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Estação Mir perde orientação pouco antes de sua destruição


Das Agências

18/01/2001 | 13:38


A estação espacial russa Mir apresentou um novo problema nesta quinta-feira, perdeu sua orientação seis semanas antes da destruição programada, o que obrigou a agência espacial russa a adiar o lançamento da nave encarregada de lhe dar o ‘‘impulso mortal’’.

‘‘A Mir continua em órbita, mas não está orientada como deveria em relação ao sol. O sistema encarregado de estabilizar a estação no espaço foi prejudicado por um problema nas baterias da estação, que são velhas e funcionam mal’’, explicou a assessoria de imprensa do Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia (TSOUP).

‘‘As baterias se descarregaram e falta eletricidade na estação’’, acrescentou a fonte. ‘‘Esta não é a primeira vez que isto ocorre com a Mir. Nós controlamos a situação’’, assegurou. O TSOUP espera restabelecer o funcionamento do sistema encarregado de estabilizar a estação.

‘‘Não há nenhum risco de queda descontrolada da estação’’, afirmou o porta-voz da agência espacial russa, Serguei Gorbunov.

‘‘Mantemos o contato por rádio com a estação’’, afirmou o TSOUP, acrescentando que este novo episódio da Mir não requer o envio de tripulação à estação.

Três tripulações estão sendo treinadas na Cidade da Estrelas há três meses, próximo de Moscou, e estão preparadas para intervir a qualquer momento se surgir algum problema com a nave Progress ou com a Mir.

O lançamento da Progress foi adiado por três ou quatro dias, já que é impossível realizar a operação nas atuais condições, avaliou o PSOUP. ‘‘A nave deve ser lançada entre domingo e quarta-feira da semana que vem’’, afirmou Gorbunov.

A Progress e seu lançador Soyuz tinham sido transportados na terça-feira ao perímetro de lançamento de Baikonur (Casaquistão), de onde deveriam partir rumo a Mir nesta quinta-feira.

A destruição da estação espacial em órbita há 15 anos está prevista para o início de março. Na terça-feira, a agência espacial russa tinha afirmado que a destruição da Mir aconteceria no mais tardar no dia 6 de março.

‘‘Até o momento, a data da operação não mudou’’ , asseguraram nesta quinta-feira tanto o TSOUP quanto a agência espacial.

A Progress dará à estação uma série de impulsos que permitirão trazer para a atmosfera as 130 toneladas da Mir, onde a estação vai se desintegrar. Seus destroços, alguns pesando até 700 kg, cairão sobre uma região desabitada do oceano Pacífico, entre a Austrália e a América do Sul.

‘‘É a primeira vez na história da conquista do espaço que se vai destruir um aparato tão grande. Vamos tomar medidas de segurança sem precedentes’’, declarou na terça-feira passada o porta-voz da agência espacial russa.

Segundo Gorbunov, a Rússia poderia recorrer aos Estados Unidos, à França, e à Austrália para pedir ajuda tecnológica para garantir a destruição da Mir com toda segurança.

O Ministério das Relações Exteriores russo se comprometeu a manter os outros países informados de todos os detalhes da operação. No último dia 25, o TOSOUP perdeu contato pelo rádio com a Mir durante 20 horas, o que suscitou receio de uma queda descontrolada da estação.



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Estação Mir perde orientação pouco antes de sua destruição

Das Agências

18/01/2001 | 13:38


A estação espacial russa Mir apresentou um novo problema nesta quinta-feira, perdeu sua orientação seis semanas antes da destruição programada, o que obrigou a agência espacial russa a adiar o lançamento da nave encarregada de lhe dar o ‘‘impulso mortal’’.

‘‘A Mir continua em órbita, mas não está orientada como deveria em relação ao sol. O sistema encarregado de estabilizar a estação no espaço foi prejudicado por um problema nas baterias da estação, que são velhas e funcionam mal’’, explicou a assessoria de imprensa do Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia (TSOUP).

‘‘As baterias se descarregaram e falta eletricidade na estação’’, acrescentou a fonte. ‘‘Esta não é a primeira vez que isto ocorre com a Mir. Nós controlamos a situação’’, assegurou. O TSOUP espera restabelecer o funcionamento do sistema encarregado de estabilizar a estação.

‘‘Não há nenhum risco de queda descontrolada da estação’’, afirmou o porta-voz da agência espacial russa, Serguei Gorbunov.

‘‘Mantemos o contato por rádio com a estação’’, afirmou o TSOUP, acrescentando que este novo episódio da Mir não requer o envio de tripulação à estação.

Três tripulações estão sendo treinadas na Cidade da Estrelas há três meses, próximo de Moscou, e estão preparadas para intervir a qualquer momento se surgir algum problema com a nave Progress ou com a Mir.

O lançamento da Progress foi adiado por três ou quatro dias, já que é impossível realizar a operação nas atuais condições, avaliou o PSOUP. ‘‘A nave deve ser lançada entre domingo e quarta-feira da semana que vem’’, afirmou Gorbunov.

A Progress e seu lançador Soyuz tinham sido transportados na terça-feira ao perímetro de lançamento de Baikonur (Casaquistão), de onde deveriam partir rumo a Mir nesta quinta-feira.

A destruição da estação espacial em órbita há 15 anos está prevista para o início de março. Na terça-feira, a agência espacial russa tinha afirmado que a destruição da Mir aconteceria no mais tardar no dia 6 de março.

‘‘Até o momento, a data da operação não mudou’’ , asseguraram nesta quinta-feira tanto o TSOUP quanto a agência espacial.

A Progress dará à estação uma série de impulsos que permitirão trazer para a atmosfera as 130 toneladas da Mir, onde a estação vai se desintegrar. Seus destroços, alguns pesando até 700 kg, cairão sobre uma região desabitada do oceano Pacífico, entre a Austrália e a América do Sul.

‘‘É a primeira vez na história da conquista do espaço que se vai destruir um aparato tão grande. Vamos tomar medidas de segurança sem precedentes’’, declarou na terça-feira passada o porta-voz da agência espacial russa.

Segundo Gorbunov, a Rússia poderia recorrer aos Estados Unidos, à França, e à Austrália para pedir ajuda tecnológica para garantir a destruição da Mir com toda segurança.

O Ministério das Relações Exteriores russo se comprometeu a manter os outros países informados de todos os detalhes da operação. No último dia 25, o TOSOUP perdeu contato pelo rádio com a Mir durante 20 horas, o que suscitou receio de uma queda descontrolada da estação.

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