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Confecção para pets duplica faturamento

Ari Paleta/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luluxo, de Ribeirão, ganha mercado, com venda
de mais de 60 itens, entre roupas e acessórios


Leone Farias

17/11/2014 | 07:07


O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos (37,1 milhões e 21,3 milhões, respectivamente) do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Também está entre os mercados emergentes com mais rápido crescimento de vendas de itens e serviços para pets, puxado pela ascensão da classe média e por ganhos salariais da população, de acordo com a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos Animais de Estimação). Neste ano, o setor deve crescer 8% em relação a 2013, quando as vendas atingiram R$ 15,2 bilhões.
Com todo esse potencial a ser explorado, empresa de Ribeirão Pires vem ganhando espaço e se consolidando. Trata-se da Luluxo, confecção aberta em 2007 e que deve duplicar o faturamento em 2014 na comparação com o ano passado – a empresa não divulga os valores –, ao oferecer variedade de mais de 60 modelos de peças, entre roupas e acessórios para animais de estimação – que incluem pijamas, coletes, vestidos, camisas esportivas, macacões, bandanas, cachecóis, capas de chuva, mantas, edredons, sacos de dormir e caminhas. Neste ano, a sócia Eliane Dias Soares projeta vender em torno de 30 mil peças.
Eliane cita que a preocupação em oferecer itens de qualidade, e a custos acessíveis, para atingir tanto o público mais sofisticado quanto consumidor de baixa renda tem sido um dos diferenciais que permitem ampliar a aceitação no mercado. Para 2015, sua expectativa é crescer, pelo menos, mais 60% em vendas.
Ela conta que o início do negócio se deu quase por acaso. Em meio a problemas familiares, como a depressão e a perda de emprego do marido, Rogério Eduardo Ferreira Soares, 52 anos, ambos conheceram costureira que fazia roupinhas para cães de forma simples, a partir de retalhos. Pensaram então que poderiam ingressar no ramo, mas fazendo itens bem acabados, com estilo que agregasse valor à marca.
Formada em Odontologia e há 25 anos atuando como cirurgiã-dentista, Eliane manteve as duas atividades de forma paralela – embora hoje dedique apenas dois dias da semana ao consultório –, mas se aprofundou na confecção para pets, com a ajuda do marido, que é analista de sistemas, e da filha, Ester, 24, que fez faculdade de Design de Moda no Senac.
A empresária de 51 anos, que havia feito curso de corte e costura aos 15, buscou se aprimorar. “Tive de aprender modelagem”, disse. Ela contou ainda com o apoio do Sebrae, que a convidou para participar do projeto VIC (Vestindo e Investindo Confeccionistas), que reúne há dois anos confecções da região para participarem de programas conjuntos de capacitação em gestão e marketing, por exemplo.

Empresa planeja expansão para 2015

casal de empresários Eliane e Rogério Soares já planeja a ampliação da Luluxo, para dar conta do aumento da demanda. Entre os projetos está o de alugar, a partir de 2015, outro espaço em Ribeirão Pires para ter área maior de estoques, e ainda investir em torno de R$ 15 mil em reforma e aquisição de equipamentos, como máquina de corte, para aumentar a capacidade fabril, e contratar designer e costureiras. Hoje são seis funcionários internos (sem contar os dois sócios) e três externos.
Recente participação na feira Pet South America, em outubro, mostrou que as perspectivas seguem promissoras. Só o evento ajudou a alavancar dez dias de produção. E a empresa, que também se lançou há pouco tempo na internet (https://pt-br.facebook.com/luluxomodapet), também passou a receber pedidos do Brasil inteiro. A Luluxo, que atende hoje mais de 400 clientes, entre lojistas, atacadistas e canis (a companhia não atua no varejo diretamente), também tem planos de chegar ao mercado externo. Para isso, Eliane afirma que ainda é preciso se preparar melhor, mas interessados não faltam. Já recebeu contatos de Portugal. A empresária cita que seus produtos têm preço médio (valor sugerido ao varejo) em torno de R$ 30, mas há acessórios mais caros (como caminhas) que podem chegar a R$ 170 para o consumidor. 



