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A realidade é cruel


Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 23:59


A empolgação com a chegada das primeiras doses da vacina que combate a Covid-19 e a alegria estampada nos rostos das pessoas que tiveram a primazia de serem imunizadas já são notícias velhas. A novidade da véspera foi suplantada ontem pela ocupação total dos leitos destinados aos infectados pela doença em Mauá. Informação que ilustra o momento complicado que o Grande ABC atravessa. A elevação de casos e de mortes oferece grandes chances de que as sete cidades recuem de fase na reclassificação do Plano São Paulo, antecipado pelo governo estadual para amanhã, e que significará mais restrições de atendimento para o comércio considerado não essencial.

O mais preocupante é que em Mauá, especificamente no Hospital Doutor Radamés Nardini, são atendidos também os pacientes em estado grave de Ribeirão Pires e de Rio Grande da Serra.

Diante disso, as autoridades mauaenses buscaram auxílio no Consórcio Intermunicipal. Solicitando aos vizinhos com melhores condições em seus equipamentos de saúde que abriguem os doentes. Receberam sinal positivo. Aliás, não se esperava outra coisa dos municípios da região. Entretanto, o quadro não é favorável para ninguém. Em Santo André, 64% das acomodações em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estão preenchidas. Em São Bernardo atingem 58,94% e em São Caetano, 48,5%.

Mais triste é perceber que, mesmo diante da gravidade do problema, muitas são as pessoas que desrespeitam as regras sanitárias. Abusam, se colocam em risco e ainda contribuem para o avanço do coronavírus. Que parte deste terrível enredo ainda não entenderam?

Complicado também ver os tropeços dos responsáveis pela diplomacia brasileira. Entre bravatas nas redes sociais, atitudes negacionistas e posições equivocadas, afastaram o País dos fornecedores de insumos para a fabricação de vacinas. Diante de tudo isso, o vírus agradece e segue firme e forte na crista da (segunda?) onda.



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A realidade é cruel

Do Diário do Grande ABC

20/01/2021 | 23:59


A empolgação com a chegada das primeiras doses da vacina que combate a Covid-19 e a alegria estampada nos rostos das pessoas que tiveram a primazia de serem imunizadas já são notícias velhas. A novidade da véspera foi suplantada ontem pela ocupação total dos leitos destinados aos infectados pela doença em Mauá. Informação que ilustra o momento complicado que o Grande ABC atravessa. A elevação de casos e de mortes oferece grandes chances de que as sete cidades recuem de fase na reclassificação do Plano São Paulo, antecipado pelo governo estadual para amanhã, e que significará mais restrições de atendimento para o comércio considerado não essencial.

O mais preocupante é que em Mauá, especificamente no Hospital Doutor Radamés Nardini, são atendidos também os pacientes em estado grave de Ribeirão Pires e de Rio Grande da Serra.

Diante disso, as autoridades mauaenses buscaram auxílio no Consórcio Intermunicipal. Solicitando aos vizinhos com melhores condições em seus equipamentos de saúde que abriguem os doentes. Receberam sinal positivo. Aliás, não se esperava outra coisa dos municípios da região. Entretanto, o quadro não é favorável para ninguém. Em Santo André, 64% das acomodações em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estão preenchidas. Em São Bernardo atingem 58,94% e em São Caetano, 48,5%.

Mais triste é perceber que, mesmo diante da gravidade do problema, muitas são as pessoas que desrespeitam as regras sanitárias. Abusam, se colocam em risco e ainda contribuem para o avanço do coronavírus. Que parte deste terrível enredo ainda não entenderam?

Complicado também ver os tropeços dos responsáveis pela diplomacia brasileira. Entre bravatas nas redes sociais, atitudes negacionistas e posições equivocadas, afastaram o País dos fornecedores de insumos para a fabricação de vacinas. Diante de tudo isso, o vírus agradece e segue firme e forte na crista da (segunda?) onda.

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