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UPAs ainda no esqueleto
são prometidas para março

Das três em obras em Santo André, duas correm risco de
atrasar; só a da Sacadura Cabral está em fase avançada


Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

31/01/2012 | 07:00


As obras de duas das três Unidades de Pronto Atendimento que ainda estão no esqueleto serão inauguradas em março, garante a Prefeitura de Santo André. A única em fase avançada de construção é a da Vila Sacadura Cabral. Os trabalhos no Jardim Santo André e na UPA do Centro estão mais lentos. Tanto que, segundo o responsável pelas obras na região central, localizada à Rua Agenor de Camargo, a unidade será entregue apenas em julho. No entanto, a administração reiterou que o prazo se mantém para o fim do primeiro trimestre e prometeu se posicionar hoje sobre o assunto.

O prefeito Aidan Ravin (PTB) assinou a ordem de serviço em setembro, mas as obras começaram quase três meses depois. Apenas a parte da estrutura metálica foi presa ao chão. "Nosso cronograma é para entregar em julho", revelou o responsável pelas obras, contratado de empresa terceirizada.

Além disso, as obras têm tirado o sono do comerciante Benjamim Sneider, 63 anos. Sua loja de móveis usados fica ao lado do canteiro e a parede que faz divisa com a UPA estava, até pouco tempo, sobrecarregada por terra.

O acúmulo foi dissolvido na última enchente, há cerca de 15 dias, e a lama invadiu metade da loja, além de ter causado infiltrações e constante umidade. Móveis e colchões foram destruídos. "Entre produtos e reparos estruturais estimo o prejuízo de R$ 60 mil. Estou há 43 anos aqui e nunca aconteceu algo parecido. O máximo que ocorre é entupir o bueiro", disse o proprietário, que prometeu entrar com ação judicial contra a empresa e a Prefeitura caso não receba ressarcimento dos danos. "O fiscal da Defesa Civil ficou de voltar, mas até agora nada."

A solicitação feita ao Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André e também junto à Defesa Civil foi registrada dia 17.

Desconfiança

Já a unidade do Jardim Santo André sofreu paralisação em dezembro, de acordo com moradores ouvidos pelo Diário. A Prefeitura não confirmou o problema, mas prometeu esclarecer a situação ainda hoje.

Neste mês, os trabalhos foram retomados e o responsável pela obra adiantou que a unidade será entregue no mesmo mês, apesar da desconfiança da população. "Em março? Nós esperamos, mas nem se trabalharem 24 horas vão conseguir inaugurar nesse prazo", opinou o motorista Cícero da Silva, 59 anos. Essa é a única UPA classificada como tipo 3, que abrange área de até 300 mil pessoas e pode receber 450 pacientes por dia. Cada uma custa, em média, R$ 1,5 milhão. A construção é feita em parceria com o governo federal.

Em abril, o então secretário de Saúde, Nilson Bonome, afirmou que outras quatro unidades seriam entregues neste ano na cidade.



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UPAs ainda no esqueleto
são prometidas para março

Das três em obras em Santo André, duas correm risco de
atrasar; só a da Sacadura Cabral está em fase avançada

Maíra Sanches
Do Diário do Grande ABC

31/01/2012 | 07:00


As obras de duas das três Unidades de Pronto Atendimento que ainda estão no esqueleto serão inauguradas em março, garante a Prefeitura de Santo André. A única em fase avançada de construção é a da Vila Sacadura Cabral. Os trabalhos no Jardim Santo André e na UPA do Centro estão mais lentos. Tanto que, segundo o responsável pelas obras na região central, localizada à Rua Agenor de Camargo, a unidade será entregue apenas em julho. No entanto, a administração reiterou que o prazo se mantém para o fim do primeiro trimestre e prometeu se posicionar hoje sobre o assunto.

O prefeito Aidan Ravin (PTB) assinou a ordem de serviço em setembro, mas as obras começaram quase três meses depois. Apenas a parte da estrutura metálica foi presa ao chão. "Nosso cronograma é para entregar em julho", revelou o responsável pelas obras, contratado de empresa terceirizada.

Além disso, as obras têm tirado o sono do comerciante Benjamim Sneider, 63 anos. Sua loja de móveis usados fica ao lado do canteiro e a parede que faz divisa com a UPA estava, até pouco tempo, sobrecarregada por terra.

O acúmulo foi dissolvido na última enchente, há cerca de 15 dias, e a lama invadiu metade da loja, além de ter causado infiltrações e constante umidade. Móveis e colchões foram destruídos. "Entre produtos e reparos estruturais estimo o prejuízo de R$ 60 mil. Estou há 43 anos aqui e nunca aconteceu algo parecido. O máximo que ocorre é entupir o bueiro", disse o proprietário, que prometeu entrar com ação judicial contra a empresa e a Prefeitura caso não receba ressarcimento dos danos. "O fiscal da Defesa Civil ficou de voltar, mas até agora nada."

A solicitação feita ao Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André e também junto à Defesa Civil foi registrada dia 17.

Desconfiança

Já a unidade do Jardim Santo André sofreu paralisação em dezembro, de acordo com moradores ouvidos pelo Diário. A Prefeitura não confirmou o problema, mas prometeu esclarecer a situação ainda hoje.

Neste mês, os trabalhos foram retomados e o responsável pela obra adiantou que a unidade será entregue no mesmo mês, apesar da desconfiança da população. "Em março? Nós esperamos, mas nem se trabalharem 24 horas vão conseguir inaugurar nesse prazo", opinou o motorista Cícero da Silva, 59 anos. Essa é a única UPA classificada como tipo 3, que abrange área de até 300 mil pessoas e pode receber 450 pacientes por dia. Cada uma custa, em média, R$ 1,5 milhão. A construção é feita em parceria com o governo federal.

Em abril, o então secretário de Saúde, Nilson Bonome, afirmou que outras quatro unidades seriam entregues neste ano na cidade.

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