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Negociações terminam sem acordo sobre desarmamento norte-coreano


Da AFP

26/06/2004 | 10:29


A terceira série de negociações multilaterais, concluída neste sábado, em Pequim (China), não conseguiu chegar a um acordo sobre as modalidades e condições de um desarmamento nuclear da Coréia do Norte. As discussões tiveram a participação de membros do governo das duas Coréias, da China, da Rússia, do Japão e dos Estados Unidos.

Três rodadas de negociações nos últimos dez meses não conseguiram solucionar a crise iniciada em outubro de 2002, quando os Estados Unidos anunciaram que a Coréia do Norte desenvolvia um programa secreto de enriquecimento de urânio.

Atualmente, Pyongyang afirma que está disposta a abandonar seu arsenal nuclear, mas não reconhece a existência do programa relacionado ao urânio.

Porém, apesar de considerar um desmantelamento, exige que o bloqueio de seu programa seja imediatamente recompensado com uma ajuda de dois milhões de quilowatts de eletricidade, o equivalente a 2,6 milhões de toneladas de petróleo bruto.

Os Estados Unidos não aceitam uma simples paralisação e exigem que Pyongyang se comprometa a acabar com seu programa nuclear depois de um período preparatório de três meses, durante o qual Washington estaria disposto a examinar as necessidades econômicas e as garantias de segurança para o regime de Kim Jong-il.

"A Coréia do Norte está disposta a abandonar todas as suas armas nucleares e seus programas militares nucleares de forma transparente", declarou o chefe da delegação chinesa nas negociações, Wang Yi, durante uma entrevista coletiva.

Wang acrescentou que os principais pontos que ainda devem ser discutidos para acabar com a crise são o perímetro e os meios de acabar com o programa nuclear, além do perímetro de um futuro congelamento e suas contrapartidas.

"A Coréia do Norte e os Estados Unidos continuam com graves divergências nestas questões, mas essas divergências diminuíram", acrescentou.

Os Estados Unidos querem que a Coréia do Norte desmantele todos os seus programas nucleares.

A terceira série de negociações esteve a ponto de fracassar quando o chefe da delegação norte-coreana, Kim Kye-Gwan, disse ao representante norte-americano James Kelly que um grupo de pessoas e uma agência estavam interessadas em dotar a Coréia do Norte de armas nucleares para a realização de um teste nuclear.

No entanto, os Estados Unidos e a Coréia do Sul descartaram qualquer ameaça direta. O presidente dos EUA, George W. Bush, sempre disposto a acusar o Iraque de possuir armas de destruição em massa, afirmou que não era a primeira vez que os norte-coreanos falavam em mostrar seus meios dissuasivos.

No entanto, o Japão levou a ameaça a sério. Segundo a agência Kyodo, Pyongyang poderia ter testado um míssil de curto alcance um pouco antes do início das negociações desta semana.

Os Estados Unidos alegaram a falta de progressos nas conversações para vetar uma declaração conjunta, contra a opinião da China e da Coréia do Sul.

A quarta série de negociações está marcada para setembro em Pequim.



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Negociações terminam sem acordo sobre desarmamento norte-coreano

Da AFP

26/06/2004 | 10:29


A terceira série de negociações multilaterais, concluída neste sábado, em Pequim (China), não conseguiu chegar a um acordo sobre as modalidades e condições de um desarmamento nuclear da Coréia do Norte. As discussões tiveram a participação de membros do governo das duas Coréias, da China, da Rússia, do Japão e dos Estados Unidos.

Três rodadas de negociações nos últimos dez meses não conseguiram solucionar a crise iniciada em outubro de 2002, quando os Estados Unidos anunciaram que a Coréia do Norte desenvolvia um programa secreto de enriquecimento de urânio.

Atualmente, Pyongyang afirma que está disposta a abandonar seu arsenal nuclear, mas não reconhece a existência do programa relacionado ao urânio.

Porém, apesar de considerar um desmantelamento, exige que o bloqueio de seu programa seja imediatamente recompensado com uma ajuda de dois milhões de quilowatts de eletricidade, o equivalente a 2,6 milhões de toneladas de petróleo bruto.

Os Estados Unidos não aceitam uma simples paralisação e exigem que Pyongyang se comprometa a acabar com seu programa nuclear depois de um período preparatório de três meses, durante o qual Washington estaria disposto a examinar as necessidades econômicas e as garantias de segurança para o regime de Kim Jong-il.

"A Coréia do Norte está disposta a abandonar todas as suas armas nucleares e seus programas militares nucleares de forma transparente", declarou o chefe da delegação chinesa nas negociações, Wang Yi, durante uma entrevista coletiva.

Wang acrescentou que os principais pontos que ainda devem ser discutidos para acabar com a crise são o perímetro e os meios de acabar com o programa nuclear, além do perímetro de um futuro congelamento e suas contrapartidas.

"A Coréia do Norte e os Estados Unidos continuam com graves divergências nestas questões, mas essas divergências diminuíram", acrescentou.

Os Estados Unidos querem que a Coréia do Norte desmantele todos os seus programas nucleares.

A terceira série de negociações esteve a ponto de fracassar quando o chefe da delegação norte-coreana, Kim Kye-Gwan, disse ao representante norte-americano James Kelly que um grupo de pessoas e uma agência estavam interessadas em dotar a Coréia do Norte de armas nucleares para a realização de um teste nuclear.

No entanto, os Estados Unidos e a Coréia do Sul descartaram qualquer ameaça direta. O presidente dos EUA, George W. Bush, sempre disposto a acusar o Iraque de possuir armas de destruição em massa, afirmou que não era a primeira vez que os norte-coreanos falavam em mostrar seus meios dissuasivos.

No entanto, o Japão levou a ameaça a sério. Segundo a agência Kyodo, Pyongyang poderia ter testado um míssil de curto alcance um pouco antes do início das negociações desta semana.

Os Estados Unidos alegaram a falta de progressos nas conversações para vetar uma declaração conjunta, contra a opinião da China e da Coréia do Sul.

A quarta série de negociações está marcada para setembro em Pequim.

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