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Incentivo do governo dá
fôlego à indústria química

Itens da Braskem, que há 40 anos atua na região, perdem
espaço para importados; empresa investe para crescimento


Gilmara Santos
Diário do Grande ABC

15/04/2013 | 07:02


O pacote de medidas para o setor químico, que o governo federal disse na semana passada estar estudando, trará ânimo ao segmento, que sofre com o aumento das importações. Apesar de ter uma base consumidora crescente e, portanto, oportunidade de construir uma indústria petroquímica forte, o Brasil teve no ano passado deficit comercial (importações menos exportações) de US$ 28 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões). A Braskem, que há 40 anos atua no Grande ABC, é uma das empresas que podem ser beneficiadas com o pacote do governo federal.

"Faltam medidas de longo prazo estruturantes para aumentar o parque industrial", diz o vice-presidente da unidade de petroquímicos básicos da Braskem, Rui Chammas. Em entrevista exclusiva à equipe do Diário, o executivo contou que o setor químico levou ao governo uma proposta de criar um regime especial para a indústria e avançar neste gap. O projeto, que voltou à tona na semana passada, ficou cerca de um ano parado.

O chamado Reiq (Regime Especial para a Indústria Química) prevê três bases de atuação: desoneração de investimento; promover a inovação; e desoneração da matéria-prima. Além disso, o controle da alta carga tributária e do câmbio também tem papel importante para o melhor andamento da indústria nacional.

INVESTIMENTOS - A Braskem emprega cerca de 7.600 trabalhadores em todo o mundo, sendo que 4.000 funcionários estão na região - 1.000 deles são empregos diretos e 3.000 indiretos. Em 2012, a petroquímica faturou cerca de R$ 35 bilhões, sendo que 56% foram vendas no mercado interno, 22% exportações a partir do Brasil, 15% negócios internacionais e 7% outros negócios. De 2010 para cá, a unidade de Mauá recebeu R$ 550 milhões em investimentos. Entre 2006 e 2008 foi investido outro R$ 1,2 bilhão para a expansão do pólo.

GERAÇÃO - O processo de fabricação da indústria química é, na maioria da sua geração, invisível para o consumidor final. A Braskem, por exemplo, é responsável pela primeira geração do produto. Ela pega o petróleo e retira os produtos químicos. Esse produto é enviado por duto para os clientes da companhia. No total, a unidade de Mauá da Braskem se liga com outras empresas por 55 quilômetros de dutos. A parte que o consumidor vê em nada se parece com a matéria-prima. São roupas de naílon, poliéster e acrílico; sapatos; detergentes; computadores; cosméticos; itens para construção civil e indústria automotiva;

FORMAÇÃO - A formação de profissionais é também uma preocupação da companhia, que ao lado do Senai têm um processo de formação da nova geração de operadores. Para se ter ideia, o último processo de seleção contou com 1.600 candidatos para 83 vagas. Também não é para menos, o técnico júnior tem remuneração média que varia entre R$ 3.500 e R$ 4.000.

 

 



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Incentivo do governo dá
fôlego à indústria química

Itens da Braskem, que há 40 anos atua na região, perdem
espaço para importados; empresa investe para crescimento

Gilmara Santos
Diário do Grande ABC

15/04/2013 | 07:02


O pacote de medidas para o setor químico, que o governo federal disse na semana passada estar estudando, trará ânimo ao segmento, que sofre com o aumento das importações. Apesar de ter uma base consumidora crescente e, portanto, oportunidade de construir uma indústria petroquímica forte, o Brasil teve no ano passado deficit comercial (importações menos exportações) de US$ 28 bilhões (cerca de R$ 55 bilhões). A Braskem, que há 40 anos atua no Grande ABC, é uma das empresas que podem ser beneficiadas com o pacote do governo federal.

"Faltam medidas de longo prazo estruturantes para aumentar o parque industrial", diz o vice-presidente da unidade de petroquímicos básicos da Braskem, Rui Chammas. Em entrevista exclusiva à equipe do Diário, o executivo contou que o setor químico levou ao governo uma proposta de criar um regime especial para a indústria e avançar neste gap. O projeto, que voltou à tona na semana passada, ficou cerca de um ano parado.

O chamado Reiq (Regime Especial para a Indústria Química) prevê três bases de atuação: desoneração de investimento; promover a inovação; e desoneração da matéria-prima. Além disso, o controle da alta carga tributária e do câmbio também tem papel importante para o melhor andamento da indústria nacional.

INVESTIMENTOS - A Braskem emprega cerca de 7.600 trabalhadores em todo o mundo, sendo que 4.000 funcionários estão na região - 1.000 deles são empregos diretos e 3.000 indiretos. Em 2012, a petroquímica faturou cerca de R$ 35 bilhões, sendo que 56% foram vendas no mercado interno, 22% exportações a partir do Brasil, 15% negócios internacionais e 7% outros negócios. De 2010 para cá, a unidade de Mauá recebeu R$ 550 milhões em investimentos. Entre 2006 e 2008 foi investido outro R$ 1,2 bilhão para a expansão do pólo.

GERAÇÃO - O processo de fabricação da indústria química é, na maioria da sua geração, invisível para o consumidor final. A Braskem, por exemplo, é responsável pela primeira geração do produto. Ela pega o petróleo e retira os produtos químicos. Esse produto é enviado por duto para os clientes da companhia. No total, a unidade de Mauá da Braskem se liga com outras empresas por 55 quilômetros de dutos. A parte que o consumidor vê em nada se parece com a matéria-prima. São roupas de naílon, poliéster e acrílico; sapatos; detergentes; computadores; cosméticos; itens para construção civil e indústria automotiva;

FORMAÇÃO - A formação de profissionais é também uma preocupação da companhia, que ao lado do Senai têm um processo de formação da nova geração de operadores. Para se ter ideia, o último processo de seleção contou com 1.600 candidatos para 83 vagas. Também não é para menos, o técnico júnior tem remuneração média que varia entre R$ 3.500 e R$ 4.000.

 

 

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