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Santo André estreia com
derrota para o Veranópolis

Nervoso, Ramalhão tem atuação fraca e perde por 1 a 0 no Sul
pela Copa do Brasil; time adversário jogou com os reservas


Dérek Bittencourt
Enviado a Veranópolis

04/04/2013 | 00:50


Nervosismo demais, experiência de menos. E isso custou caro ao Santo André na estreia da Copa do Brasil, ontem à noite, contra o Veranópolis, no Rio Grande do Sul. Derrota por 1 a 0 diante dos reservas do adversário, o que obrigou a realização do jogo de volta, dia 17, no Bruno Daniel. Os gaúchos jogarão pelo empate, enquanto que o Ramalhão necessitará de vitória por dois gols de diferença. Repetição do placar leva o jogo aos pênaltis.

O técnico Dedimar armou o Santo André com mudança no ataque. Bruno Paulo atuou no lugar de Gustavo. A formação tinha Ramalho e Luciano Henrique como principais articuladores, mas logo tal situação mudou com a lesão do volante, substituído por Juninho.

O primeiro tempo ramalhino foi irreconhecível. O time parecia tão confiante de que poderia fazer o gol a qualquer momento e vencer um adversário que entrou fragilizado pela fase ruim no Gaúchão e que tinha apenas um titular habitual em campo (o goleiro João Ricardo), que errava muitos passes. Sobretudo no sistema defensivo, oferecendo diversas chances de o Veranópolis pegar a zaga desguarnecida.

E foi justamente assim que, aos 31 minutos, Maicon, que invadiu a área e chutou cruzado. A bola raspou a trave.

O primeiro chute andreense ocorreu apenas aos 33, com Elielton, mas longe do gol. E logo depois saiu o gol dos donos da casa. Rogélio cometeu falta frontal à área em Maicon. Emanuel soltou a bomba, rasteiro e venceu Rodrigo Viana: 1 a 0.

Esperava-se que para a segunda etapa o Santo André voltasse mais disposto, mais ligado. Esperava-se. Porque o Veranópolis seguiu dando trabalho a Rodrigo Viana. Mas a partir dos 15 minutos, o Ramalhão pôs a bola no chão e passou a dominar as ações.

Aos 18, no entanto, outra baixa no time andreense. Aquecendo atrás do gol, William Xavier reclamou da reincidência de faltas do Veranópolis e acabou expulso.

O nervosismo ramalhino era evidente, sobretudo pela falta de atitude do árbitro Ronan Marques. Mesmo assim, o time mantinha o domínio. E, aos 22, Luciano Henrique chutou cruzado para grande defesa de João Ricardo.

Dedimar viu o bom momento da equipe, tirou o volante Elielton e colocou o atacante Gustavo. Além disso, trocou o cansado Bruno Paulo por Élvis, em sua reestreia no clube. O Veranópolis se retraiu.

A partir dos 30, porém, o nervosismo virou desespero e atrapalhou o time, que errava muitos passes. Só chegava em bolas paradas e sem marcar, voltou sem nenhum tipo de vantagem para Santo André.

Ramalhão conhece a bola pouco antes do jogo e fala em absurdo

Na várzea ou nos jogos de fim de semana, geralmente quando alguém se arrisca como jogador e não entende nada de bola é ‘vítima' dos amigos, que de forma jocosa o apresentam (para a bola).

Situação semelhante viveu o Santo André cerca de uma hora antes de encarar o Veranópolis, ontem, no Sul. Isso porque a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ainda não enviou as bolas da competição para o Ramalhão e, assim, o time da casa teve de emprestar uma das apenas sete que tinha para a equipe do Grande ABC se familiarizar durante o aquecimento.

"É uma pena, um absurdo. Existe calendário, programação e planejamento, e só agora é que conhecemos a bola. E isso prestes a receber uma Copa do Mundo", apontou o goleiro reserva Adilson, que antes de a bola rolar conversava e aconselhava o zagueiro Rogélio. "Falei para ele acreditar em todas as bolas, porque o goleiro vai soltar", disse.

De fornecedora diferente do Campeonato Paulista da Série A-2, a pelota utilizada na competição nacional também foi considerada pelos atletas "mais leve", o que visivelmente prejudicava domínios e lançamentos. E ainda tinha coloração bastante única: laranja e amarela.

