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Comerciante faz estoque


Da ARN, em Sao Paulo

19/01/1999 | 00:24


Uma parte dos pequenos comerciantes da regiao já está procurando fazer estoque prevendo aumentos futuros nas mercadorias. Nesta segunda, o Diário acompanhou o movimento na saída do Sam's Club de Sao Caetano, atacadista muito procurado por quem tem pequenos estabelecimentos, como mercados e bares, na regiao e em bairros de Sao Paulo que fazem divisa.

"Nao vi nenhuma diferença de preço da semana passada para hoje, mas estou comprando o que posso a mais porque sei que tudo poderá aumentar com essa história do dólar", disse Edimilson Pacheco da Silva, proprietário de um pequeno mercado em Sao Caetano. "Sinceramente, estou um pouco receoso", complementou o comerciante empurrando um carrinho repleto de mercadorias do gênero alimentício.

"O jeito é fazer estoque enquanto o preço ainda está bom, mas estou preferindo aguardar mais antes de fazer isso", declarou César Alves de Oliveira, proprietário de um bar na cidade, que estava abastecendo o carro de bebidas. "Eu já percebi uma certa diferença, pequena, de centavos, nos produtos da Coca-Cola. É algo que nao pesa para o consumidor comum, mas para nós que compramos em grande quantidade representa uma perda considerável de dinheiro", afirmou, complementando que sentiu falta de "algumas mercadorias" no atacadista.

Para ele, a "concorrência esmagará o pequeno comerciante", que acabará pagando mais caro sem poder repassar o aumento ao consumidor. "Como eu vou poder vender uma cerveja em lata por mais de R$ 1,00? Ninguém comprará", reclamou Oliveira.

Já o proprietário de uma loja de conveniência em Sao Caetano, Flávio Lambaes, disse nao ver motivos para apreensao. "Eu acho que só aumenta o preço quem quer, principalmente quando se vende produto nacional. Importado, até dá para compreender", afirmou.

Lambaes disse ainda "que nem pensou em aumentar o estoque enquanto a política econômica nao se definir". "Eu acho que o pessoal está exagerando um pouco porque ainda nao aconteceu nada", afirmou.

Apesar de o clima geral dos compradores ser de apreensao, o movimento no atacadista era normal nesta segunda, segundo dois funcionários que nao quiseram se identificar. O Sam's Club - que tem duas lojas na regiao, uma em Santo André e outra em Sao Caetano - vende muitos produtos importados, mas os preços nao estavam diferentes da última sexta-feira para ontem. As mercadorias vendidas pelo atacadista, cuja fabricaçao é estrangeira sao, na maioria, artigos supérfluos, e nao os de primeira necessidade, exceto alguns itens como material escolar.



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Comerciante faz estoque

Da ARN, em Sao Paulo

19/01/1999 | 00:24


Uma parte dos pequenos comerciantes da regiao já está procurando fazer estoque prevendo aumentos futuros nas mercadorias. Nesta segunda, o Diário acompanhou o movimento na saída do Sam's Club de Sao Caetano, atacadista muito procurado por quem tem pequenos estabelecimentos, como mercados e bares, na regiao e em bairros de Sao Paulo que fazem divisa.

"Nao vi nenhuma diferença de preço da semana passada para hoje, mas estou comprando o que posso a mais porque sei que tudo poderá aumentar com essa história do dólar", disse Edimilson Pacheco da Silva, proprietário de um pequeno mercado em Sao Caetano. "Sinceramente, estou um pouco receoso", complementou o comerciante empurrando um carrinho repleto de mercadorias do gênero alimentício.

"O jeito é fazer estoque enquanto o preço ainda está bom, mas estou preferindo aguardar mais antes de fazer isso", declarou César Alves de Oliveira, proprietário de um bar na cidade, que estava abastecendo o carro de bebidas. "Eu já percebi uma certa diferença, pequena, de centavos, nos produtos da Coca-Cola. É algo que nao pesa para o consumidor comum, mas para nós que compramos em grande quantidade representa uma perda considerável de dinheiro", afirmou, complementando que sentiu falta de "algumas mercadorias" no atacadista.

Para ele, a "concorrência esmagará o pequeno comerciante", que acabará pagando mais caro sem poder repassar o aumento ao consumidor. "Como eu vou poder vender uma cerveja em lata por mais de R$ 1,00? Ninguém comprará", reclamou Oliveira.

Já o proprietário de uma loja de conveniência em Sao Caetano, Flávio Lambaes, disse nao ver motivos para apreensao. "Eu acho que só aumenta o preço quem quer, principalmente quando se vende produto nacional. Importado, até dá para compreender", afirmou.

Lambaes disse ainda "que nem pensou em aumentar o estoque enquanto a política econômica nao se definir". "Eu acho que o pessoal está exagerando um pouco porque ainda nao aconteceu nada", afirmou.

Apesar de o clima geral dos compradores ser de apreensao, o movimento no atacadista era normal nesta segunda, segundo dois funcionários que nao quiseram se identificar. O Sam's Club - que tem duas lojas na regiao, uma em Santo André e outra em Sao Caetano - vende muitos produtos importados, mas os preços nao estavam diferentes da última sexta-feira para ontem. As mercadorias vendidas pelo atacadista, cuja fabricaçao é estrangeira sao, na maioria, artigos supérfluos, e nao os de primeira necessidade, exceto alguns itens como material escolar.

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