Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 27 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Salpingite

Infecção e inflamação dos tubos que ligam o útero aos ovários


Leo Kahn

31/03/2011 | 00:00


Infecção e inflamação dos tubos que ligam o útero aos ovários, chamados de trompas de falópio e que tem como função no aparelho genital feminino levar o óvulo até o útero.

A origem, geralmente, é intravaginal na maioria dos casos, sendo que as glândulas endocervicais fornecem um ambiente satisfatório para os micro-organismos como C. trachomatis e N. gonorrhoeae se multiplicarem antes de se disseminarem no sentido das trompas, produzindo endometrite superficial e endossalpingite.

A doença ocorre em mulheres jovens, sexualmente ativas, sendo o resultado de uma infecção transmitida por micro-organismos, comumente pela relação sexual, menos frequentemente pelo parto ou em situações de aborto.

As pacientes com DIU são especialmente vulneráveis, porque os filamentos transcervicais ajudam no transporte dos agentes patogênicos. A salpingite raramente ocorre antes da menarca, após a menopausa ou durante a gravidez.

A inflamação pode ser aguda, quando é súbita e curta duração ou crônica quando se mantém por um longo período de tempo.

É responsável, em cerca de 8% a 18% das mulheres, por situações de infertilidade, sendo esta porcentagem tanto maior quanto maior o número de episódios que a mulher teve.

SINAIS E SINTOMAS

Corrimento vaginal abundante;

Cheiro característico;

Dor abdominal;

Náuseas, vômitos e diarreia;

Hemorragia menstrual anormal;

Uretrite;

Dor ao urinar;

Febre;

Dor lombar com irradiação para membros inferiores.

Geralmente o diagnóstico é feito pelo médico ginecologista, que baseado nos sintomas e na história clínica, deve realizar exame pélvico ginecológico para pesquisar dor abdominal, corrimento vaginal e edema. Poderá usar alguns exames complementares como: sangue, urina, exame de cultura do exsudado vaginal, salpingografia, laparoscopia diagnóstica.

SAIBA MAIS:

A salpingite é mais frequente nos países em vias de desenvolvimento.

Organismos patológicos mais frequentes responsáveis são a clamídia e a gonorreia.

A prevenção nem sempre é possível, realizar sexo com preservativo pode diminuir o risco de desenvolver a salpingite.

As pessoas com maior risco são mulheres que têm relações sexuais não protegidas ou que têm múltiplos parceiros sexuais.

A doença pode evoluir para a cura sem sequelas, ou curar, mas deixar a infertilidade (por bloqueio das trompas).

Pode ainda evoluir para uma situação inflamatória crônica.

Embora os sintomas possam predominar em um lado, ambas as trompas estão provavelmente afetadas.

A infecção tubária produz um corrimento profuso e leva a uma aglutinação das pregas mucosas, aderências e oclusão tubária.

A peritonite por disseminação do exsudato para o peritônio pélvico é comum; os ovários tendem a resistir à infecção, mas podem ser invadidos.

Consequências possíveis: dor pélvica crônica, infecções pélvicas de repetição, gravidez ectópica.

Consulte seu ginecologista sempre que apresentar algum sintoma.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Salpingite

Infecção e inflamação dos tubos que ligam o útero aos ovários

Leo Kahn

31/03/2011 | 00:00


Infecção e inflamação dos tubos que ligam o útero aos ovários, chamados de trompas de falópio e que tem como função no aparelho genital feminino levar o óvulo até o útero.

A origem, geralmente, é intravaginal na maioria dos casos, sendo que as glândulas endocervicais fornecem um ambiente satisfatório para os micro-organismos como C. trachomatis e N. gonorrhoeae se multiplicarem antes de se disseminarem no sentido das trompas, produzindo endometrite superficial e endossalpingite.

A doença ocorre em mulheres jovens, sexualmente ativas, sendo o resultado de uma infecção transmitida por micro-organismos, comumente pela relação sexual, menos frequentemente pelo parto ou em situações de aborto.

As pacientes com DIU são especialmente vulneráveis, porque os filamentos transcervicais ajudam no transporte dos agentes patogênicos. A salpingite raramente ocorre antes da menarca, após a menopausa ou durante a gravidez.

A inflamação pode ser aguda, quando é súbita e curta duração ou crônica quando se mantém por um longo período de tempo.

É responsável, em cerca de 8% a 18% das mulheres, por situações de infertilidade, sendo esta porcentagem tanto maior quanto maior o número de episódios que a mulher teve.

SINAIS E SINTOMAS

Corrimento vaginal abundante;

Cheiro característico;

Dor abdominal;

Náuseas, vômitos e diarreia;

Hemorragia menstrual anormal;

Uretrite;

Dor ao urinar;

Febre;

Dor lombar com irradiação para membros inferiores.

Geralmente o diagnóstico é feito pelo médico ginecologista, que baseado nos sintomas e na história clínica, deve realizar exame pélvico ginecológico para pesquisar dor abdominal, corrimento vaginal e edema. Poderá usar alguns exames complementares como: sangue, urina, exame de cultura do exsudado vaginal, salpingografia, laparoscopia diagnóstica.

SAIBA MAIS:

A salpingite é mais frequente nos países em vias de desenvolvimento.

Organismos patológicos mais frequentes responsáveis são a clamídia e a gonorreia.

A prevenção nem sempre é possível, realizar sexo com preservativo pode diminuir o risco de desenvolver a salpingite.

As pessoas com maior risco são mulheres que têm relações sexuais não protegidas ou que têm múltiplos parceiros sexuais.

A doença pode evoluir para a cura sem sequelas, ou curar, mas deixar a infertilidade (por bloqueio das trompas).

Pode ainda evoluir para uma situação inflamatória crônica.

Embora os sintomas possam predominar em um lado, ambas as trompas estão provavelmente afetadas.

A infecção tubária produz um corrimento profuso e leva a uma aglutinação das pregas mucosas, aderências e oclusão tubária.

A peritonite por disseminação do exsudato para o peritônio pélvico é comum; os ovários tendem a resistir à infecção, mas podem ser invadidos.

Consequências possíveis: dor pélvica crônica, infecções pélvicas de repetição, gravidez ectópica.

Consulte seu ginecologista sempre que apresentar algum sintoma.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;