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Remoção de árvores ameaça reforma de praça

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após nove meses, Castelo Branco, no Centro, segue alvo de polêmica entre Prefeitura e conselho


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/04/2019 | 07:00


Após nove meses de polêmicas, discussões entre conselheiros do Meio Ambiente e do Patrimônio Histórico e secretários de Obras e Meio Ambiente de Diadema, a Prefeitura lançou edital para dar andamento à reforma da Praça Castelo Branco, no Centro. Em junho de 2018, o Diário mostrou que o projeto de construir no equipamento – o primeiro da cidade – um estacionamento revoltou moradores. Desde então, sucessivas reuniões têm sido realizadas, mas as divergências estão longe do fim.

A reforma vai contemplar sistema de drenagem, criação de 28 vagas de estacionamento e bicicletário e reabertura de via para tráfego de veículos (que consta no projeto original e hoje é calçadão). Haverá, também, retirada de árvores – está prevista supressão de cinco espécimes e remanejamento de 14 palmeiras. Neste caso, a administração argumenta que só serão removidas exemplares mortos.

Representante da sociedade civil e vice-presidente do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Diadema), Francisco de Assis Cardoso protesta sobre o corte das árvores e diz que o combinado com o governo era que nenhuma espécime fosse retirada. “Vamos tomar as medidas cabíveis para que seja executado como foi combinado.”

Secretário de Serviços e Obras, José Marcelo Marques afirma que a questão do corte das árvores será equacionado junto ao Condema. “Existe essa pendência, mas nada que possa travar o projeto. Ainda que tenhamos de cortar, podemos compensar, a legislação prevê isso e não haverá perdas ambientais, mas tudo será discutido”, conclui. 

Em 30 de março, a Prefeitura publicou, em Diário Oficial, edital para tomada de preços para a revitalização da praça e seu entorno. As propostas podem ser entregues até 16 de abril. Todo o projeto, com valor estimado em R$ 2,4 milhões e prazo de execução de oito meses, mostra que as reivindicações do Condepad (Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico, Documental, Artístico e Cultural de Diadema) foram atendidas, com a construção de monumento ao mosaico português – piso atual da praça que não será mantido, devido ao seu alto custo de manutenção e falta de mão de obra especializada – e dois totens que contem a história do local.

A Praça Castelo Branco é a primeira do município, ampliada e inaugurada com o nome atual em 1965, na gestão do ex-prefeito Lauro Michels, tio-avô do atual prefeito, Lauro Michels (PV). O equipamento sofre com a deterioração do piso, precisa de obras de drenagem – que estão contempladas no projeto, além de melhorias em iluminação.



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Remoção de árvores ameaça reforma de praça

Após nove meses, Castelo Branco, no Centro, segue alvo de polêmica entre Prefeitura e conselho

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

07/04/2019 | 07:00


Após nove meses de polêmicas, discussões entre conselheiros do Meio Ambiente e do Patrimônio Histórico e secretários de Obras e Meio Ambiente de Diadema, a Prefeitura lançou edital para dar andamento à reforma da Praça Castelo Branco, no Centro. Em junho de 2018, o Diário mostrou que o projeto de construir no equipamento – o primeiro da cidade – um estacionamento revoltou moradores. Desde então, sucessivas reuniões têm sido realizadas, mas as divergências estão longe do fim.

A reforma vai contemplar sistema de drenagem, criação de 28 vagas de estacionamento e bicicletário e reabertura de via para tráfego de veículos (que consta no projeto original e hoje é calçadão). Haverá, também, retirada de árvores – está prevista supressão de cinco espécimes e remanejamento de 14 palmeiras. Neste caso, a administração argumenta que só serão removidas exemplares mortos.

Representante da sociedade civil e vice-presidente do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Diadema), Francisco de Assis Cardoso protesta sobre o corte das árvores e diz que o combinado com o governo era que nenhuma espécime fosse retirada. “Vamos tomar as medidas cabíveis para que seja executado como foi combinado.”

Secretário de Serviços e Obras, José Marcelo Marques afirma que a questão do corte das árvores será equacionado junto ao Condema. “Existe essa pendência, mas nada que possa travar o projeto. Ainda que tenhamos de cortar, podemos compensar, a legislação prevê isso e não haverá perdas ambientais, mas tudo será discutido”, conclui. 

Em 30 de março, a Prefeitura publicou, em Diário Oficial, edital para tomada de preços para a revitalização da praça e seu entorno. As propostas podem ser entregues até 16 de abril. Todo o projeto, com valor estimado em R$ 2,4 milhões e prazo de execução de oito meses, mostra que as reivindicações do Condepad (Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico, Documental, Artístico e Cultural de Diadema) foram atendidas, com a construção de monumento ao mosaico português – piso atual da praça que não será mantido, devido ao seu alto custo de manutenção e falta de mão de obra especializada – e dois totens que contem a história do local.

A Praça Castelo Branco é a primeira do município, ampliada e inaugurada com o nome atual em 1965, na gestão do ex-prefeito Lauro Michels, tio-avô do atual prefeito, Lauro Michels (PV). O equipamento sofre com a deterioração do piso, precisa de obras de drenagem – que estão contempladas no projeto, além de melhorias em iluminação.

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