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Médicos apontam que adesão a ações contra a Covid é pequena

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

É o que mostra pesquisa de duas entidades com 3.882 profissionais do País


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

08/02/2021 | 07:00


Metade dos médicos acredita que nenhuma das ações de prevenção ao novo coronavírus tem adesão suficiente da população. Pesquisa divulgada pela APM (Associação Paulista de Medicina) e pela AMB (Associação Médica Brasileira), feita com 3.882 profissionais, indica que as medidas mais ignoradas são as orientações de evitar aglomerações, reuniões, festas e confraternizações em bares e restaurantes (10,6%) e manter o distanciamento de pelo menos um metro e meio (13,3%).

Cenas de aglomerações e desrespeito aos protocolos sanitários, principalmente em bares, restaurantes e centros comerciais, são comuns no Grande ABC. Inclusive, na semana passada, quando a região estava na fase vermelha do Plano São Paulo, das 20h às 6h, a equipe do Diário flagrou diversos estabelecimentos funcionando além do horário permitido e permitindo aglomerações do clientes.

Segundo Clóvis Francisco Constantino, diretor acadêmico da AMB, o fato de a população não estar respeitando todos os protocolos não surpreendeu. “O que nos chamou atenção é que a grande parcela da população não adere às medidas de prevenção, o que dificulta o controle da pandemia”, pontua. Não à toa, 80,8% dos médicos que participaram da pesquisa avaliam que este segundo pico de infecção, classificado como segunda onda, é tão ou mais grave do que a primeira.

Outras recomendações pouco seguidas pela população são o isolamento imediato no caso de sintomas de gripe ou resfriado (13,8%), manter ambientes arejados (16%) e procurar imediatamente serviços de saúde em caso de manifestações clínicas compatíveis com a Covid-19 (23%). Percentual mais expressivo da sociedade está aderindo à higiene frequente das mãos, seja com água e sabão ou álcool gel (34,5%) e ao uso de máscara em áreas de uso comum (45%), ainda que menos da metade dos médicos note este comportamento na população em geral.

FAKE NEWS

As fake news ainda são um problema no enfrentamento ao coronavírus. Entre os principais impactos apontados pelos médicos estão pessoas que minimizam ou negam o problema e as recomendações de isolamento físico, higiene e procura dos serviços de saúde (68%), além dos pacientes que desacreditam na ciência, dificultando a aceitação das decisões dos profissionais da saúde (51,2%). Para 47,6% do médicos, as notícias falsas causam pressão para aplicação de tratamentos sem comprovação científica.

Mesmo com a pandemia ativa há dez meses no País, Constantino destaca que a propagação das fake news não diminui e segue causando prejuízos. “Existem pessoas desavisadas, que não checam as informações e caem (no que diz a notícia falsa) e outras que querem acreditar naquilo. Por isso (as fake news) continuam com alta prevalência”, lamenta.



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Médicos apontam que adesão a ações contra a Covid é pequena

É o que mostra pesquisa de duas entidades com 3.882 profissionais do País

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

08/02/2021 | 07:00


Metade dos médicos acredita que nenhuma das ações de prevenção ao novo coronavírus tem adesão suficiente da população. Pesquisa divulgada pela APM (Associação Paulista de Medicina) e pela AMB (Associação Médica Brasileira), feita com 3.882 profissionais, indica que as medidas mais ignoradas são as orientações de evitar aglomerações, reuniões, festas e confraternizações em bares e restaurantes (10,6%) e manter o distanciamento de pelo menos um metro e meio (13,3%).

Cenas de aglomerações e desrespeito aos protocolos sanitários, principalmente em bares, restaurantes e centros comerciais, são comuns no Grande ABC. Inclusive, na semana passada, quando a região estava na fase vermelha do Plano São Paulo, das 20h às 6h, a equipe do Diário flagrou diversos estabelecimentos funcionando além do horário permitido e permitindo aglomerações do clientes.

Segundo Clóvis Francisco Constantino, diretor acadêmico da AMB, o fato de a população não estar respeitando todos os protocolos não surpreendeu. “O que nos chamou atenção é que a grande parcela da população não adere às medidas de prevenção, o que dificulta o controle da pandemia”, pontua. Não à toa, 80,8% dos médicos que participaram da pesquisa avaliam que este segundo pico de infecção, classificado como segunda onda, é tão ou mais grave do que a primeira.

Outras recomendações pouco seguidas pela população são o isolamento imediato no caso de sintomas de gripe ou resfriado (13,8%), manter ambientes arejados (16%) e procurar imediatamente serviços de saúde em caso de manifestações clínicas compatíveis com a Covid-19 (23%). Percentual mais expressivo da sociedade está aderindo à higiene frequente das mãos, seja com água e sabão ou álcool gel (34,5%) e ao uso de máscara em áreas de uso comum (45%), ainda que menos da metade dos médicos note este comportamento na população em geral.

FAKE NEWS

As fake news ainda são um problema no enfrentamento ao coronavírus. Entre os principais impactos apontados pelos médicos estão pessoas que minimizam ou negam o problema e as recomendações de isolamento físico, higiene e procura dos serviços de saúde (68%), além dos pacientes que desacreditam na ciência, dificultando a aceitação das decisões dos profissionais da saúde (51,2%). Para 47,6% do médicos, as notícias falsas causam pressão para aplicação de tratamentos sem comprovação científica.

Mesmo com a pandemia ativa há dez meses no País, Constantino destaca que a propagação das fake news não diminui e segue causando prejuízos. “Existem pessoas desavisadas, que não checam as informações e caem (no que diz a notícia falsa) e outras que querem acreditar naquilo. Por isso (as fake news) continuam com alta prevalência”, lamenta.

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