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Preços de alimentos puxam a inflação


Da AE

12/01/2008 | 07:02


A inflação de 2007 (4,46%) mostra uma alteração de perfil: os produtos com preços administrados, como telefone e remédios, deixaram de pressionar o índice.

No ano passado, os alimentos foram responsáveis por cerca da metade do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), correspondendo a 2,21 ponto percentual dos 4 46% do índice fechado.

A avaliação foi feita pela coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes. Ela informou que desde 2002, quando houve o "choque cambial" o instituto passou a observar queda crescente da inflação, "convergindo para números cada vez menores e com estabilização".

O IPCA, que mede a inflação oficial do País, tinha ficado em 12 53% em 2002; 9,30%; 7,60% em 2004; 5,69% em 2005; e 3,14% em 2006.

Eulina Nunes avaliou que foram os alimentos, que estão sujeitos a uma série de influências internas e externas, os responsáveis por alterar esse movimento.

"No Brasil, a questão climática, que afetou fortemente as lavouras de feijão, levou a mais do que dobrar os preços do produto, por exemplo.

Já a seca na Austrália, prejudicou a exportação desse país e os interesses dos Estados Unidos, com aumento do plantio de milho em seu território, em detrimento da soja, fez com que os preços dos produtos aumentassem", explicou Eulina Nunes.

Os alimentos, com peso de 21,44% na despesa das famílias, ficaram 10,79% mais caros em 2007. O item carnes, que teve aumento de 22,15%, deteve a maior contribuição no IPCA de 2007: 0,39 ponto percentual. Em seguida, veio leite e derivados, com alta de 19,79% e contribuição de 0,36 ponto percentual.

Os preços dos feijões chegaram a aumentar, em média, 109,20% e representaram a terceira maior contribuição no IPCA de 2007: 0 31 ponto percentual.

Para 2008, a economista do IBGE acredita que alimentos e bebidas devem continuar sendo "foco de atenção."



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