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Fundos têm melhor primeiro trimestre dos últimos 5 anos


Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

12/04/2006 | 08:09


De janeiro a março deste ano, a indústria de fundos de investimentos captou R$ 39,9 bilhões, o equivalente a uma média mensal de R$ 13,3 bilhões ou de R$ 634,8 milhões por dia. Esse resultado reflete um crescimento de 161,07% ante o primeiro trimestre do ano passado, que apontou captação de R$ 15,3 bilhões e foi o melhor desempenho já alcançado pelo setor para um primeiro trimestre na série dos últimos cinco anos.

Os dados fazem parte do balanço trimestral divulgado pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos). Segundo a instituição, até agora, o melhor primeiro trimestre havia ocorrido em 2004, com captação de R$ 21,2 bilhões. Deduzida a rentabilidade das carteiras –  efeito do rendimento sobre as cotas, no período – a expansão de janeiro a março deste ano ante o mesmo período do ano passado é de 5,55%, ainda assim, a melhor performance desde 2001.

E aqui cabe uma pergunta: onde os investidores brasileiros depositaram recursos advindos do 13º salário, distribuição de PLR (Participação de Lucros e Resultados), aumento da renda dos salários – que não seguiram para o consumo – e foram fruto do aumento do grau de atividade na indústria, no comércio e no setor de prestação de serviços?

Segundo a Anbid, dos R$ 39,9 bilhões apurados no trimestre, 41,85% foram depositados sobre os fundos de renda fixa, cuja captação somou R$ 16,7 bilhões no período. Outro canal de concentração dos investimentos dos brasileiros recaiu sobre os fundos multimercados, com R$ 11,7 bilhões captados, ou 29,32% do total. Os referenciados DI e curto prazo, abocanharam, cada um, R$ 3,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões, respectivamente.

Lógica – A lógica por trás desse desempenho (dos fundos que mais captaram recursos) se deve, em primeiro lugar, à conduta do Banco Central na condução do juro básico. Mesmo diante do processo de relaxamento monetário iniciado em setembro, com reduções pontuais da Selic, aplicar na renda fixa, DI, curto prazo e multimercados é certeza de rendimento atraente e seguro.


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Fundos têm melhor primeiro trimestre dos últimos 5 anos

Fernando Bortolin
Do Diário do Grande ABC

12/04/2006 | 08:09


De janeiro a março deste ano, a indústria de fundos de investimentos captou R$ 39,9 bilhões, o equivalente a uma média mensal de R$ 13,3 bilhões ou de R$ 634,8 milhões por dia. Esse resultado reflete um crescimento de 161,07% ante o primeiro trimestre do ano passado, que apontou captação de R$ 15,3 bilhões e foi o melhor desempenho já alcançado pelo setor para um primeiro trimestre na série dos últimos cinco anos.

Os dados fazem parte do balanço trimestral divulgado pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos). Segundo a instituição, até agora, o melhor primeiro trimestre havia ocorrido em 2004, com captação de R$ 21,2 bilhões. Deduzida a rentabilidade das carteiras –  efeito do rendimento sobre as cotas, no período – a expansão de janeiro a março deste ano ante o mesmo período do ano passado é de 5,55%, ainda assim, a melhor performance desde 2001.

E aqui cabe uma pergunta: onde os investidores brasileiros depositaram recursos advindos do 13º salário, distribuição de PLR (Participação de Lucros e Resultados), aumento da renda dos salários – que não seguiram para o consumo – e foram fruto do aumento do grau de atividade na indústria, no comércio e no setor de prestação de serviços?

Segundo a Anbid, dos R$ 39,9 bilhões apurados no trimestre, 41,85% foram depositados sobre os fundos de renda fixa, cuja captação somou R$ 16,7 bilhões no período. Outro canal de concentração dos investimentos dos brasileiros recaiu sobre os fundos multimercados, com R$ 11,7 bilhões captados, ou 29,32% do total. Os referenciados DI e curto prazo, abocanharam, cada um, R$ 3,5 bilhões e R$ 2,6 bilhões, respectivamente.

Lógica – A lógica por trás desse desempenho (dos fundos que mais captaram recursos) se deve, em primeiro lugar, à conduta do Banco Central na condução do juro básico. Mesmo diante do processo de relaxamento monetário iniciado em setembro, com reduções pontuais da Selic, aplicar na renda fixa, DI, curto prazo e multimercados é certeza de rendimento atraente e seguro.

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