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Alaíde ignora Atila em abertura de escola que relembra avó do socialista

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Emedebista assume autoria da obra em Mauá e vê críticas de ex-aliado: ‘Pegou carona e oportunista’


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

02/08/2018 | 07:00


A paternidade da EM Alice Túlio Jacomussi, que abriu suas portas ontem, no Jardim Araguaia, foi disputada pelos grupos da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), e do prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB). Enquanto na solenidade oficial, dentro do equipamento, Alaíde ignorava o companheiro de chapa na eleição de 2016 – ela é vice do socialista –, do lado de fora, partidários de Atila distribuíam panfletos destacando que a obra só saiu do papel por esforço do chefe do Executivo afastado.

Alice Túlio Jacomussi foi merendeira da rede pública de Mauá. Era mãe do presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP), e avó de Atila. Em discurso, Alaíde apenas citou Admir e afirmou que foi vizinha de Alice. A placa comemorativa apresenta os nomes de todos os vereadores, de Alaíde – tratada como prefeita definitiva – e da secretária de Educação, Denise Aparecida Debartolo Pereira – sobrinha da emedebista. Nada de Atila.

Foi a primeira cerimônia de entrega de equipamento que Alaíde participou. Cercada de aliados e dos vereadores Irmão Ozelito (SD) e Manoel Lopes (DEM) – únicos a comparecerem –, ela tentou evitar a imprensa. Concedeu rápida entrevista já se dirigindo ao veículo oficial, na qual falou sobre a relação com os Jacomussi (veja mais ao lado).

Alaíde foi alçada ao cargo de prefeita em exercício no dia 15 de maio porque, seis dias antes, Atila havia sido preso no âmbito da Operação Prato Feito, que investiga denúncias de desvio de recursos em contratos da merenda e uniforme escolares. Ela tomou posse interinamente prometendo seguir o governo do aliado, porém, promoveu revolução no secretariado e demitiu todas as indicações do socialista, provocando crise de relacionamento entre as partes.

Nas redes sociais, Atila postou texto no qual citou a inauguração da escola com “grande alegria”. Com o título de “A espera acabou”, o prefeito afastado fez críticas veladas a Alaíde. “Grande gestor é reconhecido por suas obras e pelo legado deixado. Os pegadores de carona são conhecidos somente no seu oportunismo.”

Enquanto aliados de Alaíde circulavam pelo prédio recém-inaugurado, grupo de mulheres entregava panfletos de Admir, no qual o presidente da Câmara afirma que a escola foi entregue pelo prefeito Atila, seu filho. “Tenho certeza da luta que o prefeito Atila teve para a entrega desta escola.”

INVESTIMENTO - A EM Alice Túlio Jacomussi começou a ser construída ainda na administração de Donisete Braga (ex-PT, atual Pros), que deixou o governo sem concluir o projeto. A obra foi retomada por Atila, que foi preso antes da entrega do prédio.

Com investimento de R$ 5 milhões e apoio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação), o aparelho público pode atender até 400 crianças em período parcial. Hoje, cerca de 160 crianças já matriculadas.  

Falta tempo para conversar com os Jacomussi, afirma prefeita interina

Prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB) admitiu distanciamento com o presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP), e culpou a agenda atribulada pela falta de diálogo. “Não dá tempo de jeito nenhum para conversar”, disse a emedebista, em uma das poucas respostas que concedeu após inauguração da EM Alice Túlio Jacomussi, no Jardim Araguaia.

Admir não compareceu à inauguração, o que chamou a atenção de convidados – até porque o equipamento homenageia sua mãe, morta em 2017. “Eu conheci a dona Alice, ela era mãe do Jacomussi e uma senhora trabalhadora. Ela também foi minha vizinha. Uma senhora respeitável”, discorreu Alaíde.

A emedebista declarou que o cerimonial da Prefeitura convidou Admir para a solenidade. “Como aconteceu todo este fato (a prisão do Atila e a exoneração de aliados do clã Jacomussi do Paço), ele achou melhor não vir. Eu o respeito e gosto muito dele. A mãe dele era uma pessoa maravilhosa.”

Logo após essa resposta, Alaíde entrou no carro oficial e deixou o evento. 



