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Com boa forma física, Super Zé continua "voando baixo" no Palmeiras aos 42 anos

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


26/11/2016 | 06:50


O final da temporada, com a provável conquista de seu 13.º título de sua carreira, não significa necessariamente a aposentadoria do lateral-esquerdo Zé Roberto, que vai completar 43 anos na metade do ano que vem. Membros da comissão técnica do Palmeiras já apostam que o veterano vá mais um pouco adiante, mesmo depois de ganhar o título do Campeonato Brasileiro, inédito em sua carreira. O motivo do otimismo é simples: a composição genética do Super Zé.

"Se eu tivesse a genética dele, e essa estrutura de treinamento, não encerraria a minha carreira de jogador", disse, em tom de conselho, o coordenador científico Altamiro Bottino. No caso de José Roberto da Silva Junior, a genética se traduz em diversas características corporais que, segundo os palmeirenses, estão "acima da curva" do desempenho da maioria os atletas. A principal delas é a composição muscular.

O jogador tem um equilíbrio entre fibras lentas, de velocidade e mistas. As fibras lentas são ligadas à resistência; as de velocidade se relacionam à potência e à velocidade. Como o futebol tem exigência mista (aeróbica e anaeróbica), os jogadores que possuem mais fibras mistas levam vantagem.

Outra característica importante é o baixíssimo porcentual de gordura corporal. De acordo com os relatórios, são apenas 6%, o mesmo índice da juventude, enquanto que a média dos outros atletas do futebol brasileiro é de 11% e 12%. "O baixo porcentual de gordura permite que ele tenha boa capacidade muscular e seja leve", explicou o médico Gustavo Magliocca.

Um dos sinais mais característicos desta composição é o abdômen "trincado", resultado da definição dos músculos, que ficam aparentes sem a cobertura de gordura. O jogador se orgulhava de tirar a camisa quando era apresentado em um novo clube. Foi assim no Grêmio, Santos e Palmeiras. Nos últimos anos, a mulher Luciana pediu ao marido que evitasse a exibição.

Zé Roberto também tem um tempo de recuperação menor. Enquanto o jogador do Palmeiras fica inteiro entre 24 e 48 horas após as atividades, outros atletas precisam de 48 a 72 horas. Por isso, ele se tornou titular absoluto e fez 25 jogos no Campeonato Brasileiro, sendo utilizado como lateral e também como meia. Na temporada, já são 45 partidas. Vale lembrar que ele percorre entre 9 e 11 quilômetros por jogo.

CABEÇA - Bottino explica que Zé Roberto potencializa a sua composição genética com uma disciplina que também está acima da média. "Nós controlamos o jogador durante o período em que ele está no clube. Em grande parte do tempo, ele precisa se cuidar", explicou. "Muitos jogadores, no mundo todo, ficam devendo na disciplina", avaliou.

Neste quesito estão a preocupação com sono e alimentação, por exemplo. Por contra própria, Zé Roberto costuma iniciar os treinos da pré-temporada duas semanas antes do grupo. Além disso, gosta de se exercitar na piscina após os treinos para facilitar a recuperação. "Tive de fazer várias renúncias para jogar em um time grande com 42 anos em alto nível. Isso me dá o direito de decidir no fim do ano se continuo ou se paro", disse o Super Zé.



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