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Pitta culpa Eletropaulo por tragédia no Campo Limpo


Do Diário OnLine

29/02/2000 | 12:40


O Prefeito Celso Pitta afirmou, em entrevista coletiva, que a área do Campo Limpo mais prejudicada pela forte chuva desta segunda-feira pertence à Eletropaulo. Segundo ele, a Prefeitura notificou a Eletropaulo, os habitantes da Rua Caruxa, no Morro da Lua, Vila França - onde 12 pessoas morreram soterradas -, e entrou com uma açao na Justiça, em agosto do ano passado, pedindo a remoçao dos moradores devido ao risco de desabamento.

De acordo com o administrador regional do Campo Limpo, Antônio Carlos Ganen, a Eletropaulo deverá providenciar abrigo para as famílias que tiveram seus barracos soterrados. Ele visitou a favela do Morro da Lua na manha desta terça e disse que a área foi ocupada há dois anos e meio por 300 famílias, confirmando que a Prefeitura havia feito o pedido de interdiçao.

A Prefeitura informou que distribuirá apenas colchoes e cestas básicas para os desabrigados.

As informaçoes sobre o número de mortos em decorrência da tempestade desta segunda-feira ainda sao desencontradas. Segundo a Defesa Civil e o IML de Sao Paulo, 13 pessoas morreram em deslizamentos de terra no Campo Limpo. Doze pessoas - entre elas três crianças - moravam na Vila França e uma, no Jardim Angela. O Estado, no entanto, confirma 12 mortes. Entre as vítimas, apenas uma foi identificada até agora: Carla Rodrigues, 23 anos. O IML informou que se os demais corpos nao forem identificados em até 72h, serao enterrados em Perus como indigentes.

Causas - Os moradores do Morro da Lua responsabilizam, em parte, o desabamento pela construçao de uma escola nas proximidades. Os alunos foram retirados do local, que pode desabar a qualquer momento. O prefeito Celso Pitta, porém, afirmou que a escola nao foi a responsável pelo comprometimento da área. Segundo ele, o risco de desabamento foi agravado pelas modificaçoes feitas no terreno pelos próprios habitantes.

Pitta disse que a Prefeitura "nao está medindo esforços" para tirar famílias das 242 áreas de risco habitadas em Sao Paulo. Segundo ele, o aumento do número de enchentes e deslizamentos também se deve à migraçao para a cidade e conseqüente aumento do número de favelas. Atualmente, de acordo com Pitta, 2.500 famílias moram em barracos em Sao Paulo.



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