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Fidel:medidas anunciadas pelos EUA sao tentativa de suborno


Do Diário do Grande ABC

09/01/1999 | 14:52


O governo Fidel Castro denunciou sexta-feira que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos, amenizando as sançoes contra a ilha comunista, representam uma tentativa de subornar o povo cubano. Em resposta oficial do regime a Washington, o presidente da Assembléia do Poder Popular, Ricardo Alarcón, disse que o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, em 5 de janeiro, se tratava de ``uma nova tentativa de agressao''. Incisivo, afirmou: ``é um ataque, sem nos oferecer absolutamente nada de fato''. E acrescentou: ``pretende nos insultar, como se nós cubanos fossemos pessoas que se pode subornar, gente que se compra, gente que se aluga''.

No pronunciamento que fez à naçao em rede de rádio e televisao, Alarcón, ex-embaixador cubano nas Naçoes Unidas, chamou a atençao paras os limites das propostas de Clinton. Disse que o presidente propôs medidas que rechaçam as propostas de revisao do embargo que o país pratica há 37 anos contra Cuba. Como exemplo da má-vontade do governo de Washington, citou o caso judicial em tramitaçao nos Estados Unidos e que poderia interromper as comunicaçoes telefônicas entre o país e a ilha.

Em pelo menos um aspecto, Alarcón concordou com o presidente Clinton, o que poderá resultar na autorizaçao de um jogo de beisebol com uma equipe norte-americana profissional. Seria a primeira partida em meio século, uma disputa entre os Orioles de Baltimore e a seleçao cubana. Por enquanto, o líder do Legislativo da ilha ainda nao autorizou o encontro de estrelas. Mas sugeriu que a renda gerada com a partida seja enviada às vítimas do furacao Mitch, na América Central. E nao a instituiçoes de caridade cubanas como propôs Washington.

Autoridades americanas confirmaram que os Orioles realmente querem jogar com Cuba. E que também gostariam de receber a seleçao para uma partida em Camden Yards, em Baltimore, nos Estados Unidos. Mas a resistência e desconfiança cubanas prevalecem. Para Alarcón, o que o governo de Washington quer realmente é ``comprar consciências em Cuba, buscar maneiras de fabricar traidores, elementos que sirvam aos interesses norte-americanos contra seu país de origem''.

A clareza da posiçao assumida por Washington ainda é perturbadora. Bill Clinton afirmou que as medidas atenuariam certos aspectos do embargo, mas deixou claro que estava disposto a ajudar o povo cubano, nao o governo Fidel Castro.



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Fidel:medidas anunciadas pelos EUA sao tentativa de suborno

Do Diário do Grande ABC

09/01/1999 | 14:52


O governo Fidel Castro denunciou sexta-feira que as medidas anunciadas pelos Estados Unidos, amenizando as sançoes contra a ilha comunista, representam uma tentativa de subornar o povo cubano. Em resposta oficial do regime a Washington, o presidente da Assembléia do Poder Popular, Ricardo Alarcón, disse que o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, em 5 de janeiro, se tratava de ``uma nova tentativa de agressao''. Incisivo, afirmou: ``é um ataque, sem nos oferecer absolutamente nada de fato''. E acrescentou: ``pretende nos insultar, como se nós cubanos fossemos pessoas que se pode subornar, gente que se compra, gente que se aluga''.

No pronunciamento que fez à naçao em rede de rádio e televisao, Alarcón, ex-embaixador cubano nas Naçoes Unidas, chamou a atençao paras os limites das propostas de Clinton. Disse que o presidente propôs medidas que rechaçam as propostas de revisao do embargo que o país pratica há 37 anos contra Cuba. Como exemplo da má-vontade do governo de Washington, citou o caso judicial em tramitaçao nos Estados Unidos e que poderia interromper as comunicaçoes telefônicas entre o país e a ilha.

Em pelo menos um aspecto, Alarcón concordou com o presidente Clinton, o que poderá resultar na autorizaçao de um jogo de beisebol com uma equipe norte-americana profissional. Seria a primeira partida em meio século, uma disputa entre os Orioles de Baltimore e a seleçao cubana. Por enquanto, o líder do Legislativo da ilha ainda nao autorizou o encontro de estrelas. Mas sugeriu que a renda gerada com a partida seja enviada às vítimas do furacao Mitch, na América Central. E nao a instituiçoes de caridade cubanas como propôs Washington.

Autoridades americanas confirmaram que os Orioles realmente querem jogar com Cuba. E que também gostariam de receber a seleçao para uma partida em Camden Yards, em Baltimore, nos Estados Unidos. Mas a resistência e desconfiança cubanas prevalecem. Para Alarcón, o que o governo de Washington quer realmente é ``comprar consciências em Cuba, buscar maneiras de fabricar traidores, elementos que sirvam aos interesses norte-americanos contra seu país de origem''.

A clareza da posiçao assumida por Washington ainda é perturbadora. Bill Clinton afirmou que as medidas atenuariam certos aspectos do embargo, mas deixou claro que estava disposto a ajudar o povo cubano, nao o governo Fidel Castro.

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