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Professora faz cirurgia de R$ 1,7 mil e não recebe reembolso


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

22/02/2005 | 14:24


Desde outubro, a professora Cilene Aparecida Ruiz dos Santos, de Mauá, tenta receber os R$ 1,7 mil que gastou com uma cirurgia de adenoide amidalite para o filho de 3 anos. Na época, a criança era associada da Interclínicas, mas a empresa alegou problemas financeiros e não autorizou o procedimento cirúrgico. Na ocasião, o problema da consumidora foi tema de reportagem no Diário. Um mês depois, foi anunciada a venda da carteira de clientes da Interclínicas para o Grupo Saúde ABC.

Além da carteira de associados, a empresa passou a administrar os centros médicos próprios do plano falido, mas todos os processos administrativos em andamento antes da transação continuaram sobre responsabilidade da Interclínicas. É o caso de Cilene. O acerto sobre o reembolso foi feito antes da venda do plano de saúde. A carta fornecida pela Interclínicas data de 18 de outubro. “Mas, mesmo com o documento em mãos, não consigo contato com a empresa.”

Desde que foi procurada pela consumidora, no último dia 10, a reportagem tenta contato com os administradores da Interclínicas sem sucesso. Apesar da venda, a ANS (Agência Nacional de Saúde) explica que a companhia de seguros ainda existe porque não houve o decreto de falência dado pela Justiça. Sem retorno da Interclínicas, resta à ex-associada entrar com ação judicial para receber o dinheiro de volta.

A ANS diz ainda que os casos de não-devolução de quantias a título de reembolso devem ser denunciados à agência regulamentadora por meio do disque-saúde (0800-611997). Outra orientação é encaminhar uma carta escrita de próprio punho com cópia do documento fornecido pelo plano onde consta a informação sobre o posterior reembolso.

Dificuldade – Cilene conta que desde que seu filho deixou o hospital, em outubro, ela tenta acertar o reembolso junto à empresa de saúde. Depois do anúncio da venda da carteira de clientes, a professora de Mauá deu início a um verdadeiro processo de investigação. “Quando consegui falar com a administração, me mandaram até um endereço no Pari, em São Paulo, para falar com um advogado que seria o liqüidante da Interclínicas. Passei o dia no escritório, mas o tal advogado não apareceu.”

A professora afirma que tomou outras medidas. “Juntamos todos os documentos e encaminhamos para o endereço da sede da empresa, mas nunca recebemos resposta.” Para garantir a cirurgia do filho, Cilene contraiu empréstimo junto a um banco. “Ainda bem que ele não precisou de internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou de outros procedimentos mais caros, caso contrário, meu prejuízo seria maior e eu não teria como quitar a dívida com o banco.”



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