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Homem Morcego no ato final

Criado por Neil Gaiman, quadrinho sobre a morte de Batman chega às prateleiras


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/06/2013 | 07:00


Batman está acostumado a levar sua luta contra o crime ao limite. Para proteger os cidadãos inocentes de Gothan City, o icônico personagem não mede esforços e está disposto a arriscar tudo para cumprir com seu dever. Mas até mesmo um herói tem encontro marcado com a morte. E é lidando com o fim da carreira do Homem Morcego que o escritor Neil Gaiman empresta sua mente fantástica para a saga como autor de 'Batman – O Que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?' (Editora Panini, 128 páginas, R$ 21,90 em média). O encadernado especial traz homenagem ao legado do Cruzado Encapuzado em clima fúnebre e espiritual.

As histórias foram espalhadas originalmente por revistas da DC Comics, casos de 'Detective Comics' e 'Secret Origins', em 2009. A edição especial funciona como uma espécie de capítulo final do arco 'Descanse em Paz', de 2008, quando o herói original vivido por Bruce Wayne ficou afastado durante um tempo e motivou mudanças em seu universo.

Em tom um tanto quanto onírico, Gaiman (criador do personagem Sandman e de romances como 'Deuses Americanos') imagina como seria o funeral de Batman. O autor coloca o Cavaleiro das Trevas como observador dos acontecimentos que movimentam a noite dos fundos de um bar no Beco do Crime. Ele tenta descobrir o que está acontecendo ao mesmo tempo em que testemunha diversas versões para sua morte sendo relatadas por figuras como Mulher Gato, Coringa, Ra’s Al Ghul e até mesmo Superman. Apesar dos vilões sonharem com a possibilidade de dar fim ao rival, todos questionam o motivo de sua derradeira aventura.

Também não faltam relatos mais emocionantes. Destaque para a participação do mordono Alfred, cuja proximidade com os anseios de justiça do patrão fazem com que chame amigos de seu passado como ator para desenvolver personalidades bizarras capazes de se tornar grandes perigos para as ruas de Gotham City. Nesta realidade, o próprio Alfred se vê obrigado a se pintar e colocar fantasia para ser um antagonista à altura do personagem criado por um perturbado Bruce Wayne.

A viagem pelo mundo do Homem Morcego também ocorre por meio das ilustrações de Andy Kubert. O desenhista buscou referência no visual do Batman e de todos a seu redor em diversas épocas, inclusive quando a revista estava nas mãos de profissionais que se tornaram referência, casos de Dick Sprang, Jerry Robinson e Bob Kane, este último o criador do protagonista. Não à toa, é possível encontrar até três Batmans diferentes em uma mesma página. Alguns esboços de Kubert complementam a publicação especial.

O estilo de Gaiman e o clima proposto para o projeto encaixam de maneira a deixar a trama misteriosa e instigante. “As histórias do Batman não terminam com sorrisos e piscar de olhos. (...) Se você estiver pensando em contar a última história do Batman, tem de ser algo que sobreviverá à morte ou desaparecimento atual do Batman, algo que continuará sendo a última história do Batman pelos próximos 20 anos, ou 100”, explica o roteirista na introdução.

A celebração do autor ao Cavaleiro das Trevas segue nas páginas finais, com reedição de alguns contos desenvolvidos por Gaiman no passado, entre eles o divertido 'Um Mundo em Preto e Branco' (1996), sobre os bastidores das HQs em realidade na qual os personagens aparecem nos quadrinhos da mesma maneira em que atores gravam cenas para filmes. As incursões surreais de Batman são bem-vindas neste momento pós-morte. 


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Homem Morcego no ato final

Criado por Neil Gaiman, quadrinho sobre a morte de Batman chega às prateleiras

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

02/06/2013 | 07:00


Batman está acostumado a levar sua luta contra o crime ao limite. Para proteger os cidadãos inocentes de Gothan City, o icônico personagem não mede esforços e está disposto a arriscar tudo para cumprir com seu dever. Mas até mesmo um herói tem encontro marcado com a morte. E é lidando com o fim da carreira do Homem Morcego que o escritor Neil Gaiman empresta sua mente fantástica para a saga como autor de 'Batman – O Que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?' (Editora Panini, 128 páginas, R$ 21,90 em média). O encadernado especial traz homenagem ao legado do Cruzado Encapuzado em clima fúnebre e espiritual.

As histórias foram espalhadas originalmente por revistas da DC Comics, casos de 'Detective Comics' e 'Secret Origins', em 2009. A edição especial funciona como uma espécie de capítulo final do arco 'Descanse em Paz', de 2008, quando o herói original vivido por Bruce Wayne ficou afastado durante um tempo e motivou mudanças em seu universo.

Em tom um tanto quanto onírico, Gaiman (criador do personagem Sandman e de romances como 'Deuses Americanos') imagina como seria o funeral de Batman. O autor coloca o Cavaleiro das Trevas como observador dos acontecimentos que movimentam a noite dos fundos de um bar no Beco do Crime. Ele tenta descobrir o que está acontecendo ao mesmo tempo em que testemunha diversas versões para sua morte sendo relatadas por figuras como Mulher Gato, Coringa, Ra’s Al Ghul e até mesmo Superman. Apesar dos vilões sonharem com a possibilidade de dar fim ao rival, todos questionam o motivo de sua derradeira aventura.

Também não faltam relatos mais emocionantes. Destaque para a participação do mordono Alfred, cuja proximidade com os anseios de justiça do patrão fazem com que chame amigos de seu passado como ator para desenvolver personalidades bizarras capazes de se tornar grandes perigos para as ruas de Gotham City. Nesta realidade, o próprio Alfred se vê obrigado a se pintar e colocar fantasia para ser um antagonista à altura do personagem criado por um perturbado Bruce Wayne.

A viagem pelo mundo do Homem Morcego também ocorre por meio das ilustrações de Andy Kubert. O desenhista buscou referência no visual do Batman e de todos a seu redor em diversas épocas, inclusive quando a revista estava nas mãos de profissionais que se tornaram referência, casos de Dick Sprang, Jerry Robinson e Bob Kane, este último o criador do protagonista. Não à toa, é possível encontrar até três Batmans diferentes em uma mesma página. Alguns esboços de Kubert complementam a publicação especial.

O estilo de Gaiman e o clima proposto para o projeto encaixam de maneira a deixar a trama misteriosa e instigante. “As histórias do Batman não terminam com sorrisos e piscar de olhos. (...) Se você estiver pensando em contar a última história do Batman, tem de ser algo que sobreviverá à morte ou desaparecimento atual do Batman, algo que continuará sendo a última história do Batman pelos próximos 20 anos, ou 100”, explica o roteirista na introdução.

A celebração do autor ao Cavaleiro das Trevas segue nas páginas finais, com reedição de alguns contos desenvolvidos por Gaiman no passado, entre eles o divertido 'Um Mundo em Preto e Branco' (1996), sobre os bastidores das HQs em realidade na qual os personagens aparecem nos quadrinhos da mesma maneira em que atores gravam cenas para filmes. As incursões surreais de Batman são bem-vindas neste momento pós-morte. 

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