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Em média, 22 raios por dia atingem a região

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número é considerado muito elevado; as cidades de
Diadema e S.Caetano têm maior incidência por km²


Fábio Munhoz
Natália Fernandjes

19/01/2014 | 07:00


O Grande ABC registrou média de 22 quedas de raios por dia no ano passado. Foram 8.133 descargas elétricas de grande intensidade entre as sete cidades, o equivalente a 10,67 ocorrências por km² por ano, de acordo com o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os números colocam a região entre as áreas classificadas como de frequência muito alta para o fenômeno natural.

Diadema e São Caetano aparecem no topo da lista entre as cidades da região que tiveram maior incidência de raios em 2013, com 11,41 ocorrências por km². Juntos, os dois municípios observaram queda de 461 descargas elétricas de grande intensidade neste período. Já São Bernardo apresenta o menor índice – 8,37. O dado pode estar associado à área rural existente no local e menor urbanização, segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior.

A urbanização, somada ao fator poluição do ar são as grandes vilãs para a formação das fortes chuvas, geralmente observadas no verão, explica o especialista do Elat. “Os prédios dificultam a circulação do ar e a poluição aumenta a existência de ilhas de calor, fatores que contribuem para que o ar fique mais leve e propenso à instabilidade”, diz.

O ranking de municípios com maior incidência de casos varia, tendo em vista a aleatoriedade das tempestades dentro da região metropolitana do Estado, observa Osmar Pinto Júnior. “Na região do Vale do Paraíba, por exemplo, o principal vilão é a existência de cadeias de montanhas”, revela.

Apesar de não ser possível evitar a incidência de raios, a população pode se prevenir, ressalta o professor de Engenharia Elétrica do Instituto de Engenharia Mauá Marcio Antônio Mathias. “Precisamos instalar sistemas de prevenção, principalmente nos pontos mais elevados, como edifícios (os chamados para-raios)”, observa. Outras recomendações são: não ficar em locais abertos, no mar ou em piscinas durante as tempestades e não se proteger embaixo de árvores. Dentro de casa, a dica é evitar usar telefone com fio ou qualquer equipamento elétrico.

O Brasil é o campeão mundial em incidência do fenômeno, com 130 mortes, mais de 200 feridos e prejuízos da ordem de R$ 1 bi por ano. Na região, desde 2000, foram registradas sete mortes em decorrência da queda de raios. Segundo o Elat, 80% das circunstâncias em que são observadas fatalidades poderiam ser evitadas.

Estudos já sugerem que os relâmpagos tendem a aumentar devido ao aquecimento global. Estima-se que para cada grau de aumento da temperatura suba de 10% a 20% o número de raios no planeta.

 

Fenômeno causou vários transtornos

A queda de raios já ocasionou três episódios negativos para o Grande ABC somente neste mês. O mais grave deles foi no dia 13, quando a vendedora Rosangela Biavati, 36 anos, moradora de Ribeirão Pires, foi atingida por uma descarga elétrica, no Guarujá, e morreu.

A primeira ocorrência do ano foi após falha no para-raios do Parque Estoril, em São Bernardo, no dia 11. Com isso, o teleférico do espaço foi paralisado após descarga elétrica. Seis pessoas tiveram de esperar por cerca de três horas a dez metros de altura pela solução do problema. Além do susto, ao menos uma pessoa ficou ferida.

No dia 15, os raios que atingiram a região durante tempestade ocasionaram explosão de um botijão de gás no interior da Ultragás, no bairro Capuava, em Mauá. O incêndio se alastrou para os fundos do depósito, mas foi controlado pelos bombeiros. O incidente deixou um ferido.

Em dezembro de 2012, o estudante Guilherme Ferraz Romanha, 11, morreu precocemente após ser atingido por uma descarga elétrica enquanto brincava com bola no Estádio Municipal Vereador Valentino Redivo, na Vila Gomes, em Ribeirão Pires.

Mitos
Engana-se quem acredita no mito de que espelho atrai raios. A crença surgiu na época em que os objetos tinham grandes estruturas metálicas, que são grande atrativo para as descargas elétricas. E quem nunca ouviu a expressão “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Outra mentira. Prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.



