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Continuidade do futebol durante o auge da pandemia no Brasil provoca polêmica

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Não há consenso sobre se o futebol deve novamente parar, como foi no ano passado, quando houve interrupção de quatro meses



05/03/2021 | 07:00


A temporada 2021 do futebol brasileiro começou há poucos dias e já existe uma grande polêmica. A continuidade dos jogos durante um novo período de crescimento dos casos de covid-19 causou um racha nas opiniões. Embora a preocupação com a pandemia e as mutações do vírus seja unânime, não há consenso sobre se o futebol deve novamente parar, como foi no ano passado, quando houve uma interrupção de quatro meses no calendário nacional.

A voz mais contundente contra a situação atual da pandemia é o técnico Lisca, do América-MG. Em entrevista ao canal Premiere na noite desta quarta, antes de um jogo pelo Campeonato Mineiro, o treinador criticou a realização de partidas da Copa do Brasil nas próximas semanas. "Nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, amigos treinadores. É hora de segurar a vida. Aqui no Mineiro tudo bem, é mais perto, mas como vão levar uma delegação do Norte para o Sul?", disse.

Na mesma noite, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, disse ter imensa preocupação de encarar um novo surto de covid-19 dentro do elenco. Em novembro, a equipe chegou a ter mais de 20 desfalques provocados pela doença e já houve casos de atletas que testaram positivo mais de uma vez. O português contou ter ficado espantado ao ver que no Brasil não há lockdowns rigorosos como na Europa.

"Eu sei que o futebol é um negócio, e precisamos todos trabalhar, precisamos de dinheiro para pagar nossas contas, mas temos que ter responsabilidade social nesse momento, ser mais responsável dentro daquilo que nos compete, que é ficar mais em casa e ver se conseguimos eliminar esse adversário, pois tanto aqui como na Europa está difícil", comentou Abel.

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, pensa diferente. Mesmo preocupado com a pandemia, a opinião dele é de manter o calendário como forma de trazer um alento ao torcedor. "Estamos fazendo um favor para o povo, porque quando jogamos, é um motivo para o torcedor ficar em casa. Mas não pode parar tudo no Brasil, daqui a pouco a pessoa não sai de casa, mas está morrendo de fome", disse. O treinador mencionou que o futebol conta com uma segurança especial por causa da rotina de testes com os atletas e funcionários.

Por causa do aumento acentuado de casos, dois Estaduais da região Sul do Brasil estão suspensos temporariamente. Em Santa Catarina a medida entrou em vigor a partir desta quinta, por decisão da federação local. Existe a possibilidade de o regulamento ser alterado para o campeonato ter menos partidas. Os clubes vão discutir o assunto em breve.

No Paraná, o momento é ainda mais crítico. O Estadual só teve duas partidas realizadas entre as 12 previstas. A competição foi paralisada após vários municípios proibirem a realização de jogos. "Nós estamos tentando retomar o Estadual a partir da semana que vem, depois de terminar um decreto estadual de restrição de atividades. Vamos tentar voltar para conseguir realizar todas as partidas que foram possíveis", disse ao Estadão o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury.

Em São Paulo as competições estão mantidas. O governo estadual autorizou a realização de partidas e até agora, quem entrou em campo tem se manifestado favoravelmente. O atacante Rafael Marques, ex-Palmeiras e Botafogo, disse nesta semana que se sente seguro em atuar. "Creio que não há perigo para nós jogadores. Todos estão sujeitos a pegar, mas dentro dos protocolos do futebol, não tem nada diferente do que está sendo feito lá fora", afirmou o jogador, que agora defende o Botafogo de Ribeirão Preto.

A decisão do governo de São Paulo de manter a realização de partidas mesmo com o Estado na fase vermelha foi anunciada na última quarta-feira. "Até o momento, vai seguir o mesmo modelo que tem sido seguido na Europa, onde vários países fizeram lockdown e mantiveram as atividades esportivas. Até o momento, a decisão é manter as atividades da mesma forma, como vem sendo seguido em Portugal, Inglaterra e outros países, por exemplo", disse o membro do Centro Contingência do Coronavírus em São Paulo, José Medina.

No entanto, apesar do comparativo com Portugal e Inglaterra, até mesmo esses países tiveram alguns problemas. O Campeonato Inglês teve alguns jogos adiados nesta temporada por causa de surtos em alguns times. Em Portugal houve a mesma situação.



