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Polícia indiciará sindicalista em caso de agressão a opositor de Lula

Divulgação/Edu Guimarães/SMABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Terceiro suspeito é Paulão, presidente da CNM e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

11/04/2018 | 07:00


Presidente da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) e diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Cayres, popularmente conhecido como Paulão, também será indiciado por lesão corporal grave contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, 56 anos, nas redondezas do Instituto Lula, no Ipiranga, no dia 5.

O Diário antecipou ontem que as investigações sobre o caso indicavam um terceiro suspeito de agredir Bettoni, inicialmente identificado apenas como “Paulão”. “Ele deve ser ouvido nesta semana. Já estamos providenciando isso”, revelou o delegado Wilson Zampieri, do 17º DP (Ipiranga) da Capital, onde o caso está sendo averiguado. Os principais envolvidos na agressão são o ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, de Diadema, e seu filho Leandro Eduardo Marinho (ambos do PT).

EXAME
Zampieri também informou que Maninho e o filho responderão por lesão corporal dolosa grave. A polícia recebeu ontem laudo do IML (Instituto Médico-Legal), que indicou que o grau da agressão sofrida por Bettoni é de natureza grave. A pena para este crime é de um a cinco anos de prisão. O delegado ponderou, contudo, que o potencial da acusação pode ainda ser elevado para gravíssimo, o que aumentaria o teto de eventual pena para oito anos. “Ainda depende dos resultados de exame complementar, que só será feito depois que ele (Bettoni) sair (do hospital). Demora mais um mês para ficar pronto”, alegou o delegado.

Nas imagens que se espalharam pelas mídias sociais nos últimos dias, além de Maninho e Leandro aparecerem dando socos, chutes e empurrões no empresário – que sofreu traumatismo craniano grave porque no momento do tumulto caiu e bateu a cabeça no para-choque de um caminhão que passava no local –, outro homem, vestido com camisa vermelha, chuta Bettoni segundos antes da lesão. Logo em seguida, o agressor se desequilibra e cai. Para a polícia, esse homem seria Paulão.

Ao Diário, o sindicalista negou envolvimento na agressão, mas confirmou que estava no Instituto Lula na noite de quinta-feira. “Eu não tenho nada para falar sobre isso. Não participei de evento nenhum, não sei nem por que estão colocando meu nome nisso. Estou aguardando (as autoridades) me chamarem. Estarei à disposição para esclarecer qualquer coisa, mas até agora não fui comunicado”, argumentou Paulão. “Eu só fiquei sabendo da confusão, mas não tenho nada a declarar”, contemporizou.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC disse que “não foi procurado pela polícia nem recebeu notificação da Justiça”.

Bettoni teria ido ao instituto e provocado e xingado petistas. Ele segue internado, em estado estável, porém ainda sem previsão de alta.

Maninho e Leandro lamentaram a batida e alegaram que não tinham a intenção de empurrar o empresário contra o caminhão.


PT da região terá pelo menos quatro ônibus rumo a Curitiba

O PT no Grande ABC disponibilizará pelo menos quatro ônibus com petistas das sete cidades com destino ao acampamento em Curitiba, no Paraná, nas proximidades da superintendência da PF (Polícia Federal), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preso desde a noite de sábado.

Segundo o coordenador do PT no Grande ABC, o ex-prefeito Carlos Grana (Santo André), ao todo, 30 ônibus sairão do Estado de São Paulo rumo a essa vigília, dentre eles os da região e os demais pertencentes a outras macrorregiões do PT paulista. “Ficaremos quinta-feira (amanhã), sexta e sábado. Será um revezamento entre os Estados”, pontuou.

Centenas de manifestantes acampam nas redondezas da sede da PF em Curitiba em solidariedade a Lula e como forma de exigir a liberdade do ex-presidente petista. Batizado de “Acampamento Lula Livre”, o local reúne militantes do PT e de movimentos sociais e sindicais. A estimativa de organizadores é a de que cerca de 1.500 pessoas passam pelo acampamento durante o dia e outras centenas permaneçam no local, onde dormem em barracas, se alimentam e até tomam banho. Eles dizem que só deixarão o local quando Lula for solto.

Os ônibus deverão partir de alguns diretórios do PT da região à 0h de amanhã. 



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