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Volta às aulas esquenta papelarias


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

01/01/2006 | 09:51


Mal começou 2006 e o comércio de material escolar no Grande ABC já vive o clima de volta às aulas. De olho nas vendas antecipadas, lojas do ramo seguram os preços e aumentam as opções de produtos nas prateleiras e vitrines. Tudo para garantir bom faturamento em dezembro e início de janeiro, no embalo das vendas de Natal.

E a estratégia deu certo. As compras antecipadas estão até 40% maiores que no período entre o fim de 2004 e início de 2005, afirmam os empresários. "Muita gente chegou à conclusão de que comprar antes é melhor. Além de encontrar preços em conta, há mais opções disponíveis. Afinal, em janeiro e fevereiro, na correria das compras de última hora, o cliente é obrigado a levar o que sobrou", diz o gerente da Papelaria Lupapel, em São Caetano, Paulo Cesar Finotti. Ele afirma que reforçou em 30% o estoque de produtos na loja nesse ano em relação a volta às aulas anterior, prevendo uma temporada maior de vendas.

No entanto, o otimismo que toma conta do setor não é atribuído apenas às compras antecipadas. Os artigos que compõem a cesta básica das listas escolares – entre eles cadernos, agendas e lápis de cor – estão até 30% mais baratos por conta do câmbio. Dólar desvalorizado, segundo empresários do segmento, é sinal de estoques cheios. "Como o papel é cotado em dólar, a moeda desvalorizada sempre ajuda a derrubar os preços", explica Finotti.

Preços – Mas a onda de preços baixos não deve durar muito tempo. Isso porque fabricantes, distribuidores e varejistas do setor deverão remarcar as etiquetas já a partir desta semana, quando a procura por materiais escolares começa a ser mais intensa.

"Os fabricantes costumam aumentar os preços nessa época para garantir o caixa em picos de baixa nas vendas ao longo do ano. Afinal, janeiro, fevereiro e março respondem por mais da metade das vendas totais", afirma Rogério dos Santos, gerente da papelaria Vamos Ler, em São Bernardo.

A Kalunga – líder no segmento de papelaria e informática no país – definiu promoção especial para os consumidores que compraram em dezembro. A rede baixou o preço dos principais produtos até segunda-feira, quando os preços deverão sofrer reajustes.

No entanto, a subgerente da rede de papelarias Nivaldir, Soraia Barros Alves, garante que os preços não terão grandes alterações nas próximas semanas. "Todo o estoque para as vendas desse começo de ano já está comprado. Isso significa que se houver variação de preços não será significativa."

Apostando em crescimento de 30% nas vendas no começo de 2006, a Nivaldir decidiu dobrar o tamanho da área dedicada ao setor de papelaria na loja do Shopping ABC, em Santo André. "Investimos na ampliação do espaço de materiais escolares e reservamos uma gôndola para auto-serviço. Assim, os clientes poderão escolher os produtos sem a necessidade da ajuda de vendedores, que nessa época geralmente não conseguem atender a todos", completa a subgerente da rede.



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Volta às aulas esquenta papelarias

Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

01/01/2006 | 09:51


Mal começou 2006 e o comércio de material escolar no Grande ABC já vive o clima de volta às aulas. De olho nas vendas antecipadas, lojas do ramo seguram os preços e aumentam as opções de produtos nas prateleiras e vitrines. Tudo para garantir bom faturamento em dezembro e início de janeiro, no embalo das vendas de Natal.

E a estratégia deu certo. As compras antecipadas estão até 40% maiores que no período entre o fim de 2004 e início de 2005, afirmam os empresários. "Muita gente chegou à conclusão de que comprar antes é melhor. Além de encontrar preços em conta, há mais opções disponíveis. Afinal, em janeiro e fevereiro, na correria das compras de última hora, o cliente é obrigado a levar o que sobrou", diz o gerente da Papelaria Lupapel, em São Caetano, Paulo Cesar Finotti. Ele afirma que reforçou em 30% o estoque de produtos na loja nesse ano em relação a volta às aulas anterior, prevendo uma temporada maior de vendas.

No entanto, o otimismo que toma conta do setor não é atribuído apenas às compras antecipadas. Os artigos que compõem a cesta básica das listas escolares – entre eles cadernos, agendas e lápis de cor – estão até 30% mais baratos por conta do câmbio. Dólar desvalorizado, segundo empresários do segmento, é sinal de estoques cheios. "Como o papel é cotado em dólar, a moeda desvalorizada sempre ajuda a derrubar os preços", explica Finotti.

Preços – Mas a onda de preços baixos não deve durar muito tempo. Isso porque fabricantes, distribuidores e varejistas do setor deverão remarcar as etiquetas já a partir desta semana, quando a procura por materiais escolares começa a ser mais intensa.

"Os fabricantes costumam aumentar os preços nessa época para garantir o caixa em picos de baixa nas vendas ao longo do ano. Afinal, janeiro, fevereiro e março respondem por mais da metade das vendas totais", afirma Rogério dos Santos, gerente da papelaria Vamos Ler, em São Bernardo.

A Kalunga – líder no segmento de papelaria e informática no país – definiu promoção especial para os consumidores que compraram em dezembro. A rede baixou o preço dos principais produtos até segunda-feira, quando os preços deverão sofrer reajustes.

No entanto, a subgerente da rede de papelarias Nivaldir, Soraia Barros Alves, garante que os preços não terão grandes alterações nas próximas semanas. "Todo o estoque para as vendas desse começo de ano já está comprado. Isso significa que se houver variação de preços não será significativa."

Apostando em crescimento de 30% nas vendas no começo de 2006, a Nivaldir decidiu dobrar o tamanho da área dedicada ao setor de papelaria na loja do Shopping ABC, em Santo André. "Investimos na ampliação do espaço de materiais escolares e reservamos uma gôndola para auto-serviço. Assim, os clientes poderão escolher os produtos sem a necessidade da ajuda de vendedores, que nessa época geralmente não conseguem atender a todos", completa a subgerente da rede.

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