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Annan condena assassinato de Hariri e pede moderação a libaneses


Da AFP

14/02/2005 | 18:31


O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, condenou firmemente o "cruel assassinato político" do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri e pediu moderação a todos os libaneses.

Annan expressou sua comoção e tristeza pela morte de Hariri, que considerou "uma imensa perda para o Líbano, a região e a comunidade internacional", segundo um comunicado lido pelo porta-voz da ONU, Fred Eckhard.

"Sempre será recordado por sua dedicação ao povo libanês, por seu sucesso como homem de Estado e de negócios, por seus enormes êxitos na reconstrução do Líbano depois do conflito tão longo e desagradável que viveu, e por seu valor e sua franqueza em público e privado", declarou Annan.

Depois de condenar "aqueles que instigaram, planejaram e executaram o cruel assassinato político", ressaltou que tais atos representam "uma reversão no capítulo da história do Líbano que pensava que se tinha superado". "É imperativo que a já frágil situação da região não se desestabilize ainda mais", especificou.

Deste modo, pediu que todos os libaneses exerçam "a máxima moderação" e utilizem meios pacíficos para apoiar suas aspirações nacionais de conseguir a soberania plena, a independência e a integridade territorial.

O porta-voz da ONU interpretou o assassinato de Hariri como "um sinal de alerta" e manifestou que esperava que este ato não signifique "o retorno aos dias de destruição e morte da guerra civil". Por sua vez, o atual presidente do Conselho de Segurança, o embaixador de Benin, Joel Adechi, também condenou o atentado em nome de todos os membros deste órgão de máxima decisão da ONU.

O Conselho se reunirá ainda hoje para redigir uma declaração presidencial sobre a situação no Líbano e de condenação ao assassinato de Hariri. Também está à espera de receber o último relatório do recém-nomeado enviado especial da ONU para o cumprimento da resolução 1559, Terse Roed-Larsen, que acaba de regressar de uma viagem pela região.

Esta resolução, adotada em 2 de setembro, pedia à Síria que retirasse todas suas forças do Líbano e instava ao governo libanês a desmantelar todas suas milícias tanto autóctones como estrangeiras. Cerca de 30 mil tropas sírias entraram no Líbano em 1976 com um mandato da Liga Árabe para mediar na guerra civil que arrasou este país entre 1975 e 1990. Na atualidade, há 15 mil soldados sírios em território libanês.

Ambos os países estão unidos por um tratado de Amizade, Irmandade e Cooperação assinado em 1990, depois do final do conflito fratricida, e acolhendo-se a este acordo a Síria continua movimentando os fios da política no Líbano.



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