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Premiê japonês se nega a renunciar apesar das pressões


Das Agências

01/03/2001 | 09:48


O primeiro-ministro do Japão, Yoshiro Mori, prometeu nesta quinta-feira permanecer no governo, apesar das crescentes pressões da oposição para que ele renuncie.

‘‘Como estamos em uma etapa muito importante, eu assumirei meu dever, resolvendo vencer ou morrer’’, disse Mori à Koji Omi, subsecretário geral do Partido Liberal Democrata (PLD, no poder), de acordo com a Jiji Press.

Pouco antes, Mori havia declarado para o Parlamento: ‘‘Levando adiante o trabalho que me foi encomendado e assumindo minha responsabilidade energicamente, beneficiarei tanto a nação como o povo.’’

Os partidos de oposição ameaçam apresentar uma moção de censura contra Mori, cujo índice de popularidade caiu para 6,5% depois de vários escândalos que envolveram seus principais aliados políticos.

No entanto, os partidos de oposição estão divididos no que diz respeito ao melhor momento para apresentar a moção.

O Partido Democrático, o principal partido de oposição no Japão, advertiu esta quarta-feira que a moção será apresentada se um ex-membro do partido de Mori, Masakuni Murakami, for preso, informaram os meios de comunicação.

Mas o Partido Comunista e o Partido Liberal não se mostraram dispostos, até o momento, a apresentar a moção de censura imediatamente, afirmando que a oposição deve estar segura de contar com o apoio da coalizão governamental, que tem é minoria no Parlamento.

Um alto dirigente do PLD, envolvido em um escândalo de corrupção, foi preso nesta quinta-feira, uma medida que pode aumentar a pressão para que aconteça uma mudança no governo e Mori deixe o poder.

A Justiça ordenou esta quinta-feira a prisão de Masakuni Murakami, 68 anos, um ex-dirigente do PLD. Ele renunciou a seu mandato parlamentar na quinta-feira passada por causa de seus vínculos com uma fundação especializada em créditos às pequenas e médias empresas, a KSD.

Murakami era apelidado de ‘‘o imperador’’ por seus colegas da Câmara Alta do Parlamento japonês, por sua função de líder do PLD nessa Assembléia e seu poder dentro de seu próprio partido.

Existe a suspeita de que ele tenha recebido subornos da KSD entre 1996 e 1998, em um total de 72 milhões de ienes (US$ 615 mil).

Os analistas políticos afirmam que a prisão de Murakami representa um novo revés para Mori.

O chefe de governo foi muito criticado pela imprensa e pela oposição por ter continuado jogando golfe depois de ser informado sobre o choque de um submarino norte-americano com um barco pesqueiro japonês perto do Havaí, no qual 9 japoneses desapareceram. Eles foram considerados mortos.



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Premiê japonês se nega a renunciar apesar das pressões

Das Agências

01/03/2001 | 09:48


O primeiro-ministro do Japão, Yoshiro Mori, prometeu nesta quinta-feira permanecer no governo, apesar das crescentes pressões da oposição para que ele renuncie.

‘‘Como estamos em uma etapa muito importante, eu assumirei meu dever, resolvendo vencer ou morrer’’, disse Mori à Koji Omi, subsecretário geral do Partido Liberal Democrata (PLD, no poder), de acordo com a Jiji Press.

Pouco antes, Mori havia declarado para o Parlamento: ‘‘Levando adiante o trabalho que me foi encomendado e assumindo minha responsabilidade energicamente, beneficiarei tanto a nação como o povo.’’

Os partidos de oposição ameaçam apresentar uma moção de censura contra Mori, cujo índice de popularidade caiu para 6,5% depois de vários escândalos que envolveram seus principais aliados políticos.

No entanto, os partidos de oposição estão divididos no que diz respeito ao melhor momento para apresentar a moção.

O Partido Democrático, o principal partido de oposição no Japão, advertiu esta quarta-feira que a moção será apresentada se um ex-membro do partido de Mori, Masakuni Murakami, for preso, informaram os meios de comunicação.

Mas o Partido Comunista e o Partido Liberal não se mostraram dispostos, até o momento, a apresentar a moção de censura imediatamente, afirmando que a oposição deve estar segura de contar com o apoio da coalizão governamental, que tem é minoria no Parlamento.

Um alto dirigente do PLD, envolvido em um escândalo de corrupção, foi preso nesta quinta-feira, uma medida que pode aumentar a pressão para que aconteça uma mudança no governo e Mori deixe o poder.

A Justiça ordenou esta quinta-feira a prisão de Masakuni Murakami, 68 anos, um ex-dirigente do PLD. Ele renunciou a seu mandato parlamentar na quinta-feira passada por causa de seus vínculos com uma fundação especializada em créditos às pequenas e médias empresas, a KSD.

Murakami era apelidado de ‘‘o imperador’’ por seus colegas da Câmara Alta do Parlamento japonês, por sua função de líder do PLD nessa Assembléia e seu poder dentro de seu próprio partido.

Existe a suspeita de que ele tenha recebido subornos da KSD entre 1996 e 1998, em um total de 72 milhões de ienes (US$ 615 mil).

Os analistas políticos afirmam que a prisão de Murakami representa um novo revés para Mori.

O chefe de governo foi muito criticado pela imprensa e pela oposição por ter continuado jogando golfe depois de ser informado sobre o choque de um submarino norte-americano com um barco pesqueiro japonês perto do Havaí, no qual 9 japoneses desapareceram. Eles foram considerados mortos.

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