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Vitrine eleitoral, UPA é, enfim, inaugurada

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidade é aberta sem pompas em Rio Grande; Maranhão e Claudinho disputam paternidade


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

02/08/2016 | 07:00


Vitrine eleitoral dos dois principais rivais na disputa pela Prefeitura de Rio Grande da Serra – o atual chefe do Executivo, Gabriel Maranhão (PSDB), e o ex-vereador Claudinho da Geladeira (PT) –, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas, enfim, foi inaugurada. O equipamento abriu as portas ontem, às 6h, depois de dois anos de atraso.

O início dos trabalhos foi discreto, sem pompas, uma vez que os inimigos políticos estão impedidos pela legislação eleitoral de participar de inauguração de obras públicos.

Maranhão e Claudinho tornaram pública nos últimos meses briga pela paternidade do projeto, primeiro a ser construído em um município com menos de 50 mil habitantes no País e que custou em torno de R$ 4 milhões. O tucanato de Rio Grande propaga que o complexo hospitalar é mérito da gestão Maranhão, enquanto os petistas explicam que Claudinho, quando era candidato a prefeito em 2012, pediu ao ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), em visita à cidade, que construísse uma UPA.

Os quatro atrasos para a conclusão também foram explorados politicamente, com Claudinho responsabilizando diretamente a administração local. Inicialmente, a obra estava prevista para acabar em 2014, mas o prazo foi prorrogado para 29 de maio deste ano, mês de aniversário da cidade. Depois foi mais uma vez estendido, para 1º de julho, um dia antes do prazo final estabelecido pela Justiça para que candidatos ao processo eleitoral pudessem participar de ato oficial. Com o atraso na entrega do mobiliário e no acabamento da fiação elétrica, Maranhão postergou novamente a data chegou a dizer que abriria as portas da unidade no dia 22, o que também não ocorreu.

“Esse atraso com as mobílias foi o que mais pesou. No entanto, o projeto foi grandioso e deixa um importante legado para o município. Agora, temos de apenas comemorar e deixar que a população utilize os serviços”, discorreu Maranhão, evitando abordar rivalidade com Claudinho em torno da UPA.

FUNCIONAMENTO
A equipe do Diário esteve na unidade ontem, por volta das 15h, para acompanhar serviços. Constatou que nem a tradicional placa, que marca a inauguração, com o nome das autoridades estava no interior do complexo.

Alguns usuários, como a dona de casa Rosiley Ramos da Rocha, 45 anos, moradora da Vila Conde, reclamou de demora no atendimento. “Estou esperando há uma hora. Pensava que seria diferente, mas pelo jeito será igual a outros (equipamentos públicos)”, criticou a munícipe.

Diretora da unidade, Juliana Oliveira Antunes confirmou que todos serviços estão ativos e admitiu que “eventuais demoras” no atendimento foram por conta de “fluxo de pessoas”. Nenhum grave problema foi registrado. A UPA conta com quatro médicos, sendo três clínicos gerais e um pediatra. 



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Vitrine eleitoral, UPA é, enfim, inaugurada

Unidade é aberta sem pompas em Rio Grande; Maranhão e Claudinho disputam paternidade

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

02/08/2016 | 07:00


Vitrine eleitoral dos dois principais rivais na disputa pela Prefeitura de Rio Grande da Serra – o atual chefe do Executivo, Gabriel Maranhão (PSDB), e o ex-vereador Claudinho da Geladeira (PT) –, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas, enfim, foi inaugurada. O equipamento abriu as portas ontem, às 6h, depois de dois anos de atraso.

O início dos trabalhos foi discreto, sem pompas, uma vez que os inimigos políticos estão impedidos pela legislação eleitoral de participar de inauguração de obras públicos.

Maranhão e Claudinho tornaram pública nos últimos meses briga pela paternidade do projeto, primeiro a ser construído em um município com menos de 50 mil habitantes no País e que custou em torno de R$ 4 milhões. O tucanato de Rio Grande propaga que o complexo hospitalar é mérito da gestão Maranhão, enquanto os petistas explicam que Claudinho, quando era candidato a prefeito em 2012, pediu ao ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), em visita à cidade, que construísse uma UPA.

Os quatro atrasos para a conclusão também foram explorados politicamente, com Claudinho responsabilizando diretamente a administração local. Inicialmente, a obra estava prevista para acabar em 2014, mas o prazo foi prorrogado para 29 de maio deste ano, mês de aniversário da cidade. Depois foi mais uma vez estendido, para 1º de julho, um dia antes do prazo final estabelecido pela Justiça para que candidatos ao processo eleitoral pudessem participar de ato oficial. Com o atraso na entrega do mobiliário e no acabamento da fiação elétrica, Maranhão postergou novamente a data chegou a dizer que abriria as portas da unidade no dia 22, o que também não ocorreu.

“Esse atraso com as mobílias foi o que mais pesou. No entanto, o projeto foi grandioso e deixa um importante legado para o município. Agora, temos de apenas comemorar e deixar que a população utilize os serviços”, discorreu Maranhão, evitando abordar rivalidade com Claudinho em torno da UPA.

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A equipe do Diário esteve na unidade ontem, por volta das 15h, para acompanhar serviços. Constatou que nem a tradicional placa, que marca a inauguração, com o nome das autoridades estava no interior do complexo.

Alguns usuários, como a dona de casa Rosiley Ramos da Rocha, 45 anos, moradora da Vila Conde, reclamou de demora no atendimento. “Estou esperando há uma hora. Pensava que seria diferente, mas pelo jeito será igual a outros (equipamentos públicos)”, criticou a munícipe.

Diretora da unidade, Juliana Oliveira Antunes confirmou que todos serviços estão ativos e admitiu que “eventuais demoras” no atendimento foram por conta de “fluxo de pessoas”. Nenhum grave problema foi registrado. A UPA conta com quatro médicos, sendo três clínicos gerais e um pediatra. 

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