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Confecção para pets duplica faturamento

Luluxo, de Ribeirão, ganha mercado, com venda
de mais de 60 itens, entre roupas e acessórios

Leone Farias

17/11/2014 | 07:07


O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos (37,1 milhões e 21,3 milhões, respectivamente) do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Também está entre os mercados emergentes com mais rápido crescimento de vendas de itens e serviços para pets, puxado pela ascensão da classe média e por ganhos salariais da população, de acordo com a Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos Animais de Estimação). Neste ano, o setor deve crescer 8% em relação a 2013, quando as vendas atingiram R$ 15,2 bilhões.
Com todo esse potencial a ser explorado, empresa de Ribeirão Pires vem ganhando espaço e se consolidando. Trata-se da Luluxo, confecção aberta em 2007 e que deve duplicar o faturamento em 2014 na comparação com o ano passado – a empresa não divulga os valores –, ao oferecer variedade de mais de 60 modelos de peças, entre roupas e acessórios para animais de estimação – que incluem pijamas, coletes, vestidos, camisas esportivas, macacões, bandanas, cachecóis, capas de chuva, mantas, edredons, sacos de dormir e caminhas. Neste ano, a sócia Eliane Dias Soares projeta vender em torno de 30 mil peças.
Eliane cita que a preocupação em oferecer itens de qualidade, e a custos acessíveis, para atingir tanto o público mais sofisticado quanto consumidor de baixa renda tem sido um dos diferenciais que permitem ampliar a aceitação no mercado. Para 2015, sua expectativa é crescer, pelo menos, mais 60% em vendas.
Ela conta que o início do negócio se deu quase por acaso. Em meio a problemas familiares, como a depressão e a perda de emprego do marido, Rogério Eduardo Ferreira Soares, 52 anos, ambos conheceram costureira que fazia roupinhas para cães de forma simples, a partir de retalhos. Pensaram então que poderiam ingressar no ramo, mas fazendo itens bem acabados, com estilo que agregasse valor à marca.
Formada em Odontologia e há 25 anos atuando como cirurgiã-dentista, Eliane manteve as duas atividades de forma paralela – embora hoje dedique apenas dois dias da semana ao consultório –, mas se aprofundou na confecção para pets, com a ajuda do marido, que é analista de sistemas, e da filha, Ester, 24, que fez faculdade de Design de Moda no Senac.
A empresária de 51 anos, que havia feito curso de corte e costura aos 15, buscou se aprimorar. “Tive de aprender modelagem”, disse. Ela contou ainda com o apoio do Sebrae, que a convidou para participar do projeto VIC (Vestindo e Investindo Confeccionistas), que reúne há dois anos confecções da região para participarem de programas conjuntos de capacitação em gestão e marketing, por exemplo.

Empresa planeja expansão para 2015

casal de empresários Eliane e Rogério Soares já planeja a ampliação da Luluxo, para dar conta do aumento da demanda. Entre os projetos está o de alugar, a partir de 2015, outro espaço em Ribeirão Pires para ter área maior de estoques, e ainda investir em torno de R$ 15 mil em reforma e aquisição de equipamentos, como máquina de corte, para aumentar a capacidade fabril, e contratar designer e costureiras. Hoje são seis funcionários internos (sem contar os dois sócios) e três externos.
Recente participação na feira Pet South America, em outubro, mostrou que as perspectivas seguem promissoras. Só o evento ajudou a alavancar dez dias de produção. E a empresa, que também se lançou há pouco tempo na internet (https://pt-br.facebook.com/luluxomodapet), também passou a receber pedidos do Brasil inteiro. A Luluxo, que atende hoje mais de 400 clientes, entre lojistas, atacadistas e canis (a companhia não atua no varejo diretamente), também tem planos de chegar ao mercado externo. Para isso, Eliane afirma que ainda é preciso se preparar melhor, mas interessados não faltam. Já recebeu contatos de Portugal. A empresária cita que seus produtos têm preço médio (valor sugerido ao varejo) em torno de R$ 30, mas há acessórios mais caros (como caminhas) que podem chegar a R$ 170 para o consumidor. 

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