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Alaíde ignora Atila em abertura de escola que relembra avó do socialista

Emedebista assume autoria da obra em Mauá e vê críticas de ex-aliado: ‘Pegou carona e oportunista’

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

02/08/2018 | 07:00


A paternidade da EM Alice Túlio Jacomussi, que abriu suas portas ontem, no Jardim Araguaia, foi disputada pelos grupos da prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB), e do prefeito afastado Atila Jacomussi (PSB). Enquanto na solenidade oficial, dentro do equipamento, Alaíde ignorava o companheiro de chapa na eleição de 2016 – ela é vice do socialista –, do lado de fora, partidários de Atila distribuíam panfletos destacando que a obra só saiu do papel por esforço do chefe do Executivo afastado.

Alice Túlio Jacomussi foi merendeira da rede pública de Mauá. Era mãe do presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP), e avó de Atila. Em discurso, Alaíde apenas citou Admir e afirmou que foi vizinha de Alice. A placa comemorativa apresenta os nomes de todos os vereadores, de Alaíde – tratada como prefeita definitiva – e da secretária de Educação, Denise Aparecida Debartolo Pereira – sobrinha da emedebista. Nada de Atila.

Foi a primeira cerimônia de entrega de equipamento que Alaíde participou. Cercada de aliados e dos vereadores Irmão Ozelito (SD) e Manoel Lopes (DEM) – únicos a comparecerem –, ela tentou evitar a imprensa. Concedeu rápida entrevista já se dirigindo ao veículo oficial, na qual falou sobre a relação com os Jacomussi (veja mais ao lado).

Alaíde foi alçada ao cargo de prefeita em exercício no dia 15 de maio porque, seis dias antes, Atila havia sido preso no âmbito da Operação Prato Feito, que investiga denúncias de desvio de recursos em contratos da merenda e uniforme escolares. Ela tomou posse interinamente prometendo seguir o governo do aliado, porém, promoveu revolução no secretariado e demitiu todas as indicações do socialista, provocando crise de relacionamento entre as partes.

Nas redes sociais, Atila postou texto no qual citou a inauguração da escola com “grande alegria”. Com o título de “A espera acabou”, o prefeito afastado fez críticas veladas a Alaíde. “Grande gestor é reconhecido por suas obras e pelo legado deixado. Os pegadores de carona são conhecidos somente no seu oportunismo.”

Enquanto aliados de Alaíde circulavam pelo prédio recém-inaugurado, grupo de mulheres entregava panfletos de Admir, no qual o presidente da Câmara afirma que a escola foi entregue pelo prefeito Atila, seu filho. “Tenho certeza da luta que o prefeito Atila teve para a entrega desta escola.”

INVESTIMENTO - A EM Alice Túlio Jacomussi começou a ser construída ainda na administração de Donisete Braga (ex-PT, atual Pros), que deixou o governo sem concluir o projeto. A obra foi retomada por Atila, que foi preso antes da entrega do prédio.

Com investimento de R$ 5 milhões e apoio do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento de Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação), o aparelho público pode atender até 400 crianças em período parcial. Hoje, cerca de 160 crianças já matriculadas.  

Falta tempo para conversar com os Jacomussi, afirma prefeita interina

Prefeita em exercício de Mauá, Alaíde Damo (MDB) admitiu distanciamento com o presidente da Câmara, Admir Jacomussi (PRP), e culpou a agenda atribulada pela falta de diálogo. “Não dá tempo de jeito nenhum para conversar”, disse a emedebista, em uma das poucas respostas que concedeu após inauguração da EM Alice Túlio Jacomussi, no Jardim Araguaia.

Admir não compareceu à inauguração, o que chamou a atenção de convidados – até porque o equipamento homenageia sua mãe, morta em 2017. “Eu conheci a dona Alice, ela era mãe do Jacomussi e uma senhora trabalhadora. Ela também foi minha vizinha. Uma senhora respeitável”, discorreu Alaíde.

A emedebista declarou que o cerimonial da Prefeitura convidou Admir para a solenidade. “Como aconteceu todo este fato (a prisão do Atila e a exoneração de aliados do clã Jacomussi do Paço), ele achou melhor não vir. Eu o respeito e gosto muito dele. A mãe dele era uma pessoa maravilhosa.”

Logo após essa resposta, Alaíde entrou no carro oficial e deixou o evento. 

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