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Relatório internacional denuncia problemas de trabalho no Brasil


Do Diário do Grande ABC

02/12/2004 | 10:34


Denúncias encaminhadas pelas centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical sustentam as acusações do relatório divulgado no último dia 30 pela CIOSL (Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres) sobre as condições de trabalho no Brasil. O documento traça uma situação crítica, apontando problemas vinculados ao trabalho escravo e infantil e discriminações no mercado de trabalho para negros e mulheres.

Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o relatório foi elaborado com base em denúncias das centrais. "Estamos em contato freqüente com a confederação, e repassamos todo o tipo de denúncia que temos. A situação trabalhista no Brasil tem melhorado, mas ainda está longe do que é esperado."

As denúncias apontadas no relatório referem-se a regiões rurais do Brasil, especialmente relacionadas ao trabalho escravo e infantil. "Mas vemos com freqüência, na Região Metropolitana de São Paulo e no Grande ABC, crianças trabalhando nas ruas. Os problemas com trabalhadores negros e mulheres também são registrados em todo o país", disse Juruna.

Discriminação - Para Paulo Lage, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, ligado à CUT, existe uma discriminação crescente nas empresas do segmento da região com relação às mulheres. "Estamos percebendo que diversas empresas do setor químico estão substituindo mulheres por homens, por causa de eventuais licenças para gravidez e uma suposta ocorrência de maior desgaste físico. Esse é um processo muito difícil de detectar, pois as trocas não acontecem de uma vez."

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o desemprego entre negros entre janeiro e setembro de 2004 na Região Metropolitana de São Paulo foi de 23,1%, superior à média total de desemprego para o mesmo período, de 19,2%.

Essa questões estarão na agenda das centrais sindicais, que participarão do 18º congresso da CIOSL, entre os dias 5 e 10 de dezembro, em Miyazaki, no Japão.



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Relatório internacional denuncia problemas de trabalho no Brasil

Do Diário do Grande ABC

02/12/2004 | 10:34


Denúncias encaminhadas pelas centrais sindicais CUT (Central Única dos Trabalhadores), CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e Força Sindical sustentam as acusações do relatório divulgado no último dia 30 pela CIOSL (Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres) sobre as condições de trabalho no Brasil. O documento traça uma situação crítica, apontando problemas vinculados ao trabalho escravo e infantil e discriminações no mercado de trabalho para negros e mulheres.

Segundo o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, o relatório foi elaborado com base em denúncias das centrais. "Estamos em contato freqüente com a confederação, e repassamos todo o tipo de denúncia que temos. A situação trabalhista no Brasil tem melhorado, mas ainda está longe do que é esperado."

As denúncias apontadas no relatório referem-se a regiões rurais do Brasil, especialmente relacionadas ao trabalho escravo e infantil. "Mas vemos com freqüência, na Região Metropolitana de São Paulo e no Grande ABC, crianças trabalhando nas ruas. Os problemas com trabalhadores negros e mulheres também são registrados em todo o país", disse Juruna.

Discriminação - Para Paulo Lage, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, ligado à CUT, existe uma discriminação crescente nas empresas do segmento da região com relação às mulheres. "Estamos percebendo que diversas empresas do setor químico estão substituindo mulheres por homens, por causa de eventuais licenças para gravidez e uma suposta ocorrência de maior desgaste físico. Esse é um processo muito difícil de detectar, pois as trocas não acontecem de uma vez."

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos), o desemprego entre negros entre janeiro e setembro de 2004 na Região Metropolitana de São Paulo foi de 23,1%, superior à média total de desemprego para o mesmo período, de 19,2%.

Essa questões estarão na agenda das centrais sindicais, que participarão do 18º congresso da CIOSL, entre os dias 5 e 10 de dezembro, em Miyazaki, no Japão.

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