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Marinho defende
importação de médicos

Para prefeito de S.Bernardo, medida é necessária para resolver gargalo da Saúde pública


Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

15/05/2013 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), defende a contratação de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil. Ele pretende levar essa discussão para a próxima reunião, em junho, do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, do qual é presidente.

O tema foi pauta da primeira reunião da nova diretoria da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), ontem, em Brasília. Marinho é secretário-geral do colegiado, que reúne chefes do Executivo do Brasil todo e é comandado pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti (PDT).

Segundo Marinho, a contratação de médicos estrangeiros é necessária para atender a demanda das cidades brasileiras. "As prefeituras enfrentam dificuldades para manter os médicos trabalhando", disse o petista.

A importação de médicos tem sido discutida pelo governo federal para atender a demanda na área de atenção básica das grandes cidades e nos municípios do Interior.

A possibilidade tem sido criticada por estudantes de medicina, sob a alegação de que a medida pode fechar o mercado para os futuros profissionais brasileiros.

Segundo Marinho, o momento agora não é para discussão política, mas sim de debater medidas práticas para acabar com o gargalo no sistema público de Saúde.

A dificuldade para contratação e manutenção de médicos na rede pública é reclamação recorrente das administrações municipais no Grande ABC.

Segundo Marinho, o objetivo é contratar de médicos em países em que a oferta desses profissionais é maior do que no Brasil, como Portugal, Espanha e Cuba. Mas salientou que ainda não há previsão de contratação. "Não vamos tomar nenhuma decisão sem a orientação do Ministério da Saúde", disse.

O chefe do Executivo são-bernardense apontou que a crise econômica nos países da União Europeia e o alto índice de desemprego como na Espanha, que tem cerca de 2.500 médicos desempregados, é o maior incentivo para que profissionais formados no Exterior venham clinicar na região.

"Estaremos dando oportunidade de trabalho, não há maior incentivo que esse. Além disso, Nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra é comum a atuação de profissionais que não são formados nesses países", alegou.

Na região, um médico clínico geral recebe em média R$ 8.000 para um plantão de 12 horas.

Embora o assunto ainda esteja em fase embrionária, alguns estudos já estão sendo realizados para regulamentar a contratação de médicos estrangeiros.

Uma das propostas é relativa ao modelo adotado no Canadá, em que o médico contratado terá um período determinado para atuar no país, devendo retornar depois ao território de origem.



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Marinho defende
importação de médicos

Para prefeito de S.Bernardo, medida é necessária para resolver gargalo da Saúde pública

Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC

15/05/2013 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), defende a contratação de médicos estrangeiros para atuarem no Brasil. Ele pretende levar essa discussão para a próxima reunião, em junho, do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, do qual é presidente.

O tema foi pauta da primeira reunião da nova diretoria da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), ontem, em Brasília. Marinho é secretário-geral do colegiado, que reúne chefes do Executivo do Brasil todo e é comandado pelo prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti (PDT).

Segundo Marinho, a contratação de médicos estrangeiros é necessária para atender a demanda das cidades brasileiras. "As prefeituras enfrentam dificuldades para manter os médicos trabalhando", disse o petista.

A importação de médicos tem sido discutida pelo governo federal para atender a demanda na área de atenção básica das grandes cidades e nos municípios do Interior.

A possibilidade tem sido criticada por estudantes de medicina, sob a alegação de que a medida pode fechar o mercado para os futuros profissionais brasileiros.

Segundo Marinho, o momento agora não é para discussão política, mas sim de debater medidas práticas para acabar com o gargalo no sistema público de Saúde.

A dificuldade para contratação e manutenção de médicos na rede pública é reclamação recorrente das administrações municipais no Grande ABC.

Segundo Marinho, o objetivo é contratar de médicos em países em que a oferta desses profissionais é maior do que no Brasil, como Portugal, Espanha e Cuba. Mas salientou que ainda não há previsão de contratação. "Não vamos tomar nenhuma decisão sem a orientação do Ministério da Saúde", disse.

O chefe do Executivo são-bernardense apontou que a crise econômica nos países da União Europeia e o alto índice de desemprego como na Espanha, que tem cerca de 2.500 médicos desempregados, é o maior incentivo para que profissionais formados no Exterior venham clinicar na região.

"Estaremos dando oportunidade de trabalho, não há maior incentivo que esse. Além disso, Nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra é comum a atuação de profissionais que não são formados nesses países", alegou.

Na região, um médico clínico geral recebe em média R$ 8.000 para um plantão de 12 horas.

Embora o assunto ainda esteja em fase embrionária, alguns estudos já estão sendo realizados para regulamentar a contratação de médicos estrangeiros.

Uma das propostas é relativa ao modelo adotado no Canadá, em que o médico contratado terá um período determinado para atuar no país, devendo retornar depois ao território de origem.

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