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Em média, 22 raios por dia atingem a região

Número é considerado muito elevado; as cidades de
Diadema e S.Caetano têm maior incidência por km²

Fábio Munhoz
Natália Fernandjes

19/01/2014 | 07:00


O Grande ABC registrou média de 22 quedas de raios por dia no ano passado. Foram 8.133 descargas elétricas de grande intensidade entre as sete cidades, o equivalente a 10,67 ocorrências por km² por ano, de acordo com o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os números colocam a região entre as áreas classificadas como de frequência muito alta para o fenômeno natural.

Diadema e São Caetano aparecem no topo da lista entre as cidades da região que tiveram maior incidência de raios em 2013, com 11,41 ocorrências por km². Juntos, os dois municípios observaram queda de 461 descargas elétricas de grande intensidade neste período. Já São Bernardo apresenta o menor índice – 8,37. O dado pode estar associado à área rural existente no local e menor urbanização, segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior.

A urbanização, somada ao fator poluição do ar são as grandes vilãs para a formação das fortes chuvas, geralmente observadas no verão, explica o especialista do Elat. “Os prédios dificultam a circulação do ar e a poluição aumenta a existência de ilhas de calor, fatores que contribuem para que o ar fique mais leve e propenso à instabilidade”, diz.

O ranking de municípios com maior incidência de casos varia, tendo em vista a aleatoriedade das tempestades dentro da região metropolitana do Estado, observa Osmar Pinto Júnior. “Na região do Vale do Paraíba, por exemplo, o principal vilão é a existência de cadeias de montanhas”, revela.

Apesar de não ser possível evitar a incidência de raios, a população pode se prevenir, ressalta o professor de Engenharia Elétrica do Instituto de Engenharia Mauá Marcio Antônio Mathias. “Precisamos instalar sistemas de prevenção, principalmente nos pontos mais elevados, como edifícios (os chamados para-raios)”, observa. Outras recomendações são: não ficar em locais abertos, no mar ou em piscinas durante as tempestades e não se proteger embaixo de árvores. Dentro de casa, a dica é evitar usar telefone com fio ou qualquer equipamento elétrico.

O Brasil é o campeão mundial em incidência do fenômeno, com 130 mortes, mais de 200 feridos e prejuízos da ordem de R$ 1 bi por ano. Na região, desde 2000, foram registradas sete mortes em decorrência da queda de raios. Segundo o Elat, 80% das circunstâncias em que são observadas fatalidades poderiam ser evitadas.

Estudos já sugerem que os relâmpagos tendem a aumentar devido ao aquecimento global. Estima-se que para cada grau de aumento da temperatura suba de 10% a 20% o número de raios no planeta.

 

Fenômeno causou vários transtornos

A queda de raios já ocasionou três episódios negativos para o Grande ABC somente neste mês. O mais grave deles foi no dia 13, quando a vendedora Rosangela Biavati, 36 anos, moradora de Ribeirão Pires, foi atingida por uma descarga elétrica, no Guarujá, e morreu.

A primeira ocorrência do ano foi após falha no para-raios do Parque Estoril, em São Bernardo, no dia 11. Com isso, o teleférico do espaço foi paralisado após descarga elétrica. Seis pessoas tiveram de esperar por cerca de três horas a dez metros de altura pela solução do problema. Além do susto, ao menos uma pessoa ficou ferida.

No dia 15, os raios que atingiram a região durante tempestade ocasionaram explosão de um botijão de gás no interior da Ultragás, no bairro Capuava, em Mauá. O incêndio se alastrou para os fundos do depósito, mas foi controlado pelos bombeiros. O incidente deixou um ferido.

Em dezembro de 2012, o estudante Guilherme Ferraz Romanha, 11, morreu precocemente após ser atingido por uma descarga elétrica enquanto brincava com bola no Estádio Municipal Vereador Valentino Redivo, na Vila Gomes, em Ribeirão Pires.

Mitos
Engana-se quem acredita no mito de que espelho atrai raios. A crença surgiu na época em que os objetos tinham grandes estruturas metálicas, que são grande atrativo para as descargas elétricas. E quem nunca ouviu a expressão “um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Outra mentira. Prova disso é o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que recebe cerca de seis raios por ano.

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