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Construção civil é o único setor a encerrar 2020 no azul na região

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na contramão da crise, foram criadas 1.071 vagas; Patriani destaca velocidade de vendas


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/02/2021 | 00:06


No ano passado, a geração de empregos com carteira de trabalho assinada na região foi prejudicada por causa da pandemia do coronavírus. O saldo – admissões menos demissões – do Grande ABC ficou negativo em 11.753 postos de trabalho, o pior resultado para um ano desde 2016, quando foram registradas 31.601 demissões, e que interrompe uma trajetória de crescimento na região desde 2018. Porém, mesmo com este cenário, a construção civil foi o único setor a ir na contramão da crise e a ficar no azul, com a criação de 1.071 empregos.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), disponibilizados pelo Ministério da Economia e tabulados pelo Diário. Diferentemente da construção, os cortes superaram as admissões nos outros setores da economia. A indústria registrou o pior resultado, ao fechar 6.949 postos de trabalho ao longo de 2020. Na sequência aparecem o ramo de serviços, com 4.402 dispensas, e o comércio, com 225 demissões.

“A construção civil foi considerada atividade essencial, então ela não sofreu a paralisação que atingiu outros setores, como o de serviços, o que foi importante para a manutenção de emprego da parcela menos escolarizada da população”, analisou o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero. “O segundo ponto que contribuiu para este crescimento está ligado aos juros baixos para o financiamento habitacional, bem como o adiamento do pagamento de algumas parcelas de financiamento. E o terceiro é que 2020 foi ano eleitoral e sempre há mais obras públicas, elementos todos que nos permitem dizer que a política econômica voltada a alguns setores dá resultado.”

Presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) e diretor técnico da MBigucci, Milton Bigucci Junior afirmou que o saldo positivo fortalece toda a economia regional, “uma vez que a construção é grande impulsionadora de empregos imediatos e, geralmente, para quem mais precisa”. “Com a saída de indústrias da nossa região e a consequente queda de empregos em outros setores, a construção se tornou ainda mais importante ao Grande ABC. As cidades deveriam investir cada vez mais em nosso setor, tanto na construção pesada quanto na imobiliária.”

Em visita ao Diário, o fundador da incorporadora Patriani, Valter Patriani, também falou sobre o desempenho no setor em 2020. “Ficamos de 3% a 4% atrás de 2019, o que em ano de pandemia é nada. A Patriani cresceu por volta de 40%. Todos os nossos lançamentos venderam em velocidade impressionante. Foi um ano muito bom para toda a construção civil.”
 



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Construção civil é o único setor a encerrar 2020 no azul na região

Na contramão da crise, foram criadas 1.071 vagas; Patriani destaca velocidade de vendas

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

12/02/2021 | 00:06


No ano passado, a geração de empregos com carteira de trabalho assinada na região foi prejudicada por causa da pandemia do coronavírus. O saldo – admissões menos demissões – do Grande ABC ficou negativo em 11.753 postos de trabalho, o pior resultado para um ano desde 2016, quando foram registradas 31.601 demissões, e que interrompe uma trajetória de crescimento na região desde 2018. Porém, mesmo com este cenário, a construção civil foi o único setor a ir na contramão da crise e a ficar no azul, com a criação de 1.071 empregos.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), disponibilizados pelo Ministério da Economia e tabulados pelo Diário. Diferentemente da construção, os cortes superaram as admissões nos outros setores da economia. A indústria registrou o pior resultado, ao fechar 6.949 postos de trabalho ao longo de 2020. Na sequência aparecem o ramo de serviços, com 4.402 dispensas, e o comércio, com 225 demissões.

“A construção civil foi considerada atividade essencial, então ela não sofreu a paralisação que atingiu outros setores, como o de serviços, o que foi importante para a manutenção de emprego da parcela menos escolarizada da população”, analisou o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero. “O segundo ponto que contribuiu para este crescimento está ligado aos juros baixos para o financiamento habitacional, bem como o adiamento do pagamento de algumas parcelas de financiamento. E o terceiro é que 2020 foi ano eleitoral e sempre há mais obras públicas, elementos todos que nos permitem dizer que a política econômica voltada a alguns setores dá resultado.”

Presidente da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC) e diretor técnico da MBigucci, Milton Bigucci Junior afirmou que o saldo positivo fortalece toda a economia regional, “uma vez que a construção é grande impulsionadora de empregos imediatos e, geralmente, para quem mais precisa”. “Com a saída de indústrias da nossa região e a consequente queda de empregos em outros setores, a construção se tornou ainda mais importante ao Grande ABC. As cidades deveriam investir cada vez mais em nosso setor, tanto na construção pesada quanto na imobiliária.”

Em visita ao Diário, o fundador da incorporadora Patriani, Valter Patriani, também falou sobre o desempenho no setor em 2020. “Ficamos de 3% a 4% atrás de 2019, o que em ano de pandemia é nada. A Patriani cresceu por volta de 40%. Todos os nossos lançamentos venderam em velocidade impressionante. Foi um ano muito bom para toda a construção civil.”
 

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