas mundiais, ou seja, centros globais de tecnologia em alguns países que se intercomunicam e agilizam o lançamento de produtos. Grandes companhias, entre elas Volkswagen, General Motors e Ford, têm adotado soluções desse tipo e investido em sistemas virtuais de desenvolvimento de projetos.

"Há uma necessidade cada vez maior de padrões tecnológicos unificados, para que todos falem a mesma língua, esse é um desafio de uma empresa global", afirma o responsável pela área de indústria automotiva da IBM, Júlio Baldin.

O gerente da SAE Sociedade de Engenharia da Mobilidade, Fábio Braga, considera que os avanços tecnológicos, como a diagnose de problemas dos veículos em tempo real, vão tornar as mudanças cada vez mais velozes. "Deveremos ver não apenas carros inteligentes mas também vias inteligentes", acrescenta.

Meio-ambiente - Outra mudança apontada pela IBM é a preocupação com o meio-ambiente - sobretudo com a adoção de energias alternativas - por exigência dos consumidores. O estudo indica que em 2020 todos os novos carros terão algum nível de ‘hibridização'.

Segundo Braga, a tendência é de veículos cada vez menos agressivos, caminhando para o automóvel totalmente elétrico, embora essa passagem deverá levar mais tempo do que apenas 12 anos.

Entre as inovações recém-anunciadas uma delas é o GM Volt, apresentado pela montadora como uma revolução no segmento para os próximos anos. Trata-se de um carro elétrico híbrido que deverá ser produzido a partir de 2010 nos EUA.

Outras grandes fabricantes também desenvolvem estudos para adoção de um veículo movido a energia ‘mais limpa' e já há alguns modelos híbridos elétricos em operação no Exterior.

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