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Daslu entra com pedido de recuperação judicial



10/07/2010 | 07:10


Foi encaminhado à Vara de Recuperações Judiciais da cidade de São Paulo, na fim da tarde de quinta-feira, o pedido de recuperação judicial da Daslu, a mais famosa marca de luxo do Brasil.

Com dívida na casa dos R$ 80 milhões, Eliana Tranchesi, dona do empreendimento, teve várias reuniões com um grupo de credores e o advogado da empresa, Thomas Felsberg. O encontro, na sede da Daslu, durou quase duas horas.

Eliana foi a primeira a falar ao grupo. Segundo um dos presentes, ela pediu aos credores que confiassem numa solução favorável a todos. Em seguida, foi a vez de Felsberg explicar o processo de recuperação. A empresa diz que os salários estão em dia e que não haverá demissões. Cerca de 500 pessoas fazem parte do quadro de funcionários da Daslu, que funcionou normalmente.

Anunciado o pedido de recuperação judicial, o próximo passo é a apresentação de um plano com a previsão dos pagamento das dívidas, o que deve acontecer em 60 dias - prazo comum em casos como este. A proposta tem de ser aprovada pelos credores para que o processo de recuperação avance na Justiça. Por ora, Eliana evita falar sobre a possibilidade de se desfazer da empresa, fundada há 52 anos, mas trabalha com a hipótese de, aprovado o plano, atrair um investidor interessado em capitalizar o negócio, desde que possa se manter no controle.

Além da conversa com os credores, Eliana também mandou uma carta aos clientes e colaboradores. No texto, ela diz que se trata de um "processo planejado de reestruturação que tem por objetivo equacionar e solucionar os problemas que a Daslu tem enfrentado desde 2005".

Naquele ano, a empresária foi presa durante a Operação Narciso, sob a acusação de sonegação fiscal nos processos de importação de mercadorias. Os dias de loja cheia de clientes desfilando com sacolas ficaram cada vez mais raros e a empresária procurou outras formas de receita para reforçar o caixa. O Terraço Daslu passou a abrigar desde feiras de casamento e leilões de gado até eventos de luta livre.

Em abril, a Daslu passou por outra reviravolta, com o anúncio de que o grupo de Carlos Jereissati, dono do Iguatemi, passaria a administrar a Villa Daslu, onde funciona a operação da empresa. O prédio e o terreno pertencem à WTorre Empreendimentos Imobiliários. Em maio, mais uma mudança, quando foi anunciado que o negócio de Eliana deixaria a área de 4.800 m² para se tornar loja-âncora do novo shopping JK Iguatemi - empreendimento vizinho, que pertence à família Jereissati. A previsão é que a mudança ocorra até dezembro de 2011. A Daslu deve ocupar uma área de 3 mil m².



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Daslu entra com pedido de recuperação judicial


10/07/2010 | 07:10


Foi encaminhado à Vara de Recuperações Judiciais da cidade de São Paulo, na fim da tarde de quinta-feira, o pedido de recuperação judicial da Daslu, a mais famosa marca de luxo do Brasil.

Com dívida na casa dos R$ 80 milhões, Eliana Tranchesi, dona do empreendimento, teve várias reuniões com um grupo de credores e o advogado da empresa, Thomas Felsberg. O encontro, na sede da Daslu, durou quase duas horas.

Eliana foi a primeira a falar ao grupo. Segundo um dos presentes, ela pediu aos credores que confiassem numa solução favorável a todos. Em seguida, foi a vez de Felsberg explicar o processo de recuperação. A empresa diz que os salários estão em dia e que não haverá demissões. Cerca de 500 pessoas fazem parte do quadro de funcionários da Daslu, que funcionou normalmente.

Anunciado o pedido de recuperação judicial, o próximo passo é a apresentação de um plano com a previsão dos pagamento das dívidas, o que deve acontecer em 60 dias - prazo comum em casos como este. A proposta tem de ser aprovada pelos credores para que o processo de recuperação avance na Justiça. Por ora, Eliana evita falar sobre a possibilidade de se desfazer da empresa, fundada há 52 anos, mas trabalha com a hipótese de, aprovado o plano, atrair um investidor interessado em capitalizar o negócio, desde que possa se manter no controle.

Além da conversa com os credores, Eliana também mandou uma carta aos clientes e colaboradores. No texto, ela diz que se trata de um "processo planejado de reestruturação que tem por objetivo equacionar e solucionar os problemas que a Daslu tem enfrentado desde 2005".

Naquele ano, a empresária foi presa durante a Operação Narciso, sob a acusação de sonegação fiscal nos processos de importação de mercadorias. Os dias de loja cheia de clientes desfilando com sacolas ficaram cada vez mais raros e a empresária procurou outras formas de receita para reforçar o caixa. O Terraço Daslu passou a abrigar desde feiras de casamento e leilões de gado até eventos de luta livre.

Em abril, a Daslu passou por outra reviravolta, com o anúncio de que o grupo de Carlos Jereissati, dono do Iguatemi, passaria a administrar a Villa Daslu, onde funciona a operação da empresa. O prédio e o terreno pertencem à WTorre Empreendimentos Imobiliários. Em maio, mais uma mudança, quando foi anunciado que o negócio de Eliana deixaria a área de 4.800 m² para se tornar loja-âncora do novo shopping JK Iguatemi - empreendimento vizinho, que pertence à família Jereissati. A previsão é que a mudança ocorra até dezembro de 2011. A Daslu deve ocupar uma área de 3 mil m².

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