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Continuidade do futebol durante o auge da pandemia no Brasil provoca polêmica

Não há consenso sobre se o futebol deve novamente parar, como foi no ano passado, quando houve interrupção de quatro meses


05/03/2021 | 07:00


A temporada 2021 do futebol brasileiro começou há poucos dias e já existe uma grande polêmica. A continuidade dos jogos durante um novo período de crescimento dos casos de covid-19 causou um racha nas opiniões. Embora a preocupação com a pandemia e as mutações do vírus seja unânime, não há consenso sobre se o futebol deve novamente parar, como foi no ano passado, quando houve uma interrupção de quatro meses no calendário nacional.

A voz mais contundente contra a situação atual da pandemia é o técnico Lisca, do América-MG. Em entrevista ao canal Premiere na noite desta quarta, antes de um jogo pelo Campeonato Mineiro, o treinador criticou a realização de partidas da Copa do Brasil nas próximas semanas. "Nosso país parou, gente. Não tem lugar nos hospitais, eu estou perdendo amigos, amigos treinadores. É hora de segurar a vida. Aqui no Mineiro tudo bem, é mais perto, mas como vão levar uma delegação do Norte para o Sul?", disse.

Na mesma noite, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, disse ter imensa preocupação de encarar um novo surto de covid-19 dentro do elenco. Em novembro, a equipe chegou a ter mais de 20 desfalques provocados pela doença e já houve casos de atletas que testaram positivo mais de uma vez. O português contou ter ficado espantado ao ver que no Brasil não há lockdowns rigorosos como na Europa.

"Eu sei que o futebol é um negócio, e precisamos todos trabalhar, precisamos de dinheiro para pagar nossas contas, mas temos que ter responsabilidade social nesse momento, ser mais responsável dentro daquilo que nos compete, que é ficar mais em casa e ver se conseguimos eliminar esse adversário, pois tanto aqui como na Europa está difícil", comentou Abel.

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, pensa diferente. Mesmo preocupado com a pandemia, a opinião dele é de manter o calendário como forma de trazer um alento ao torcedor. "Estamos fazendo um favor para o povo, porque quando jogamos, é um motivo para o torcedor ficar em casa. Mas não pode parar tudo no Brasil, daqui a pouco a pessoa não sai de casa, mas está morrendo de fome", disse. O treinador mencionou que o futebol conta com uma segurança especial por causa da rotina de testes com os atletas e funcionários.

Por causa do aumento acentuado de casos, dois Estaduais da região Sul do Brasil estão suspensos temporariamente. Em Santa Catarina a medida entrou em vigor a partir desta quinta, por decisão da federação local. Existe a possibilidade de o regulamento ser alterado para o campeonato ter menos partidas. Os clubes vão discutir o assunto em breve.

No Paraná, o momento é ainda mais crítico. O Estadual só teve duas partidas realizadas entre as 12 previstas. A competição foi paralisada após vários municípios proibirem a realização de jogos. "Nós estamos tentando retomar o Estadual a partir da semana que vem, depois de terminar um decreto estadual de restrição de atividades. Vamos tentar voltar para conseguir realizar todas as partidas que foram possíveis", disse ao Estadão o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury.

Em São Paulo as competições estão mantidas. O governo estadual autorizou a realização de partidas e até agora, quem entrou em campo tem se manifestado favoravelmente. O atacante Rafael Marques, ex-Palmeiras e Botafogo, disse nesta semana que se sente seguro em atuar. "Creio que não há perigo para nós jogadores. Todos estão sujeitos a pegar, mas dentro dos protocolos do futebol, não tem nada diferente do que está sendo feito lá fora", afirmou o jogador, que agora defende o Botafogo de Ribeirão Preto.

A decisão do governo de São Paulo de manter a realização de partidas mesmo com o Estado na fase vermelha foi anunciada na última quarta-feira. "Até o momento, vai seguir o mesmo modelo que tem sido seguido na Europa, onde vários países fizeram lockdown e mantiveram as atividades esportivas. Até o momento, a decisão é manter as atividades da mesma forma, como vem sendo seguido em Portugal, Inglaterra e outros países, por exemplo", disse o membro do Centro Contingência do Coronavírus em São Paulo, José Medina.

No entanto, apesar do comparativo com Portugal e Inglaterra, até mesmo esses países tiveram alguns problemas. O Campeonato Inglês teve alguns jogos adiados nesta temporada por causa de surtos em alguns times. Em Portugal houve a mesma situação.

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