"Não tem desculpa para não vê-la", brincou o arqueiro ramalhino. "Receberemos as nossas quando tiver jogo na nossa casa", afirmou o diretor de futebol Juraci Catarino

TORCIDA

O Veranópolis lançou promoção para atrair torcedores mesmo atuando com o time reserva. Pagando R$ 50, o bilhete para o jogo de ontem dava direito a um para o decisivo duelo contra o Internacional, domingo, pelo Gaúchão. E, desta forma, o Estádio Antonio David Farina recebeu bom público - próximo dos 1.000 para uma cidade de apenas 25 mil habitantes --, que teve inclusive presença de alguns andreenses. Cerca de cinco estiveram em Veranópolis para apoiar o time.

Árbitro se transforma na estrela principal do jogo; negativamente

Uma atuação desastrosa do árbitro catarinense Ronan Marques desagradou gaúchos e andreenses no duelo entre Veranópolis e Santo André, ontem à noite, no Sul. Muito falante, demonstrou total descontrole, sobretudo na segunda etapa, quando ofendeu o atacante William Xavier e, na sequência, o expulsou. Aliás, a partir daí, ele se perdeu no jogo, inverteu faltas e se transformou no alvo das críticas ramalhinas.

"Ele não influenciou no resultado, mas influenciou psicologicamente na equipe. Minou nosso time, errou demais e xingou o William que eu ouvi", afirmou o técnico Dedimar. "O William só pediu um cartão amarelo depois de uma falta, ele chegou e falou ‘fica calado seu jogador de merda'. O pior é que depois negou que disse isso. Como pode mentir? Não gosto de mentiras", emendou o comandante.

Muito nervoso, William Xavier foi o primeiro a seguir rumo ao ônibus, mas os companheiros falaram por ele e o defenderam. "Ele (árbitro) estava perdido. Qualquer esbarrão era falta para eles (do Veranópolis). Não tem caráter e não deveria mais apitar. Acho que o clube tem que entrar com representação na CBF (Confederação Brasileira de Futebol)", disse o volante Juninho.

O diretor de futebol, Juraci Catarino, no entanto, negou qualquer tipo de atitude imediata do clube contra o árbitro.

Ramalhão lamenta derrota para reservas

O que se desenhava como vitória tranquila do Santo André antes de a bola rolar, sobretudo pelo fato de o Veranópolis utilizar a equipe reserva, acabou como grande pesadelo para o Ramalhão pelo 1 a 0 sofrido, o que comprova que nada se decide antes dos apitos inicial e final.

Na cidade gaúcha, os torcedores locais demonstravam respeito ao "time de São Paulo", salientando a grandeza ramalhina e relembrando a conquista da Copa do Brasil de 2004.

Os próprios dirigentes do time gaúcho falavam em "tentar levar a decisão para o jogo de volta", afinal a prioridade atual deles é o Campeonato Gaúcho. E foi o que aconteceu, para lamentação geral do lado azul e branco.

"Jogamos contra os reservas do adversário e não demos a resposta esperada. Na segunda etapa até melhoramos, mas já era tarde. Pela qualificação do nosso time, pela situação do jogo, ficamos chateados com a derrota, porque poderia ter sido muito melhor", definiu o técnico Dedimar, que ainda citou "falta de competitividade e espírito muito abaixo do esperado".

Na visão do atacante Fábio Santos, encarar os suplentes do adversário foi ainda pior do que se fossem os titulares. "Eles querem mostrar serviço, justificar espaço no time", afirmou. "Queríamos sair daqui pelo menos com um empate, mas não foi possível. Agora é trabalhar focados no dia 17", emendou, citando a data do duelo da volta, no Bruno Daniel.

E se dentro de campo o time não mostrou o habitual entrosamento, pelo menos no discurso estão bem ensaiados sobre o que deve acontecer no segundo jogo contra o Veranópolis. "Vamos dar o troco em São Paulo", disse o goleiro Rodrigo Viana. "Os torcedores podem ir ao estádio que vamos conseguir reverter esse resultado", completou Fábio Santos.

 



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