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Agro do Brasil alimenta cerca de 800 milhões de pessoas, diz Embrapa



05/03/2021 | 13:19


A participação do Brasil no mercado mundial de alimentos deu um salto, em dez anos, de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. Além disso, o agronegócio brasileiro dá conta de alimentar cerca de 800 milhões de pessoas no mundo. Esses dados fazem parte de estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire), intitulado "O agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas", divulgado nesta quinta-feira (4).

De autoria dos pesquisadores Elísio Contini e Adalberto Aragão, da Sire, o estudo indica ainda que a contribuição do Brasil para o abastecimento mundial deverá aumentar ainda mais nos próximos anos. Somente entre 2011 para 2020, por exemplo, a participação do País na produção mundial de grãos, por exemplo, cresceu de 6% para 8%.

Contini e Aragão concluíram ainda que, em 2020, o País forneceu alimentos para 772,6 milhões de pessoas, sendo 212,2 milhões da população brasileira e 560,36 milhões de outros países. Os cálculos foram feitos tendo como base exportação de grãos e da carne bovina convertida em grãos.

O pesquisador Contini cita, conforme nota da Embrapa, ser "importante conhecer a contribuição do agro brasileiro na disponibilidade de alimentos para a sociedade brasileira e para o mundo". E continua: "Em termos de pessoas alimentadas, em manifestações de autoridades e trabalhos técnicos, os números variavam de 1 a 1,5 bilhão de pessoas. Decidimos checar esses números, partindo da produção de grãos e oleaginosas do Brasil em relação à mundial".

Para chegar aos números citados acima, o estudo adotou um método que considera a produção de grãos e oleaginosas - alimentos básicos de amplas populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal. "A hipótese é de que grãos e oleaginosas vêm sendo a base da alimentação humana, para o consumo direto das pessoas, alimentos processados ou como insumo para ração para a produção das principais carnes", afirmam os autores do trabalho, que adotaram para a execução do cálculo a classificação de "alimentos" utilizada pelo Banco Mundial para a elaboração do Food Price Index.

O indexador Food Price Index considera os seguintes cereais: arroz, trigo, milho e cevada; óleos vegetais e tortas: soja, óleo de soja, torta de soja, óleo de dendê, de coco e de amendoim; além de outros alimentos: açúcar, banana, carne de boi, de aves e laranja.

Além disso, para chegar à quantidade de pessoas que o Brasil alimenta no mundo, dois cálculos foram feitos. O primeiro, baseado na produção física de grãos e o segundo agregando a essa produção o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais. O segundo cálculo diz respeito à conversão da carne bovina exportada. "Como a carne bovina brasileira exportada é produzida a pasto, convertemos esta exportação para equivalente grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne", explica Contini, acrescentando que esta segunda alternativa aproxima-se mais da resposta esperada. O estudo completo pode ser acessado no seguinte link (https://bit.ly/3ecqNa7).



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Agro do Brasil alimenta cerca de 800 milhões de pessoas, diz Embrapa


05/03/2021 | 13:19


A participação do Brasil no mercado mundial de alimentos deu um salto, em dez anos, de US$ 20,6 bilhões para US$ 100 bilhões, com destaque para carne, soja, milho, algodão e produtos florestais. Além disso, o agronegócio brasileiro dá conta de alimentar cerca de 800 milhões de pessoas no mundo. Esses dados fazem parte de estudo da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire), intitulado "O agro brasileiro alimenta 800 milhões de pessoas", divulgado nesta quinta-feira (4).

De autoria dos pesquisadores Elísio Contini e Adalberto Aragão, da Sire, o estudo indica ainda que a contribuição do Brasil para o abastecimento mundial deverá aumentar ainda mais nos próximos anos. Somente entre 2011 para 2020, por exemplo, a participação do País na produção mundial de grãos, por exemplo, cresceu de 6% para 8%.

Contini e Aragão concluíram ainda que, em 2020, o País forneceu alimentos para 772,6 milhões de pessoas, sendo 212,2 milhões da população brasileira e 560,36 milhões de outros países. Os cálculos foram feitos tendo como base exportação de grãos e da carne bovina convertida em grãos.

O pesquisador Contini cita, conforme nota da Embrapa, ser "importante conhecer a contribuição do agro brasileiro na disponibilidade de alimentos para a sociedade brasileira e para o mundo". E continua: "Em termos de pessoas alimentadas, em manifestações de autoridades e trabalhos técnicos, os números variavam de 1 a 1,5 bilhão de pessoas. Decidimos checar esses números, partindo da produção de grãos e oleaginosas do Brasil em relação à mundial".

Para chegar aos números citados acima, o estudo adotou um método que considera a produção de grãos e oleaginosas - alimentos básicos de amplas populações no mundo e também considerados básicos para a produção de proteína animal. "A hipótese é de que grãos e oleaginosas vêm sendo a base da alimentação humana, para o consumo direto das pessoas, alimentos processados ou como insumo para ração para a produção das principais carnes", afirmam os autores do trabalho, que adotaram para a execução do cálculo a classificação de "alimentos" utilizada pelo Banco Mundial para a elaboração do Food Price Index.

O indexador Food Price Index considera os seguintes cereais: arroz, trigo, milho e cevada; óleos vegetais e tortas: soja, óleo de soja, torta de soja, óleo de dendê, de coco e de amendoim; além de outros alimentos: açúcar, banana, carne de boi, de aves e laranja.

Além disso, para chegar à quantidade de pessoas que o Brasil alimenta no mundo, dois cálculos foram feitos. O primeiro, baseado na produção física de grãos e o segundo agregando a essa produção o seu respectivo valor monetário, a partir de preços internacionais. O segundo cálculo diz respeito à conversão da carne bovina exportada. "Como a carne bovina brasileira exportada é produzida a pasto, convertemos esta exportação para equivalente grãos e quantificamos quantas pessoas são alimentadas por esta carne", explica Contini, acrescentando que esta segunda alternativa aproxima-se mais da resposta esperada. O estudo completo pode ser acessado no seguinte link (https://bit.ly/3ecqNa7).

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