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Collor lança candidatura e promete acabar com corrupçao


Do Diário do Grande ABC

04/06/2000 | 17:02


O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB) disse, neste domingo, durante o lançamento oficial de sua candidatura à Prefeitura de Sao Paulo, que será o candidato "contra a bandalheira que aí está". Segundo ele, seu caixa de campanha deverá ser D. Paulo Evaristo Arns. "Estou aguardando uma reposta", disse Collor. O ex-presidente atacou o prefeito afastado Celso Pitta (PTN) e os tucanos. "Vamos arrebentar a estrutura corrupta na prefeitura e no governo de Sao Paulo."

Mais de uma vez, durante seu discurso, o ex-presidente demonstrou seu interesse em um dia retornar ao Palácio do Planalto, soltando frases como: "Nao deixarei de discutir questoes paulistanas ou nacionais", ou "Vocês serao ouvidos, seja se eu estiver aqui, na prefeitura, ou em Brasília, no Planalto."

Collor também nao poupou o presidente Fernando Henrique Cardoso, ao classificar seu governo como hipócrita. O ex-presidente também falou que os tucanos vinham recebendo aquilo que merecem, mas nao deixou claro se falava sobre as agressoes recebidas pelo governador Mário Covas e pelo ministro da Saúde, José Serra.

Posteriormente, durante entrevista coletiva, Collor afirmou que falava apenas do descontentamento da populaçao para com os governos. "Sou contra a violência, até porque fui agredido durante a campanha presidencial de 1999", esquivou-se.

A ratificaçao da candidatura de Collor ocorrerá apenas no dia 25 de junho, quando o PRTB fará a convençao municipal para o formaçao da chapa e a oficializaçao dos candidatos a vereador pelo partido. Durante a convençao, será definido o vice de Collor na chapa.

Segundo o presidente nacional do PRTB, Levyr Fidelix, as negociaçoes estao adiantadas para a formaçao de uma chapa com o PL. Neste caso, o deputado federal Marcos Cintra (PL-SP) abriria mao de sua candidatura à Prefeitura paulistana para ser o candidato a vice-prefeito.

No evento deste domingo, os pré-candidatos a vereador do partido conseguiram mobilizar seus correligionários até o Anhembi, local do evento. Pelo menos 1,5 mil pessoas estiveram presentes, a maioria transportada por ônibus fretados pelos pré-candidatos.

Como na campanha à Presidência da República em 1999, com o punho cerrado, gritando muito, ao lado de sua mulher, Roseane, Collor afirmou que representa os descamisados e pés-descalços, e que será o candidato que "irá defender o povo dos opressores".

Para o ex-presidente, em 1992, nao foi o povo que saiu às ruas para pedir o seu afastamento do governo, e sim "as classes dominantes e poderosas, que financiaram e me tiraram do governo". "Mas, agora, eles terao de sucumbir à vontade do povo paulistano", afirmou. Em nenhum momento o ex-presidente definiu exatamente quem seriam os "poderosos" que o tiraram do governo.



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Collor lança candidatura e promete acabar com corrupçao

Do Diário do Grande ABC

04/06/2000 | 17:02


O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRTB) disse, neste domingo, durante o lançamento oficial de sua candidatura à Prefeitura de Sao Paulo, que será o candidato "contra a bandalheira que aí está". Segundo ele, seu caixa de campanha deverá ser D. Paulo Evaristo Arns. "Estou aguardando uma reposta", disse Collor. O ex-presidente atacou o prefeito afastado Celso Pitta (PTN) e os tucanos. "Vamos arrebentar a estrutura corrupta na prefeitura e no governo de Sao Paulo."

Mais de uma vez, durante seu discurso, o ex-presidente demonstrou seu interesse em um dia retornar ao Palácio do Planalto, soltando frases como: "Nao deixarei de discutir questoes paulistanas ou nacionais", ou "Vocês serao ouvidos, seja se eu estiver aqui, na prefeitura, ou em Brasília, no Planalto."

Collor também nao poupou o presidente Fernando Henrique Cardoso, ao classificar seu governo como hipócrita. O ex-presidente também falou que os tucanos vinham recebendo aquilo que merecem, mas nao deixou claro se falava sobre as agressoes recebidas pelo governador Mário Covas e pelo ministro da Saúde, José Serra.

Posteriormente, durante entrevista coletiva, Collor afirmou que falava apenas do descontentamento da populaçao para com os governos. "Sou contra a violência, até porque fui agredido durante a campanha presidencial de 1999", esquivou-se.

A ratificaçao da candidatura de Collor ocorrerá apenas no dia 25 de junho, quando o PRTB fará a convençao municipal para o formaçao da chapa e a oficializaçao dos candidatos a vereador pelo partido. Durante a convençao, será definido o vice de Collor na chapa.

Segundo o presidente nacional do PRTB, Levyr Fidelix, as negociaçoes estao adiantadas para a formaçao de uma chapa com o PL. Neste caso, o deputado federal Marcos Cintra (PL-SP) abriria mao de sua candidatura à Prefeitura paulistana para ser o candidato a vice-prefeito.

No evento deste domingo, os pré-candidatos a vereador do partido conseguiram mobilizar seus correligionários até o Anhembi, local do evento. Pelo menos 1,5 mil pessoas estiveram presentes, a maioria transportada por ônibus fretados pelos pré-candidatos.

Como na campanha à Presidência da República em 1999, com o punho cerrado, gritando muito, ao lado de sua mulher, Roseane, Collor afirmou que representa os descamisados e pés-descalços, e que será o candidato que "irá defender o povo dos opressores".

Para o ex-presidente, em 1992, nao foi o povo que saiu às ruas para pedir o seu afastamento do governo, e sim "as classes dominantes e poderosas, que financiaram e me tiraram do governo". "Mas, agora, eles terao de sucumbir à vontade do povo paulistano", afirmou. Em nenhum momento o ex-presidente definiu exatamente quem seriam os "poderosos" que o tiraram do governo.

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