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Makro anuncia construção de unidade em Santo André


Isaías Dalle
Do Diário do Grande ABC

26/04/2005 | 13:39


O Makro Atacadista, grupo de 48 lojas que faturou R$ 3,4 bilhões em 2004, anunciou segunda-feira que vai construir uma segunda unidade na região, na cidade de Santo André, que estará pronta e operando até o terceiro trimestre deste ano. Serão investidos, inicialmente, R$ 15 milhões na construção e nos equipamentos da nova loja, com recursos próprios.

O projeto faz parte de um plano de expansão do grupo no Grande ABC, que inclui a ampliação e modernização da unidade Anchieta, reinaugurada segunda-feira, em que foram investidos R$ 4 milhões.

A decisão de construir uma segunda loja na região decorre de uma pesquisa, feita pela própria empresa, que mostra crescimento em torno de 10% no número de pequenos e médios estabelecimentos comerciais no Grande ABC, entre 2003 e 2004. Esse tipo de comércio – mercearias, restaurantes e lanchonetes – é o principal cliente do grupo. “Descobrimos que há grande potencial para justificar um empreendimento por aqui. Nosso investimento já está decidido”, afirma o gerente de serviços a clientes do Makro, Roberto Ribeiro. A nova loja deve criar aproximadamente 150 empregos diretos.

A direção do Makro está procurando um terreno em Santo André, de preferência na avenida dos Estados, pela facilidade de acesso. O critério, por sinal, é a segunda razão para o grupo decidir pela abertura de nova unidade na área dos sete municípios. Na avaliação de Ribeiro, uma única loja, na via Anchieta, força grande parte dos comerciantes a longos deslocamentos, o que é sempre um desestímulo.

Os investimentos são anunciados no momento em que o grupo confirma a liderança entre os atacadistas brasileiros. Estudo da Abad (Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores) mostra que o Makro ficou à frente com folga. O segundo colocado, o grupo mineiro Martins, faturou R$ 2,4 bilhões em 2004. O setor, segundo a Abad, vendeu R$ 76,5 bilhões no ano passado, crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior. Para o Makro, no mesmo período, o crescimento nos negócios foi maior que a média setorial, atingindo 14%.

Segundo a Abad, 50% dos 900 mil pontos de venda formais do país são pequenos e médios estabelecimentos que, abastecidos pelos atacadistas, ajudaram a alavancar o segmento. Os pequenos já detêm 39% de participação no total das vendas do comércio, o que confirmaria tendência de as pessoas preferirem fazer compras perto de onde moram ou trabalham.

Marketing – Para atrair clientes, o Makro aposta em sua fórmula de não exigir quantidades mínimas de compra, nem definir periodicidade. Os comerciantes podem comprar uma única caixa de determinado produto. “Isso permite que, mesmo com pequeno capital de giro, o cliente leve mais variedade de produtos para seu estabelecimento”, explica Ribeiro.

Apesar de o Makro exigir que o cliente seja cadastrado e utilize um cartão de afiliado para realizar compras, não cobra nenhuma taxa ou anuidade, mesmo esquema utilizado por cooperativas de varejo, como a Coop e a Coopervolks, que atuam em todo o Grande ABC, e pelo Atacadão, de Santo André. O concorrente Sam‘s Club, com lojas em Santo André e São Caetano, cobra taxa de anuidade.


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